Reportagem retirada do Estadão.
Venezuela vive rotina de apagões elétricos
Falta de investimentos do governo e seca deixam milhões no escuro
Ruth Costas
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O caos que o Brasil viveu na terça-feira, quando as luzes se apagaram do Ceará ao Rio Grande do Sul, está próximo de virar uma triste rotina na Venezuela. Só nos últimos dois anos foram seis apagões nacionais. Em muitas regiões do país os cortes de luz são constantes e ocorrem a qualquer hora. Não escapam nem as zonas petrolíferas, carros-chefes da economia venezuelana.
"Nos últimos anos, (o presidente venezuelano Hugo) Chávez preferiu investir em projetos que lhe rendessem dividendos políticos rapidamente", disse ao Estado o economista Maikel Bello, da consultoria Ecoanalítica, de Caracas. "Os investimentos em infraestrutura, de longo prazo, não foram feitos enquanto a economia crescia a um ritmo que às vezes passava dos 10% ao ano por causa da alta do petróleo. O resultado é esse aí."
Há um ano, quando as luzes se apagaram em Caracas em plena hora do rush, Chávez chegou a enviar o Exército às ruas para manter a ordem enquanto milhares de pessoas voltavam a pé para casa. O apagar das luzes já não causa tanto espanto. Mas se a situação já estava complicada, piorou ainda mais nas últimas semanas por questões climáticas. A Venezuela vive uma das piores secas de sua história - e 70% de sua energia provem de usinas hidrelétricas.
ESCASSEZ DE ÁGUA
Agora, também falta água. Em diversos bairros da capital as torneiras secam duas vezes por semanas, conforme estipulado em um calendário de racionamento. Algumas escolas fecham suas portas e postos de saúde reduzem o ritmo de atendimento quando chega a vez de suas vizinhanças.
Chávez admite que há problemas de gestão nas estatais e criou um ministério para cuidar do assunto. Mas para ele os principais culpados são os de sempre: "Os oligarcas, consumistas e antissocialistas." "Não estamos em tempos de Jacuzzi", disse, num discurso na TV. "Senão que tipo de comunismo é esse?"
No início do mês, Chávez ameaçou multar as empresas que desperdiçarem eletricidade e deu orientações para ajudar os venezuelanos a superar a crise energética: os shoppings centers, "antros do capitalismo", devem comprar geradores que provenham 100% de sua energia; os cidadãos venezuelanos devem deixar uma lanterna ao lado da cama para ir ao banheiro à noite; e os banhos devem durar, no máximo, três minutos.
"Eu contei: três minutos e não cheiro mal", assegurou o presidente. Um conhecido site humorístico lançou o manual do banho comunista: "De 1min10s ao 1min20s - penteado punk com xampu, um clássico que nunca morre." Mas muitos venezuelanos opinam que a piada só tem graça para quem não vive o dia a dia do país.
"Se o presidente Chávez quer viver no Palácio de Miraflores à luz de velas o problema é dele", diz Aixa Lopez, diretora do grupo Afetados Pelos Apagões, que tem promovido protestos para pedir uma solução para o problema. "O governo prometeu US$ 18 bilhões em infraestrutura em 2005 e nós queremos saber para onde foi esse dinheiro. Não dá para entender por que Chávez não construiu as termoelétricas que prometeu se ele emprestou US$ 80 milhões para projetos na área de energia na Bolívia."
A falta de água e luz é hoje a quarta preocupação dos venezuelanos, segundo o instituto Datanalisis (depois da violência, a inflação e o desemprego). Há alguns anos não era nem mencionada nas pesquisas. No total, 66% da população não aprova o modo como o governo está lidando com a questão e, de acordo com analistas, isso colaborou para a recente queda de 10% na popularidade de Chávez.
A oposição tenta canalizar esse descontentamento para as urnas - as eleições legislativas serão em 2010. Pelas suas contas, só neste ano houve mais de 100 apagões localizados, que teriam provocado uma queda de 10% na produção industrial venezuelana.
ESTATIZAÇÕES
Chávez completou a estatização do setor de energia em 2007, após lançar o "socialismo do século 21". Na época, ele nacionalizou a Eletricidade de Caracas, controlada pela americana AES Corporation, e algumas empresas do interior do país. Mas mesmo antes disso os investimentos privados no setor já vinham minguando porque o governo congelou as tarifas elétricas em 2003.
Segundo o economista venezuelano Maxim Ross, diretor de uma consultoria que leva o seu nome, em todos esses anos o único grande projeto que avançou foi o da bacia do Rio Caroní, onde fica a Hidrelétrica de Tocoma - projeto do qual participa a brasileira Odebrecht.
"O problema é que agora já estamos atrasados", diz o economista. "Mesmo que o governo faça os investimentos necessários em hidrelétricas e outras fontes de energia, ainda teremos uns bons meses de suprimento problemático até que se comece a ver os resultados."
COMENTO:
Esse é o socialismo bolivariano.O Brasil encaminha-se para essa situação rápidamente.
Temos aparelhamento do Estado, estatizações,corrupção,incopetencia.Ingredientes para o fracasso.
Socialismo bolivariano?Estou fora.
domingo, 15 de novembro de 2009
BLOG DO ALUIZIO AMORIM
JORNALISMO POLITICAMENTE INCORRETO
Domingo, Novembro 15, 2009
TERROR USA MESQUITAS E BANCO NOS EUA
Centro de Educação Islâmica nos EUA: fachada para o terrorismo
O Ministério Público americano apreendeu quatro mesquitas no país e um arranha céu na Quinta Avenida, em Nova York, de propriedade de uma organização muçulmana suspeita de ser controlada pelo governo do Irã.
No que pode acabar sendo uma das maiores apreensões de terroristas na história dos Estados Unidos, procuradores entraram com uma ação civil na Justiça Federal buscando a apreensão de mais de US$ 500 milhões em ativos da Fundação Alavi, sem fins lucrativos e uma suposta empresa de fachada.
Os ativos incluem contas bancárias; centros islâmicos na cidade de Nova York, Maryland, Califórnia e Houston; mais de 40 hectares em Virgínia; de uma torre de escritórios de 36 andares em Nova York.
A apreensão das propriedades seria um forte golpe para o Irã, país acusado pelos Estados Unidos de financiar o terrorismo e tentar desenvolver uma bomba atômica.
Uma chamada telefônica e e-mail enviado para a missão iraniana na ONU para solicitar suas observações não foram retornados imediatamente. Nem foi respondida uma ligação feita à Fundação Alavi.
É extremamente incomum para os funcionários de segurança americanos a “apreensão” de um templo de oração, ação que poderia ser questionada pelo direito à religião consagrado na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
A medida tomada pelas autoridades contra as mesquitas xiitas provavelmente aumentará a tensão das relações entre o governo e a comunidade muçulmana, cujos membros receiam represálias depois de um tiroteio ocorrido em Fort Hood na semana passada, que foi atribuído a um muçulmano americano.
As mesquitas e os arranha-céus permanecerão abertos enquanto prossegue o processo de apreensão judicial que poderá ser longo.
É incerto o que vai acontecer com essas propriedades caso o governo ganhe as ações. No entanto, o governo costuma vender os imóveis apreendidos através de confisco e, por vezes, os lucros são distribuídos às vítimas da criminalidade.
Os promotores disseram queFundação Alavi administrou o escritório de arranha-céus para o governo do Irã, e através de uma empresa de fachada chamada Assa Corp, canalizou ilegalmente milhões de dólares para o Banco Melli, que pertence à estatal iraniana.
O Banco Melli é acusado pelo Departamento do Tesouro americano de dar apoio financeiro ao programa nuclear do Irã e é ilegal nos Estados Unidos fazer negócios com esse banco.
O Governo americano suspeita há muito tempo que a Fundação Alavi seria um braço do governo iraniano. Uma ação de 97 páginas detalha a participação nos negócios da Fundação por funcionários iranianos de alto nível, entre eles o Vice-primeiro-ministro e os embaixadores iranianos nas Nações Unidas. Do blog espanhol La Yijad en Eurabia texto e foto (em tradução livre do espanhol de minha autoria).
COMENTO:
É preciso ter muito cuidado com a visita do presidente do Irã ao Brasil.Acordos secretos muitas vezes são firmados nesses encontros.
O Brasil pode se tornar entreposto do terrorismo islâmico aumentando o afluxo de pessoas envolvidas em crimes, lavagens de dinheiro ......
Muitas vezes grupos terroristas são financiados por ligações com tráfico de drogas, armas e ONGs mascaradas como entidades de caridade.
Depois não poderemos reclamar.
Digamos não a visita do presidente do Irã ao Brasil.
JORNALISMO POLITICAMENTE INCORRETO
Domingo, Novembro 15, 2009
TERROR USA MESQUITAS E BANCO NOS EUA
Centro de Educação Islâmica nos EUA: fachada para o terrorismo
O Ministério Público americano apreendeu quatro mesquitas no país e um arranha céu na Quinta Avenida, em Nova York, de propriedade de uma organização muçulmana suspeita de ser controlada pelo governo do Irã.
No que pode acabar sendo uma das maiores apreensões de terroristas na história dos Estados Unidos, procuradores entraram com uma ação civil na Justiça Federal buscando a apreensão de mais de US$ 500 milhões em ativos da Fundação Alavi, sem fins lucrativos e uma suposta empresa de fachada.
Os ativos incluem contas bancárias; centros islâmicos na cidade de Nova York, Maryland, Califórnia e Houston; mais de 40 hectares em Virgínia; de uma torre de escritórios de 36 andares em Nova York.
A apreensão das propriedades seria um forte golpe para o Irã, país acusado pelos Estados Unidos de financiar o terrorismo e tentar desenvolver uma bomba atômica.
Uma chamada telefônica e e-mail enviado para a missão iraniana na ONU para solicitar suas observações não foram retornados imediatamente. Nem foi respondida uma ligação feita à Fundação Alavi.
É extremamente incomum para os funcionários de segurança americanos a “apreensão” de um templo de oração, ação que poderia ser questionada pelo direito à religião consagrado na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
A medida tomada pelas autoridades contra as mesquitas xiitas provavelmente aumentará a tensão das relações entre o governo e a comunidade muçulmana, cujos membros receiam represálias depois de um tiroteio ocorrido em Fort Hood na semana passada, que foi atribuído a um muçulmano americano.
As mesquitas e os arranha-céus permanecerão abertos enquanto prossegue o processo de apreensão judicial que poderá ser longo.
É incerto o que vai acontecer com essas propriedades caso o governo ganhe as ações. No entanto, o governo costuma vender os imóveis apreendidos através de confisco e, por vezes, os lucros são distribuídos às vítimas da criminalidade.
Os promotores disseram queFundação Alavi administrou o escritório de arranha-céus para o governo do Irã, e através de uma empresa de fachada chamada Assa Corp, canalizou ilegalmente milhões de dólares para o Banco Melli, que pertence à estatal iraniana.
O Banco Melli é acusado pelo Departamento do Tesouro americano de dar apoio financeiro ao programa nuclear do Irã e é ilegal nos Estados Unidos fazer negócios com esse banco.
O Governo americano suspeita há muito tempo que a Fundação Alavi seria um braço do governo iraniano. Uma ação de 97 páginas detalha a participação nos negócios da Fundação por funcionários iranianos de alto nível, entre eles o Vice-primeiro-ministro e os embaixadores iranianos nas Nações Unidas. Do blog espanhol La Yijad en Eurabia texto e foto (em tradução livre do espanhol de minha autoria).
COMENTO:
É preciso ter muito cuidado com a visita do presidente do Irã ao Brasil.Acordos secretos muitas vezes são firmados nesses encontros.
O Brasil pode se tornar entreposto do terrorismo islâmico aumentando o afluxo de pessoas envolvidas em crimes, lavagens de dinheiro ......
Muitas vezes grupos terroristas são financiados por ligações com tráfico de drogas, armas e ONGs mascaradas como entidades de caridade.
Depois não poderemos reclamar.
Digamos não a visita do presidente do Irã ao Brasil.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Lógica
Vejamos os fatos da semana:
1- A moça que foi agredida na Uniban é a culpada pois foi expulsa da faculdade
2-O militar muçulmano que matou mais de 30 pessoas numa base americana é a vítima uma vez que seria o resultado de um preconceito.
Sei lá, queria entender essa lógica!
1- A moça que foi agredida na Uniban é a culpada pois foi expulsa da faculdade
2-O militar muçulmano que matou mais de 30 pessoas numa base americana é a vítima uma vez que seria o resultado de um preconceito.
Sei lá, queria entender essa lógica!
domingo, 8 de novembro de 2009
Venezuela.
Eu heim?
País cheio de petróleo mas tendo que racionar energia e água?
Presidente ensinando a tomar banho?
Eu não quero esse tal de socialismo bolivariano para mim.
País cheio de petróleo mas tendo que racionar energia e água?
Presidente ensinando a tomar banho?
Eu não quero esse tal de socialismo bolivariano para mim.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Tudo igual na era Obama
O Sarney continua presidente do Senado.
O MST continua depredando fazendas produtivas.
Bombas continuam explodindo e matando civis indiscriminadamente no Iraque, Paquistão e Afeganistão.
Hezbollah e Hames continuam se armando.
O Sudão todo mundo esqueceu.
O Irã continua fazendo o Ocidente de bobo.
Eu pergunto:- O mundo está melhor e mais seguro na era Obama?
O MST continua depredando fazendas produtivas.
Bombas continuam explodindo e matando civis indiscriminadamente no Iraque, Paquistão e Afeganistão.
Hezbollah e Hames continuam se armando.
O Sudão todo mundo esqueceu.
O Irã continua fazendo o Ocidente de bobo.
Eu pergunto:- O mundo está melhor e mais seguro na era Obama?
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Brasil e corrupção.
A corrupção que ninguém vê
Escrito em 2 de novembro de 2009 – 14:29 -
A Revista Isto é em reportagem de capa revela a corrupção que ninguém vê. Conta que investigação da Controladoria Gerak da União mostra que 95% dos municipios brasileiros desviam recursos federais.Há casos que impressionam ,como o do prefeito que usou meio milhão de reais para pagar dívidas pessoais e da cidade que gastou 3,5 milhões de reais para comprar cinco toneladas de elástico. E o Presidente da Republica não quer que o Tribunal de Contas fiscalize.
COMENTO:
A corrupção é um dos maiores males do país.Ela encontra numa sociedade de baixo padrão moral e de um pífio sistema educacional portas abertas para se alastrar.
É necessário completa reformulação do sistema educacional com mudança completa da grade curricular e adição de valores morais desde o início.
É necessário expurgar as instituições de seus membros corruptos.O problema é quem vai fazer isso?As instituições andam tão infiltradas que certamente alguém moralizante vai contrariar enormes interesses e com certeza correrá risco de vida.
A situação é dramática.
Escrito em 2 de novembro de 2009 – 14:29 -
A Revista Isto é em reportagem de capa revela a corrupção que ninguém vê. Conta que investigação da Controladoria Gerak da União mostra que 95% dos municipios brasileiros desviam recursos federais.Há casos que impressionam ,como o do prefeito que usou meio milhão de reais para pagar dívidas pessoais e da cidade que gastou 3,5 milhões de reais para comprar cinco toneladas de elástico. E o Presidente da Republica não quer que o Tribunal de Contas fiscalize.
COMENTO:
A corrupção é um dos maiores males do país.Ela encontra numa sociedade de baixo padrão moral e de um pífio sistema educacional portas abertas para se alastrar.
É necessário completa reformulação do sistema educacional com mudança completa da grade curricular e adição de valores morais desde o início.
É necessário expurgar as instituições de seus membros corruptos.O problema é quem vai fazer isso?As instituições andam tão infiltradas que certamente alguém moralizante vai contrariar enormes interesses e com certeza correrá risco de vida.
A situação é dramática.
sábado, 31 de outubro de 2009
Valorização da morte.Até quando?
Retirado do blog Reaja Brasil
31.10.09
O assombroso silêncio mundial ante o horror!
Foram mais de 100 vítimas inocentes no Paquistão, outras 160 no Iraque e um silêncio ensurdecedor no resto do mundo
Todo atentado terrorista é hediondo, mas o que aconteceu na quarta-feira em Peshawar, no Paquistão, teve uma característica particularmente perversa. O carro-bomba, com motorista suicida, serpenteou pela área de um mercado ao ar livre bem na hora em que as mães pegam os filhos na escola e vão comprar comida para fazer o jantar. A explosão matou mais de 100 pessoas, na maioria mulheres e crianças. Com o mesmo método e a mesma filiação ideológica – o radicalismo islâmico, recrudescido diante da percepção de que os Estados Unidos vacilam –, outros dois carros lotados de explosivos provocaram carnificina no centro de Bagdá: mais de 160 pessoas estraçalhadas. Tão assombroso quanto as bombas foi o silêncio mundial ante o horror do massacre dos inocentes. Os jovens anarquistas de roupas moderninhas que fazem quebra-quebra a cada reunião do G-20 ou do FMI? Nada. As senhoras de cor-de-rosa que protestam contra todas as ações militares dos Estados Unidos? Caladíssimas. E os imãs, os chefes das mesquitas ou os fiéis comuns dos países muçulmanos, indignados com a matança de seus irmãos de fé? Nem pensar. Os motivos obedecem a razões deturpadas. Em relação ao Iraque, é porque as vítimas são xiitas, que ascenderam ao poder com a derrubada de Saddam Hussein, e qualquer manifestação de apoio a eles é vista como endosso à invasão americana. O mesmo raciocínio enviesado se aplica, em outras condições, ao Paquistão, onde talibãs e companhia barbarizam. O governo do Iraque pediu à ONU que abra um inquérito sobre os atentados. Será interessante ver como o pacifismo seletivo reage. Já apareceu o primeiro abaixo-assinado?
COMENTO:
Enquanto se valorizar a morte em detrimento da vida não teremos paz no mundo.É preciso cobrar dos muçulmanos moderados ações no sentido de condenar tais atos utilizando os próprios ensinamentos do alcorão.Ou não podem?Ou concordamcom tal prática?
E a ONU?E as ONGs? Porque não se manifestam?
Aguardo as respostas.Senão, eu mesmo vou responder e muita gente não vai gostar.
31.10.09
O assombroso silêncio mundial ante o horror!
Foram mais de 100 vítimas inocentes no Paquistão, outras 160 no Iraque e um silêncio ensurdecedor no resto do mundo
Todo atentado terrorista é hediondo, mas o que aconteceu na quarta-feira em Peshawar, no Paquistão, teve uma característica particularmente perversa. O carro-bomba, com motorista suicida, serpenteou pela área de um mercado ao ar livre bem na hora em que as mães pegam os filhos na escola e vão comprar comida para fazer o jantar. A explosão matou mais de 100 pessoas, na maioria mulheres e crianças. Com o mesmo método e a mesma filiação ideológica – o radicalismo islâmico, recrudescido diante da percepção de que os Estados Unidos vacilam –, outros dois carros lotados de explosivos provocaram carnificina no centro de Bagdá: mais de 160 pessoas estraçalhadas. Tão assombroso quanto as bombas foi o silêncio mundial ante o horror do massacre dos inocentes. Os jovens anarquistas de roupas moderninhas que fazem quebra-quebra a cada reunião do G-20 ou do FMI? Nada. As senhoras de cor-de-rosa que protestam contra todas as ações militares dos Estados Unidos? Caladíssimas. E os imãs, os chefes das mesquitas ou os fiéis comuns dos países muçulmanos, indignados com a matança de seus irmãos de fé? Nem pensar. Os motivos obedecem a razões deturpadas. Em relação ao Iraque, é porque as vítimas são xiitas, que ascenderam ao poder com a derrubada de Saddam Hussein, e qualquer manifestação de apoio a eles é vista como endosso à invasão americana. O mesmo raciocínio enviesado se aplica, em outras condições, ao Paquistão, onde talibãs e companhia barbarizam. O governo do Iraque pediu à ONU que abra um inquérito sobre os atentados. Será interessante ver como o pacifismo seletivo reage. Já apareceu o primeiro abaixo-assinado?
COMENTO:
Enquanto se valorizar a morte em detrimento da vida não teremos paz no mundo.É preciso cobrar dos muçulmanos moderados ações no sentido de condenar tais atos utilizando os próprios ensinamentos do alcorão.Ou não podem?Ou concordamcom tal prática?
E a ONU?E as ONGs? Porque não se manifestam?
Aguardo as respostas.Senão, eu mesmo vou responder e muita gente não vai gostar.
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