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Hamas repete programa infantil que defende homens-bomba
Plantão | Publicada em 16/07/2009 às 10h53m
O Globo
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RIO - Era para ser um programa infantil, mas o "Jovens Pioneiros", exibido pela televisão Al-Aqsa, do Hamas, é conhecido por forçar os limites do que a maioria das pessoas considera um conteúdo apropriado para crianças.
Um episódio do programa que gerou polêmica e que foi ao ar há dois anos retratava duas crianças palestinas assistindo a imagens na TV de sua mãe se preparando para a execução de um bombardeio suicida. O programa foi repetido recentemente, desta vez com plateia no estúdio.
O jovem âncora desafia: "E aqui nós dizemos ao ocupante (Israel) que vamos seguir a doutrina, a doutrina da mártir mujahida (guerreira sagrada) Reem Riyashi, até que libertemos nossa terra natal de suas mãos ilegítimas". Reem Riyashi matou quatro israelenses em um ataque na fronteira entre Gaza e Israel, em 2004.
No vídeo, uma atriz, interpretando o papel da mãe, prepara os explosivos para sua missão, enquanto ignora as perguntas de seus filhos sobre o que está fazendo. "Mamãe, o que você tem nas mãos: um brinquedo ou um presente para mim?", diz a filha.
A menina então vê uma reportagem sobre o bombardeio suicida e canta "Só agora eu entendo o que era mais importante do que a gente".
O grupo israelense de monitoramento Palestinian Media Watch condenou publicamente o programa quando ele foi exibido pela primeira vez.
Dr. Eyed Sarraj, um conhecido psiquiatra palestino que vive em Gaza, preocupa-se com o impacto da glorificação dos homens-bomba para as crianças. Segundo ele, as crianças em Gaza foram tão traumatizados pela violência entre Israel e Palestina que sua percepção de vida e morte é deformada.
A maioria da população na região pode assistir à TV Al-Aqsa se tiver o receptor de sinal certo, mas não é possível precisar quantos de fato sintonizam o canal ou quantos viram essas imagens. Como o produto é realizado pelo Hamas, é provável que a audiência seja mais restrita aos afiliados políticos do grupo.
Há dois anos, a emissora criou um personagem no estilo de Mickey Mouse que encorajava a "resistência violenta" contra Israel e simulava o uso de uma AK-47 e granadas.
COMENTO:
Enquanto se cultuar a morte em detrimento da vida;
Enquanto incitar o ódio ao próximo em crianças
Enquanto não ocorrer condenação a esses fatos
NUNCA TEREMOS PAZ
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
ONGs: DESMASCARADA
Retirado do blog do David Bor:
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
HUMAN RIGHT WATCH CONFESSA QUE LUTA CONTRA ISRAEL
Uma ONG muito famosa mandou recentemente uma representante até a Arábia Saudita para arrecadar dinheiro, como informou David Bernstein no Wall Street Journal.
A Human Rights Watch, que vive elaborando relatórios que a imprensa canta em verso e prosa, foi buscar fundos para...lutar contra os grupos "pro-Israel" nos Estados Unidos, na União Européia e na ONU!!
Sim, caro leitor, uma porta-voz, Sarah Leah Whitson,que é também diretora da ONG para o Oriente Médio e África do Norte, destacou justamente isso, esquecendo-se, é claro, de mencionar as violações aos direitos humanos na Arábia Saudita, onde, para começar, mulheres são tratadas como cidadãs de segunda classe.
Pergunta ingênua: com que isenção poderemos ver os tais relatórios da organização?
Postado por David às 16:33
Marcadores: Israel
COMENTO:
Mais uma ONG desmascarada.Como ser imparcial se é financiada por uma ditadura islamica onde as mulheres são consideradas pessoas de 2ªclasse?
A fundação Carter se utiliza do mesmo expediente.
Para mim são instrumentos usados por correntes de esquerda aliados ao fascismo islamico para destruir valores ocidentais e capitalistas.
Essas ONGs são manipuladoras de dados e informações,influenciando pricipalmente os mais jovens e criando assim uma massa crítica de pessoas impregnadas de ideologia esquerdista distorcendo a percepção da realidade resultando numa revolução silenciosa até a tomada do poder e destruindo a democracia.
Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
HUMAN RIGHT WATCH CONFESSA QUE LUTA CONTRA ISRAEL
Uma ONG muito famosa mandou recentemente uma representante até a Arábia Saudita para arrecadar dinheiro, como informou David Bernstein no Wall Street Journal.
A Human Rights Watch, que vive elaborando relatórios que a imprensa canta em verso e prosa, foi buscar fundos para...lutar contra os grupos "pro-Israel" nos Estados Unidos, na União Européia e na ONU!!
Sim, caro leitor, uma porta-voz, Sarah Leah Whitson,que é também diretora da ONG para o Oriente Médio e África do Norte, destacou justamente isso, esquecendo-se, é claro, de mencionar as violações aos direitos humanos na Arábia Saudita, onde, para começar, mulheres são tratadas como cidadãs de segunda classe.
Pergunta ingênua: com que isenção poderemos ver os tais relatórios da organização?
Postado por David às 16:33
Marcadores: Israel
COMENTO:
Mais uma ONG desmascarada.Como ser imparcial se é financiada por uma ditadura islamica onde as mulheres são consideradas pessoas de 2ªclasse?
A fundação Carter se utiliza do mesmo expediente.
Para mim são instrumentos usados por correntes de esquerda aliados ao fascismo islamico para destruir valores ocidentais e capitalistas.
Essas ONGs são manipuladoras de dados e informações,influenciando pricipalmente os mais jovens e criando assim uma massa crítica de pessoas impregnadas de ideologia esquerdista distorcendo a percepção da realidade resultando numa revolução silenciosa até a tomada do poder e destruindo a democracia.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Brasil e Terrorismo
Início Perfil Fotos Projetos e Propostas Enquetes Realizadas Fale Comigo 8julTerroristas já recrutam brasileiros, diz PF em audiência convocada por Jungmann›› Saiu na ImprensaPostado às 14:34hPortal do PPS
8/7/2009
Por: Valéria de Oliveira
O terrorismo chegou ao Brasil antes da década de 90 e já está na fase de recrutamento de seguidores brasileiros, disse o diretor de inteligência da Polícia Federal, Daniel Lorenz de Azevedo, durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara na última terça-feira. Desde a prisão do “senhor K”, um membro da alta hierarquia da Al Qaeda em São Paulo, em maio, o deputado Raul Jungmann (PE) pediu a realização da reunião, da qual participou também o chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Félix.
Lorenz contou que, primeiro, os terroristas apenas passavam pelo país. Depois, tomaram brasileiras por esposas para morar no país e conseguir cidadania brasileira; numa terceira etapa, passaram a encantar os brasileiros com suas idéias e os recrutar para participação nas redes internacionais ligadas do terror. A etapa atual é a de usar o Brasil como base para planejamento, reconhecimento e logística de atos terroristas no exterior.
Tipificação
Se os terroristas estão progredindo no país, o governo brasileiro caminha na contramão. Jungmann disse que, em conversa com as autoridades do Ministério da Justiça sobre o assunto, ouviu a seguinte explicação: não se toma nenhuma medida para não atrair o terror. Por isso, apesar de na Câmara tramitar mais de 30 projetos para tipificar o crime de terrorismo, não há legislação que trate do assunto.
“Como não temos a tipificação do tema, entramos na teoria dos crimes conexos”, explicou Lorenz aos deputados. Isso significa que mesmo sabendo que determinado indivíduo ou grupo está envolvido com o terror, se prende porque ele usa documentos falsos, por exemplo. A libertação pela Justiça não demora. O diretor da PF lembra que o fato de o país não ter sofrido atentados não justifica a falta de legislação porque em Istambul houve um ataque a uma agência do banco inglês Santander, matando centenas de turcos, para atingir a Inglaterra.
O Brasil, adverte o parlamentar do PPS, não pode continuar sem que o terrorismo seja crime tipificado porque “podemos pagar caríssimo por isso, como pagou a Argentina”. Jungmann se referia aos dois atentados cometidos contra a comunidade judaica, um em 1992, outro em 1994. “A Argentina tinha a mesma posição do Brasil, que eu chamo de ‘não é conosco’; O nosso país tem uma espécie de aversão a discutir esse tema, que ao mundo todo preocupa”. A única iniciativa que existe, diz ele, é um grupo de trabalho, o que, analisa, “é muito pouco”.
Embora uma audiência pública realizada em 2007, também por requerimento de Jungmann, tenha definido que seria necessária a composição de uma autoridade de prevenção e combate ao terrorismo, para coordenar ações nesse sentido, nada evoluiu desde então porque os responsáveis por viabilizar a existência desse órgão engavetaram a proposta. O general Félix disse na audiência de ontem que se criou um núcleo, mas Jungmann acha que essa estrutura seria incapaz de exercer o papel daquela pensada em 2007.
Para o deputado, com os depoimentos na audiência, “ficou clara a elevação do risco Brasil no que diz respeito a atentados terroristas seja pela projeção do país no cenário internacional, seja pelo fato de que depois do conflito Leste-Oeste muito mais instabilidade e até pela aproximação do Brasil de países árabes e islâmicos – o que não quer dizer que eles devam ser discriminados ou a eles se deva atribuir toda a responsabilidade por atos terroristas – mas a verdade é que eles estão no foco, no centro dos conflitos que implicam em atos de terror”.
Outro fator a ser considerado, diz Jungmann, é o pleito do Brasil por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. “Ir para esse assento é tomar posição sobre conflitos globais, que é o caso do conflito árabe-israelense”. Na avaliação do deputado, o Brasil quer o bônus de ser reconhecido como um “global player”, mas evita refletir sobre as responsabilidades e ônus decorrentes dessa posição, dentre outras, o risco de terrorismo
COMENTO:
Vários fatores contribuirão para a introdução de terroristas no Brasil:
1- Aliança da Venezuela com o Irã e a aproximação deste com o Brasil.
2- A intensa aproximação do Brasil com países árabes patrocinadores secretos de vários grupos terroristas
3- Facilidade de se instalar no país sem ser incomodado.
4- Falta de tipificação do crime de terrorismo
5- Aliança do esquerdismo mundial com o fundamentalismo islamico
6- O Brasil está pagando qualquer preço para entrar no Conselho de segurança da ONU.
Não devemos esquecer que o terrorismo anda ao lado do tráfico de drogas, de armas, lavagem de dinheiro e abertura de firmas falsas para doações de dinheiro.Sabemos o que resulta desta mistura explosiva:AUMENTO DA VIOLÊNCIA.
8/7/2009
Por: Valéria de Oliveira
O terrorismo chegou ao Brasil antes da década de 90 e já está na fase de recrutamento de seguidores brasileiros, disse o diretor de inteligência da Polícia Federal, Daniel Lorenz de Azevedo, durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara na última terça-feira. Desde a prisão do “senhor K”, um membro da alta hierarquia da Al Qaeda em São Paulo, em maio, o deputado Raul Jungmann (PE) pediu a realização da reunião, da qual participou também o chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Jorge Félix.
Lorenz contou que, primeiro, os terroristas apenas passavam pelo país. Depois, tomaram brasileiras por esposas para morar no país e conseguir cidadania brasileira; numa terceira etapa, passaram a encantar os brasileiros com suas idéias e os recrutar para participação nas redes internacionais ligadas do terror. A etapa atual é a de usar o Brasil como base para planejamento, reconhecimento e logística de atos terroristas no exterior.
Tipificação
Se os terroristas estão progredindo no país, o governo brasileiro caminha na contramão. Jungmann disse que, em conversa com as autoridades do Ministério da Justiça sobre o assunto, ouviu a seguinte explicação: não se toma nenhuma medida para não atrair o terror. Por isso, apesar de na Câmara tramitar mais de 30 projetos para tipificar o crime de terrorismo, não há legislação que trate do assunto.
“Como não temos a tipificação do tema, entramos na teoria dos crimes conexos”, explicou Lorenz aos deputados. Isso significa que mesmo sabendo que determinado indivíduo ou grupo está envolvido com o terror, se prende porque ele usa documentos falsos, por exemplo. A libertação pela Justiça não demora. O diretor da PF lembra que o fato de o país não ter sofrido atentados não justifica a falta de legislação porque em Istambul houve um ataque a uma agência do banco inglês Santander, matando centenas de turcos, para atingir a Inglaterra.
O Brasil, adverte o parlamentar do PPS, não pode continuar sem que o terrorismo seja crime tipificado porque “podemos pagar caríssimo por isso, como pagou a Argentina”. Jungmann se referia aos dois atentados cometidos contra a comunidade judaica, um em 1992, outro em 1994. “A Argentina tinha a mesma posição do Brasil, que eu chamo de ‘não é conosco’; O nosso país tem uma espécie de aversão a discutir esse tema, que ao mundo todo preocupa”. A única iniciativa que existe, diz ele, é um grupo de trabalho, o que, analisa, “é muito pouco”.
Embora uma audiência pública realizada em 2007, também por requerimento de Jungmann, tenha definido que seria necessária a composição de uma autoridade de prevenção e combate ao terrorismo, para coordenar ações nesse sentido, nada evoluiu desde então porque os responsáveis por viabilizar a existência desse órgão engavetaram a proposta. O general Félix disse na audiência de ontem que se criou um núcleo, mas Jungmann acha que essa estrutura seria incapaz de exercer o papel daquela pensada em 2007.
Para o deputado, com os depoimentos na audiência, “ficou clara a elevação do risco Brasil no que diz respeito a atentados terroristas seja pela projeção do país no cenário internacional, seja pelo fato de que depois do conflito Leste-Oeste muito mais instabilidade e até pela aproximação do Brasil de países árabes e islâmicos – o que não quer dizer que eles devam ser discriminados ou a eles se deva atribuir toda a responsabilidade por atos terroristas – mas a verdade é que eles estão no foco, no centro dos conflitos que implicam em atos de terror”.
Outro fator a ser considerado, diz Jungmann, é o pleito do Brasil por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. “Ir para esse assento é tomar posição sobre conflitos globais, que é o caso do conflito árabe-israelense”. Na avaliação do deputado, o Brasil quer o bônus de ser reconhecido como um “global player”, mas evita refletir sobre as responsabilidades e ônus decorrentes dessa posição, dentre outras, o risco de terrorismo
COMENTO:
Vários fatores contribuirão para a introdução de terroristas no Brasil:
1- Aliança da Venezuela com o Irã e a aproximação deste com o Brasil.
2- A intensa aproximação do Brasil com países árabes patrocinadores secretos de vários grupos terroristas
3- Facilidade de se instalar no país sem ser incomodado.
4- Falta de tipificação do crime de terrorismo
5- Aliança do esquerdismo mundial com o fundamentalismo islamico
6- O Brasil está pagando qualquer preço para entrar no Conselho de segurança da ONU.
Não devemos esquecer que o terrorismo anda ao lado do tráfico de drogas, de armas, lavagem de dinheiro e abertura de firmas falsas para doações de dinheiro.Sabemos o que resulta desta mistura explosiva:AUMENTO DA VIOLÊNCIA.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Massacre,Genocídio?
Grupo uigur estima cerca de 800 mortos na China
AE - Agencia Estado
Tamanho do texto? A A A A
BERLIM - Entre 600 e 800 pessoas foram mortas na violência e nos distúrbios étnicos entre chineses Han e turcos uigures islâmicos na cidade de Urumqi, província de Xinjiang, oeste da China, afirmou hoje o vice-presidente do Congresso Mundial Uigur à agência notícias France-Presse (AFP), citada pela Dow Jones. Asgar Can, que vive no exílio na Alemanha, onde a organização que comanda é sediada, disse: "Algumas fontes nos disseram 600, outras disseram 800 pessoas. Nós estimamos que foram mortas entre 600 e 800 pessoas".
Ele disse que a estimativa foi feita por testemunhas que assistiram à violência. Oficialmente, até agora o governo da China admite que 156 pessoas foram mortas. Nesta quarta-feira, as autoridades chinesas disseram que a situação está "sob controle", depois de milhares de soldados terem entrado na cidade de Urumqi para evitar novos confrontos. Pequim culpou a líder uigur Rebiya Kadeer por ter instigado a violência, algo que ela negou de maneira veemente. Rebiya Kadeer vive no exílio nos Estados Unidos desde 2005.
Os oito milhões de turcos uigures que vivem em Xinjiang formam quase metade da população da província, uma vasta área com desertos e montanhas, rica em reservas naturais na fronteira com a Ásia Central.O povo uigur, de linguagem turca e religião islâmica, tem reclamado há vários anos de repressão e discriminação sob o domínio chinês, mas Pequim insiste que levou o progresso econômico e a prosperidade à província. As informações são da Dow Jones.
COMENTO:
Não vão falar que foi um massace ou genocídio?
Cade a ONU para condenar?
E as ONGS?
Cade os países que gostam de acusar Israel de Estado Terrorista?
Será que fora Israel os outros podem matar?
Quando vão valorizar a vida?
É preciso avançarmos no aspecto moral.Depois de 2000anos e ainda estamos engatinhando.Será que vamos aprender pela dor?
AE - Agencia Estado
Tamanho do texto? A A A A
BERLIM - Entre 600 e 800 pessoas foram mortas na violência e nos distúrbios étnicos entre chineses Han e turcos uigures islâmicos na cidade de Urumqi, província de Xinjiang, oeste da China, afirmou hoje o vice-presidente do Congresso Mundial Uigur à agência notícias France-Presse (AFP), citada pela Dow Jones. Asgar Can, que vive no exílio na Alemanha, onde a organização que comanda é sediada, disse: "Algumas fontes nos disseram 600, outras disseram 800 pessoas. Nós estimamos que foram mortas entre 600 e 800 pessoas".
Ele disse que a estimativa foi feita por testemunhas que assistiram à violência. Oficialmente, até agora o governo da China admite que 156 pessoas foram mortas. Nesta quarta-feira, as autoridades chinesas disseram que a situação está "sob controle", depois de milhares de soldados terem entrado na cidade de Urumqi para evitar novos confrontos. Pequim culpou a líder uigur Rebiya Kadeer por ter instigado a violência, algo que ela negou de maneira veemente. Rebiya Kadeer vive no exílio nos Estados Unidos desde 2005.
Os oito milhões de turcos uigures que vivem em Xinjiang formam quase metade da população da província, uma vasta área com desertos e montanhas, rica em reservas naturais na fronteira com a Ásia Central.O povo uigur, de linguagem turca e religião islâmica, tem reclamado há vários anos de repressão e discriminação sob o domínio chinês, mas Pequim insiste que levou o progresso econômico e a prosperidade à província. As informações são da Dow Jones.
COMENTO:
Não vão falar que foi um massace ou genocídio?
Cade a ONU para condenar?
E as ONGS?
Cade os países que gostam de acusar Israel de Estado Terrorista?
Será que fora Israel os outros podem matar?
Quando vão valorizar a vida?
É preciso avançarmos no aspecto moral.Depois de 2000anos e ainda estamos engatinhando.Será que vamos aprender pela dor?
domingo, 5 de julho de 2009
Duas dúvidas
Tenho duas dúvidas e gostaria que algupem me ajudasse:
1ª- A OEA quer a expulsão de Honduras porque diz que ocorreu um golpe de Estado deixando de ser uma democracia mas ao mesmo tempo fazem campanha para a entrada de Cuba.Alguém pode me explicar? A coerencia no mundo de hoje anda longe.
2º- Gostaria de saber a definição de intelectual.Quais são os critérios para se afirmar que alguém é um intelectual?Outro dia li num jornal alguém chamando o Sarney de intelectual.Vejo também muitas pessoas intituladas de intelectual mas me paira sérias dúvidas se o são.
1ª- A OEA quer a expulsão de Honduras porque diz que ocorreu um golpe de Estado deixando de ser uma democracia mas ao mesmo tempo fazem campanha para a entrada de Cuba.Alguém pode me explicar? A coerencia no mundo de hoje anda longe.
2º- Gostaria de saber a definição de intelectual.Quais são os critérios para se afirmar que alguém é um intelectual?Outro dia li num jornal alguém chamando o Sarney de intelectual.Vejo também muitas pessoas intituladas de intelectual mas me paira sérias dúvidas se o são.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Por trás dos panos:Brasil e Irã
Publicado na revista Isto é:
O acordo secreto do Brasil com o Irã
Itamaraty ajuda Ahmadinejad a burlar as sanções impostas pelos Estados Unidos e pelo Conselho de Segurança da ONU
Claudio Dantas Sequeira
No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que ele "é o cara", sob os holofotes da mídia internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as sanções americanas contra o regime iraniano. As linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada, foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores, protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das sanções dos EUA e das advertências do Conselho de Segurança da ONU, contrário às transações com instituições financeiras iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla cooperação entre os sistemas bancários brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma recomendação do Conselho de Segurança da ONU. Essa negociação com o Irã é como uma pescaria em águas turvas."
O Itamaraty, no entanto, não está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas relações com o mundo árabe abriu negociações com o Export Development Bank of Iran (EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas empresas em território dos EUA, as sanções proíbem cidadãos americanos de negociar com elas. Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a política externa dos Estados Unidos. Amorim tem defendido abertamente a equidistância e o pragmatismo nas relações internacionais. Mas o fato de o Itamaraty ter mantido silêncio sobre as negociações com o Irã não corresponde ao histórico da diplomacia brasileira, que normalmente trombeteia qualquer acordo ou negócio com outros países.
"Esse gesto vai levantar agora muitas suspeitas. Por que o Brasil está fazendo isso?", questiona o analista iraniano Meir Javedanfar, autor de um livro sobre o governo Ahmadinejad e especialista no programa nuclear de seu país. Javedanfar prevê mais tensões na relação do governo Lula com Israel, que protestou contra a visita de Ahmadinejad, e também atritos com o Departamento de Estado americano. Para o exchanceler Lampreia, a diplomacia brasileira se arrisca desnecessariamente. "Agora, que se tornou público, o acordo certamente vai incomodar", diz ele. E vai mesmo, especialmente quando autoridades econômicas e diplomáticas americanas conhecerem o conteúdo das medidas negociadas entre o Itamaraty e o EBDI. O acordo prevê mecanismos financeiros para facilitar a exportação e a importação de bens e serviços, incluindo operações de reexportação para terceiros países (o que permite ao Irã escapar do embargo por uma triangulação comercial), a criação de joint ventures, a abertura de bancos iranianos no Brasil e a assinatura de um acordo entre os bancos centrais para troca de informações sobre o sistema financeiro.
No documento bilateral, as autoridades também falam da "necessidade de buscar meios para superar os prin cipais obstáculos" que impedem os negócios entre os dois países. Na prática, significa ajudar Teerã a obter crédito e garantias bancárias para investimento, que escassearam nos ban cos europeus e americanos com a imposição das sanções. Aos olhos dos serviços de inteligência, por exemplo, as iniciativas de cooperação não passam de artimanhas para ajudar o Irã a contornar as sanções e avançar no seu programa nuclear.
Se essa avaliação beira a paranoia, sendo sucessivamente refutada por Teerã, o fato é que negociar com um banco de desenvolvimento que está na "lista negra" americana não é a melhor forma de pavimentar o caminho para as especiarias do Oriente. "Trata-se de um gesto equivocado do presidente Lula. Há várias formas de se estabelecer parcerias que intensifiquem o comércio bilateral", diz Javedanfar. Um exemplo é o que tem feito a China, que vendeu ao Irã US$ 10 bilhões, entre 2007 e 2008. Foi seguida de perto pela Alemanha (US$ 7 bilhões) e os Emirados Árabes Unidos (US$ 6,6 bilhões). No mesmo período, o Brasil conseguiu US$ 2,2 bilhões. O volume de comércio desses países prova que há maneiras menos explosivas de se estimular as exportações.
"O problema não é econômico, mas político", alerta o brasileiro Salvador GhelfiRaza, professor do Centro de Estudos Hemisféricos de Defesa, um braço acadêmico do Pentágono.
"Ter o direito de fazer um acordo não quer dizer que seja legítimo fazê-lo. Está claro que o governo Lula fez uma opção ideológica", afirma Raza. Ele ressalta que o Export Development Bank of Iran tem financiado diversos projetos em Cuba, El Salvador,
Equador, Bolívia e até montou uma sociedade com a Venezuela: o chamado Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas. Recentemente, os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez anunciaram investimento de US$ 200 milhões para projetos econômicos, industriais e de extração mineral conjuntos. Mas a meta do capital conjunto é de US$ 1,2 bilhão.
"Negociar com Ahmadinejad é o mesmo que negociar com Adolf Hitler.
Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado, Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um regime opressor que é contra a democracia. "Não acho o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado, Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um regime opressor que é contra a democracia. "Não acho o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura
O chefe da Divisão de Programas de Promoção à Exportação do Itamaraty, Rodrigo de Azevedo, que assinou o acordo com o EBDI, rebate as críticas e diz que o Brasil não vai abrir mão do direito soberano de negociar com quem quer que seja. O governo, segundo ele, não está preocupado se o acordo com o Irã vai afetar as relações com os Estados Unidos. "Nosso ponto de vista é comercial, não político. Além disso, há uma demanda dos empresários brasileiros para negociar com o Irã", garante Azevedo. A única concessão que o Brasil admite fazer, segundo ele, é manter-se afinado com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação à energia nuclear. O resto é comércio.
COMENTO:
Isto explica muita das atitudes do Presidente em apoiar o resultado das eleições no Irã.
Hoje ele está ao lado do Presidente da Líbia, do Sudão e do Irã como convidado especial da cúpula da União Africana.
Que coisa, tudo boa gente.
O acordo secreto do Brasil com o Irã
Itamaraty ajuda Ahmadinejad a burlar as sanções impostas pelos Estados Unidos e pelo Conselho de Segurança da ONU
Claudio Dantas Sequeira
No dia 2 de abril, em Londres, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apertava a mão de Barack Obama, prometia US$ 10 bilhões ao FMI e ouvia que ele "é o cara", sob os holofotes da mídia internacional, a diplomacia brasileira negociava em Brasília uma forma de ajudar o governo de Mahmoud Ahmadinejad a burlar as sanções americanas contra o regime iraniano. As linhas mestras de um acordo entre Brasil e Irã, que seria assinado durante a visita de Ahmadinejad em maio que acabou adiada, foram delineadas uma semana antes num encontro a portas fechadas no Itamaraty, no dia 25 de março. ISTOÉ obteve a ata da reunião em que o chanceler Celso Amorim e seu colega iraniano Manoucherch Mottaki, acompanhados de assessores, protagonizaram uma cena capaz de abalar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. À revelia das sanções dos EUA e das advertências do Conselho de Segurança da ONU, contrário às transações com instituições financeiras iranianas, Amorim e Mottaki firmaram os termos de uma ampla cooperação entre os sistemas bancários brasileiro e iraniano. O que deixou o ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia de cabelos em pé: "Não se pode ignorar uma recomendação do Conselho de Segurança da ONU. Essa negociação com o Irã é como uma pescaria em águas turvas."
O Itamaraty, no entanto, não está nem aí. E em sua ênfase atual nas boas relações com o mundo árabe abriu negociações com o Export Development Bank of Iran (EDBI), que entrou para a "black list" (lista negra) do Departamento do Tesouro americano no final de 2008, ao lado de suas subsidiárias, a corretora EDBI Stock Brokerage Company, a empresa de câmbio EDBI Exchange Company, sediadas em Teerã, e o Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas, na Venezuela. Além de congelar os ativos dessas empresas em território dos EUA, as sanções proíbem cidadãos americanos de negociar com elas. Não se aplicam, portanto, aos brasileiros. Mas, na opinião de diplomatas e especialistas ouvidos por ISTOÉ, ao furar a barreira o Brasil põe em xeque a política externa dos Estados Unidos. Amorim tem defendido abertamente a equidistância e o pragmatismo nas relações internacionais. Mas o fato de o Itamaraty ter mantido silêncio sobre as negociações com o Irã não corresponde ao histórico da diplomacia brasileira, que normalmente trombeteia qualquer acordo ou negócio com outros países.
"Esse gesto vai levantar agora muitas suspeitas. Por que o Brasil está fazendo isso?", questiona o analista iraniano Meir Javedanfar, autor de um livro sobre o governo Ahmadinejad e especialista no programa nuclear de seu país. Javedanfar prevê mais tensões na relação do governo Lula com Israel, que protestou contra a visita de Ahmadinejad, e também atritos com o Departamento de Estado americano. Para o exchanceler Lampreia, a diplomacia brasileira se arrisca desnecessariamente. "Agora, que se tornou público, o acordo certamente vai incomodar", diz ele. E vai mesmo, especialmente quando autoridades econômicas e diplomáticas americanas conhecerem o conteúdo das medidas negociadas entre o Itamaraty e o EBDI. O acordo prevê mecanismos financeiros para facilitar a exportação e a importação de bens e serviços, incluindo operações de reexportação para terceiros países (o que permite ao Irã escapar do embargo por uma triangulação comercial), a criação de joint ventures, a abertura de bancos iranianos no Brasil e a assinatura de um acordo entre os bancos centrais para troca de informações sobre o sistema financeiro.
No documento bilateral, as autoridades também falam da "necessidade de buscar meios para superar os prin cipais obstáculos" que impedem os negócios entre os dois países. Na prática, significa ajudar Teerã a obter crédito e garantias bancárias para investimento, que escassearam nos ban cos europeus e americanos com a imposição das sanções. Aos olhos dos serviços de inteligência, por exemplo, as iniciativas de cooperação não passam de artimanhas para ajudar o Irã a contornar as sanções e avançar no seu programa nuclear.
Se essa avaliação beira a paranoia, sendo sucessivamente refutada por Teerã, o fato é que negociar com um banco de desenvolvimento que está na "lista negra" americana não é a melhor forma de pavimentar o caminho para as especiarias do Oriente. "Trata-se de um gesto equivocado do presidente Lula. Há várias formas de se estabelecer parcerias que intensifiquem o comércio bilateral", diz Javedanfar. Um exemplo é o que tem feito a China, que vendeu ao Irã US$ 10 bilhões, entre 2007 e 2008. Foi seguida de perto pela Alemanha (US$ 7 bilhões) e os Emirados Árabes Unidos (US$ 6,6 bilhões). No mesmo período, o Brasil conseguiu US$ 2,2 bilhões. O volume de comércio desses países prova que há maneiras menos explosivas de se estimular as exportações.
"O problema não é econômico, mas político", alerta o brasileiro Salvador GhelfiRaza, professor do Centro de Estudos Hemisféricos de Defesa, um braço acadêmico do Pentágono.
"Ter o direito de fazer um acordo não quer dizer que seja legítimo fazê-lo. Está claro que o governo Lula fez uma opção ideológica", afirma Raza. Ele ressalta que o Export Development Bank of Iran tem financiado diversos projetos em Cuba, El Salvador,
Equador, Bolívia e até montou uma sociedade com a Venezuela: o chamado Banco Internacional de Desarollo, com sede em Caracas. Recentemente, os presidentes Mahmoud Ahmadinejad e Hugo Chávez anunciaram investimento de US$ 200 milhões para projetos econômicos, industriais e de extração mineral conjuntos. Mas a meta do capital conjunto é de US$ 1,2 bilhão.
"Negociar com Ahmadinejad é o mesmo que negociar com Adolf Hitler.
Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado, Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um regime opressor que é contra a democracia. "Não acho o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura Ele prega o fim do Estado de Israel e o extermínio dos judeus", diz o analista israelense Raphael Israeli, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para ele, a via de comércio aberta pelo governo Lula tem um custo alto, "o de vidas humanas". Israeli se refere às ações de repressão contra os manifestantes que foram às ruas de Teerã para questionar o resultado da eleição que reconduziu Ahmadinejad ao poder, e que terminaram na morte de duas dezenas de pessoas. Mais ponderado, Raza diz que o Brasil trai a sua história ao apoiar um regime opressor que é contra a democracia. "Não acho o Irã um bicho-papão, mas acho que a estrutura
O chefe da Divisão de Programas de Promoção à Exportação do Itamaraty, Rodrigo de Azevedo, que assinou o acordo com o EBDI, rebate as críticas e diz que o Brasil não vai abrir mão do direito soberano de negociar com quem quer que seja. O governo, segundo ele, não está preocupado se o acordo com o Irã vai afetar as relações com os Estados Unidos. "Nosso ponto de vista é comercial, não político. Além disso, há uma demanda dos empresários brasileiros para negociar com o Irã", garante Azevedo. A única concessão que o Brasil admite fazer, segundo ele, é manter-se afinado com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação à energia nuclear. O resto é comércio.
COMENTO:
Isto explica muita das atitudes do Presidente em apoiar o resultado das eleições no Irã.
Hoje ele está ao lado do Presidente da Líbia, do Sudão e do Irã como convidado especial da cúpula da União Africana.
Que coisa, tudo boa gente.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Crise economica - origens na visão de um leigo.
Vejamos primeiro o artigo de Mirim Leitão?
Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel - 27.6.2009| 15h00m
Coluna no Globo
Contas amarelas
Pergunte ao governo sobre o déficit primário de maio ou a queda da arrecadação e ele dirá que em crises o Estado gasta mais e a arrecadação cai. É verdade. Mas a calma com que o governo analisa a deterioração das contas públicas é um dos maiores riscos que o país enfrenta na atual crise. Até agora, ele arrecadou R$ 63 bilhões a menos do que previa e tem aumentado o gasto errado.
É normal em períodos de recessão a arrecadação cair pelo óbvio motivo de que a atividade econômica é menor e há menos fator gerador. É também livro-texto o governo ampliar os gastos para tentar reverter o quadro. O mundo está tendo uma overdose de estímulo econômico.
Quando se pergunta às autoridades econômicas sobre aumento de gastos, a resposta é que o Brasil, dentro do G-20, é um dos melhores. Afinal, no acumulado do ano, ainda tem superávit primário. Maio foi um mês à parte, com déficit primário.
O problema é que o crescimento da despesa de pessoal é maior do que o próprio aumento da despesa geral. Na ponta do lápis, as receitas do Tesouro, divulgadas na quinta-feira, mostraram uma queda de 4,4% no acumulado de cinco meses até maio, em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, a despesa teve aumento de 14,4% e o gasto com pessoal cresceu 18,3%. Em termos reais.
O investimento cresce pouco. O número registrado, de 20,4%, parece promissor, mas o que o engorda é o fato de que no ano passado o Congresso demorou a aprovar o Orçamento, então não se pôde fazer investimentos. A base de comparação é baixa.
Queda de arrecadação de um lado e aumento de despesas fixas, de outro. Essa é a síntese das contas públicas do país em meio à crise. E o que é pior, os investimentos do PAC, que são gastos em infraestrutura, custam a sair do papel.
De acordo com o economista Gil Castello Branco, do Contas Abertas, das mais de 10 mil obras previstas para serem executadas no programa, de 2007 a 2010, apenas 3% foram concluídas até dezembro de 2008, na metade do prazo. Os números são diferentes dos apresentados pela ministra Dilma Rousseff. A discrepância tem uma explicação constrangedora. Na hora do balanço, retira-se o que está apresentando problema para que o percentual de obras concluídas fique maior. Foi assim que as obras de saneamento não apareceram no último balanço, segundo Castello Branco.
— Basicamente, o PAC só vai bem nas obras tocadas pelas estatais, principalmente a Petrobras, que já possui logística, pessoal e orçamento para ser executado. Já as obras de saneamento, principalmente as que passam pela Funasa, estão com problemas. Não é à toa que o governo exclui essas obras dos balanços, fazendo com que o percentual concluído salte para 14% — explicou.
O economista Raul Velloso acha que a luz amarela acendeu nas contas públicas brasileiras com os dados de maio. E a luz pode ficar vermelha se continuar aumentando a relação dívida/PIB. Em conversa com Bruno Villas Bôas, do blog, ele lembrou que no início da crise econômica, em novembro, a taxa estava em 35%. Essa relação foi para 38,8% em dezembro e continua crescendo:
— Essa alta pode passar a sensação de que o governo está perdendo o controle da dívida, que não vai honrar seus compromissos.
O Banco Central no relatório de inflação prevê que essa relação chegará a 42%. É bom lembrar que essa forma de fazer a conta é a mais favorável ao governo porque é a dívida externa, mais dívida interna, menos reservas cambiais. Como as reservas crescem, a dívida cai. Mas a dívida interna como proporção do PIB foi de 40% para 60% no governo Lula. E isso numa época de forte crescimento de arrecadação.
O problema agora é que a arrecadação cai, as renúncias fiscais tomam parte da receita, e as despesas que aumentam são as de custeio, Previdência, pessoal e encargos sociais. Despesas fixas que não poderão ser eliminadas no futuro.
Parte do problema agora é fruto de o governo ter subestimado a crise. Até março deste ano, o governo ainda previa crescimento de 3,5% do PIB em 2009, enquanto no mercado há muito tempo já se falava em recessão. Ainda hoje, a estimativa é alta demais para a média. O Boletim Focus estima queda de 0,57%. O governo ainda mantém crescimento acima de 1%.
Pelas contas do economista Felipe Salto, da Tendência consultoria, cerca de dois terços da queda de 6% da receita líquida do governo central são resultado das desonerações para setores industriais que, curiosamente, até o presidente Lula criticou esta semana.
Um dado favorável será a queda do custo da dívida interna com a redução da taxa de juros. Mesmo assim é uma das dívidas mais caras do mundo. O mais preocupante na questão fiscal não são nem os números, é a interpretação do governo Lula de que pode-se fazer aqui o que outras economias estão fazendo. Aqui, a carga tributária é alta demais, a dívida interna é alta, os juros cronicamente elevados e o governo está contratando aumento de despesa que não poderá reduzir. Isso sem falar nos esqueletos previdenciários que podem sair do armário, confirmando que no Brasil até o passado é incerto.
COMENTO:
Na minha opinião de leigo a crise economica foi resultante do consumo excessivo de uma classe média estimulada pelo caráter extremamente materialista de uma sociedade globalizada amplamente estimulada pela mídia.
Gastou-se mais do que se poderia pagar.Não há ainda a visão de futuro, do seguro para os períodos de crises mesmo sabendo que a história mostra que todo império tem sua ascenção e queda assim como na nossa vida privada.
Nos últimos 2000 anos ocorreu um avanço tecnológico formidável mas sem o acompanhamento necessário da evolução moral.Tal fato levou a uma dissociação entre o material e o espiritual.É necessário que cada um reflita sobre esse abismo existente para que possa mudar seu ponto de vista em relação a importancia da vida e o destino que lhe aplicamos.
Agora como mostra o artigo acima , muito dinheiro foi usado em todo mundo para estancar a crise ,mas as quantias são tão altas, que provavelmente não se conseguirá pagar a conta resultando na Crise da crise.
O Brasil não foge a regra e é possível que daqui há alguns anos tenhamos uma crise mais séria que a atual.
São apenas palavras de um leigo.
Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel - 27.6.2009| 15h00m
Coluna no Globo
Contas amarelas
Pergunte ao governo sobre o déficit primário de maio ou a queda da arrecadação e ele dirá que em crises o Estado gasta mais e a arrecadação cai. É verdade. Mas a calma com que o governo analisa a deterioração das contas públicas é um dos maiores riscos que o país enfrenta na atual crise. Até agora, ele arrecadou R$ 63 bilhões a menos do que previa e tem aumentado o gasto errado.
É normal em períodos de recessão a arrecadação cair pelo óbvio motivo de que a atividade econômica é menor e há menos fator gerador. É também livro-texto o governo ampliar os gastos para tentar reverter o quadro. O mundo está tendo uma overdose de estímulo econômico.
Quando se pergunta às autoridades econômicas sobre aumento de gastos, a resposta é que o Brasil, dentro do G-20, é um dos melhores. Afinal, no acumulado do ano, ainda tem superávit primário. Maio foi um mês à parte, com déficit primário.
O problema é que o crescimento da despesa de pessoal é maior do que o próprio aumento da despesa geral. Na ponta do lápis, as receitas do Tesouro, divulgadas na quinta-feira, mostraram uma queda de 4,4% no acumulado de cinco meses até maio, em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, a despesa teve aumento de 14,4% e o gasto com pessoal cresceu 18,3%. Em termos reais.
O investimento cresce pouco. O número registrado, de 20,4%, parece promissor, mas o que o engorda é o fato de que no ano passado o Congresso demorou a aprovar o Orçamento, então não se pôde fazer investimentos. A base de comparação é baixa.
Queda de arrecadação de um lado e aumento de despesas fixas, de outro. Essa é a síntese das contas públicas do país em meio à crise. E o que é pior, os investimentos do PAC, que são gastos em infraestrutura, custam a sair do papel.
De acordo com o economista Gil Castello Branco, do Contas Abertas, das mais de 10 mil obras previstas para serem executadas no programa, de 2007 a 2010, apenas 3% foram concluídas até dezembro de 2008, na metade do prazo. Os números são diferentes dos apresentados pela ministra Dilma Rousseff. A discrepância tem uma explicação constrangedora. Na hora do balanço, retira-se o que está apresentando problema para que o percentual de obras concluídas fique maior. Foi assim que as obras de saneamento não apareceram no último balanço, segundo Castello Branco.
— Basicamente, o PAC só vai bem nas obras tocadas pelas estatais, principalmente a Petrobras, que já possui logística, pessoal e orçamento para ser executado. Já as obras de saneamento, principalmente as que passam pela Funasa, estão com problemas. Não é à toa que o governo exclui essas obras dos balanços, fazendo com que o percentual concluído salte para 14% — explicou.
O economista Raul Velloso acha que a luz amarela acendeu nas contas públicas brasileiras com os dados de maio. E a luz pode ficar vermelha se continuar aumentando a relação dívida/PIB. Em conversa com Bruno Villas Bôas, do blog, ele lembrou que no início da crise econômica, em novembro, a taxa estava em 35%. Essa relação foi para 38,8% em dezembro e continua crescendo:
— Essa alta pode passar a sensação de que o governo está perdendo o controle da dívida, que não vai honrar seus compromissos.
O Banco Central no relatório de inflação prevê que essa relação chegará a 42%. É bom lembrar que essa forma de fazer a conta é a mais favorável ao governo porque é a dívida externa, mais dívida interna, menos reservas cambiais. Como as reservas crescem, a dívida cai. Mas a dívida interna como proporção do PIB foi de 40% para 60% no governo Lula. E isso numa época de forte crescimento de arrecadação.
O problema agora é que a arrecadação cai, as renúncias fiscais tomam parte da receita, e as despesas que aumentam são as de custeio, Previdência, pessoal e encargos sociais. Despesas fixas que não poderão ser eliminadas no futuro.
Parte do problema agora é fruto de o governo ter subestimado a crise. Até março deste ano, o governo ainda previa crescimento de 3,5% do PIB em 2009, enquanto no mercado há muito tempo já se falava em recessão. Ainda hoje, a estimativa é alta demais para a média. O Boletim Focus estima queda de 0,57%. O governo ainda mantém crescimento acima de 1%.
Pelas contas do economista Felipe Salto, da Tendência consultoria, cerca de dois terços da queda de 6% da receita líquida do governo central são resultado das desonerações para setores industriais que, curiosamente, até o presidente Lula criticou esta semana.
Um dado favorável será a queda do custo da dívida interna com a redução da taxa de juros. Mesmo assim é uma das dívidas mais caras do mundo. O mais preocupante na questão fiscal não são nem os números, é a interpretação do governo Lula de que pode-se fazer aqui o que outras economias estão fazendo. Aqui, a carga tributária é alta demais, a dívida interna é alta, os juros cronicamente elevados e o governo está contratando aumento de despesa que não poderá reduzir. Isso sem falar nos esqueletos previdenciários que podem sair do armário, confirmando que no Brasil até o passado é incerto.
COMENTO:
Na minha opinião de leigo a crise economica foi resultante do consumo excessivo de uma classe média estimulada pelo caráter extremamente materialista de uma sociedade globalizada amplamente estimulada pela mídia.
Gastou-se mais do que se poderia pagar.Não há ainda a visão de futuro, do seguro para os períodos de crises mesmo sabendo que a história mostra que todo império tem sua ascenção e queda assim como na nossa vida privada.
Nos últimos 2000 anos ocorreu um avanço tecnológico formidável mas sem o acompanhamento necessário da evolução moral.Tal fato levou a uma dissociação entre o material e o espiritual.É necessário que cada um reflita sobre esse abismo existente para que possa mudar seu ponto de vista em relação a importancia da vida e o destino que lhe aplicamos.
Agora como mostra o artigo acima , muito dinheiro foi usado em todo mundo para estancar a crise ,mas as quantias são tão altas, que provavelmente não se conseguirá pagar a conta resultando na Crise da crise.
O Brasil não foge a regra e é possível que daqui há alguns anos tenhamos uma crise mais séria que a atual.
São apenas palavras de um leigo.
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