sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Estado e suas funções.

Retirado do site do Instituto Millenium
Artigos
12/02/2010
Homens providenciais versus instituições
Vítor Wilher
“A ânsia por homens providenciais e a frustração com a sua ausência levam a apenas uma conclusão: estamos desestruturados institucionalmente”. (M.H. Simonsen)

“Nosso Messias chegou!”, disse o aposentado em frente à televisão. Assistia a mais um discurso do presidente Lula, no qual o mesmo divagava sobre as realizações do seu governo. A propaganda oficial dá conta de que chegamos enfim ao paraíso do primeiro mundo. A exaltação é grande e Lula já fala em “eleição plebiscitária”: um confronto entre sua administração e a anterior. Mas, será caro leitor, que essa euforia é justificada?

O comentário do professor Mário Henrique Simonsen, que serve de epígrafe a este artigo, nunca foi tão atual. Depois de um longo jejum de “homens providenciais” na cadeira de presidente, parece que o Brasil encontrou alguém para o posto. O legítimo filho da terra, por assim dizer, não se abstém e rotula a si próprio como o homem que veio para mudar o país.

Não nos enganemos: a eleição deste ano não é outra coisa que o confronto entre dois mundos bastantes distintos. No mundo petista, o Estado deve ser grande, planejador, dotado de poder de intervenção sobre a atividade econômica. Já no mundo tucano, o Estado deve ser regulador, atuando pontualmente sobre as questões que a economia de mercado não consegue resolver.

A sociedade brasileira, historicamente, já decidiu em qual dos dois mundos quer habitar. O Brasil importou um Estado, não o construiu. Justamente por isso os indivíduos se acostumaram a reagir e não a pressionar por mudanças. Em lugares onde a sociedade criou o Estado, tal questão não existe: os cidadãos são seres ativos, que pressionam por melhores instituições. Querem receber serviços públicos descentes em troca do imposto que pagam. Isto porque, têm a exata noção de quanto custa manter uma estrutura estatal. Confrontam tal custo com os possíveis benefícios que determinado órgão pode vir a impactar. Se acreditam que os custos serão maiores do que os benefícios, os cidadãos desses países protestam.

Por aqui não. Talvez por isso circule pela internet uma piada sobre quão ricos nós somos: não nos preocupamos com os custos envolvidos nas escolhas de um determinado governo. Somos, por princípio, favoráveis a qualquer interferência do Estado na atividade econômica. Afinal, ele o Estado, quer apenas nos proteger da ganância dos empresários e dos estrangeiros. Doce ilusão, caro leitor. Com tal postura, estamos condenados a nunca sabermos exatamente para que serve o Estado.

O fato de termos tido dois governos na Nova República identificados com o mundo onde o Estado é regulador pode ser classificado como um ponto fora da curva. O eleitor médio acredita que o Estado (na figura do presidente da República) deve ser o responsável (para alguns, o único) pelo desenvolvimento econômico e social do país. O fato de o Estado anteceder à nação gera uma passividade sem tamanho em nossa sociedade. A iniciativa individual perde fôlego nesse contexto, o que gera uma falta de dinamismo impressionante em nossa economia.

E é justamente esse pensamento, que perdura no imaginário popular, o maior indicativo de que ainda estamos muito distantes de nos tornarmos um país desenvolvido. Isto porque, a necessidade, per se, de “vontade política” para mudar indica que a sociedade ainda não está pronta para mudar. A mudança de fora para dentro é frequentemente feita por ditaduras, por déspotas esclarecidos, por governos que não respeitam contratos. Quase nunca é feita sob o regime democrático.

Como diria Hayek, o estado de direito é aquele capaz de funcionar de modo eficaz sem a necessidade de “homens providenciais”. Os próprios indivíduos forçam uma mudança institucional, reduzindo custos de transação. É claro que um Estado forte é importante para que um país se torne desenvolvido. Nenhuma nação do mundo chegou a tal categoria com um Estado fraco. A questão, entretanto, é a confusão que se faz rotineiramente entre Estado forte e acúmulo de funções.

O acúmulo de muitas funções acaba, isso sim, enfraquecendo o Estado. Não é outra coisa que caracteriza a ineficiência da máquina patrocinada pelo governo petista. A existência, por exemplo, de um ministério para cuidar da pesca e aqüicultura pouca coisa influencia na melhoria desse setor. Assim como a criação de uma secretaria especial para o direito das mulheres pouco impacto tem na situação das mesmas.
O impacto que existe é na atividade econômica do país. O Estado, apesar de muitos acharem que sim, não foge à lei geral da escassez. Todo gasto corrente que o Estado faz reduz a capacidade da economia de produzir bens e serviços. Em outros termos, se o gasto público não for eficiente, o mesmo está diminuindo o bem-estar de toda a sociedade.

Nesse contexto, ao invés de termos uma infinidade de ministérios para cuidar de uma centena de funções é muito mais prático (e civilizado) termos instituições. Se, por exemplo, o BNDES cumprisse sua função social, não seria necessário termos um ministério da pesca e aqüicultura: o mesmo viabilizaria projetos nessa área. Se o Estado tivesse sido fiscalmente responsável nos últimos 110 anos de República, nossos juros básicos seriam menores e a relação crédito/PIB da economia seria muito maior.

Se, somado a um mercado de crédito evoluído, tivéssemos uma justiça que julgasse processos com rapidez, nosso ambiente de negócios seria muito melhor e teríamos muito mais emprego disponível. Mas, claro, isso não parece fazer parte de nosso pacto social. Nossa sociedade parece querer confiar em um déspota, em um Messias, ao invés de construir instituições que sirvam de base para nosso desenvolvimento.

Enquanto perdurar esta visão na sociedade brasileira dificilmente alcançaremos o status de país desenvolvido. Minhas esperanças, entretanto, estão todas depositadas na educação. Quando tivermos um sistema de educação básica pública de qualidade poderemos ter indivíduos mais avessos a idéia geral de que o Estado deve ser o agente provedor do bem-estar da sociedade. Com pessoas mais instruídas, teríamos uma maior pressão social por melhores instituições, o que viabilizaria o desenvolvimento econômico e social do país. Não é por outro motivo que considero a educação a maior de todas as instituições

COMENTO:
No final do artigo é mencionado a saída para o desenvolvimento:EDUCAÇÃO.Não existe outro caminho.

DEMOCRACIA:UM POUCO DE APRENDIZADO FAZ BEM.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
OPOSIÇÃO NECESSÁRIA
Maria Lucia Victor Barbosa
12/02/2010

Nos totalitarismos ou nas ditaduras, naturalmente oposições inexistem, pois são características dos regimes democráticos. Segundo C. J. Friedrich e Z. Brzezinski (Totalitarian Dictatorship and Autocracy) o totalitarismo pode ser definido por seis critérios: “ideologia imposta, partido único, terror exercido por política secreta, monopólio das comunicações, monopólio das armas, centralização da economia”. O totalitarismo se encarrega totalmente do indivíduo e abole as fronteiras entre o político e o social.
Ditadura é considerada geralmente como sinônimo de totalitarismo, pois significa o poder absoluto de um homem ou de um grupo que concentra em si todos os poderes. Entretanto, em que pese a semelhança entre os dois sistemas, ditaduras têm caráter mais político, permitindo um determinado grau de liberdade social, como a religiosa, a artística, etc., desde que essa liberdade não afronte o poder do ditador. Para explicar melhor, Hitler reinava sobre toda a sociedade, Getúlio Vargas sobre o Estado.
A tentação totalitária ou ditatorial sempre existe no exercício da autoridade e isso aparece na análise clássica dos autores liberais como Locke e Montesquieu, sendo que este escreveu no O Espírito das Leis: “Qualquer homem que dispõe de poder é levado a abusar desse poder; irá até onde encontrar limites”.
Justamente nos regimes democráticos é que se encontram esses limites, na medida em que a democracia pressupõe, além da igualdade de oportunidades, a rotatividade de poder através de eleições livres; o multipartidarismo; as liberdades políticas e sociais; a oposição dos grupos de interesse e de pressão; a oposição partidária ao governo que pode compor-se de coalizões; o componente normativo que chamamos de Constituição, lembrando que só através das leis é possível coibir excessos dos governantes e dos cidadãos.
Hoje vemos curiosos sistemas que simulam democracias pelo fato de neles haver eleições. É o caso da Venezuela, onde uma constituição feita por Hugo Chávez à sua imagem e semelhança o torna ditador de fato, apesar de ter sido eleito. Chávez pode-se dizer, instalou no seu país uma democradura.
Quanto a Mahmoud Amadinejad, tornou-se presidente do Irã através de eleições fraudadas e preside uma teocradura, na qual opositores são presos, torturados e mortos. Este perigoso déspota tem contra si quase o mundo inteiro, menos alguns países, entre eles o Brasil que dá todo apoio ao plano do persa de obter a bomba atômica. Só falta Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim dizerem que Ahmadinejad almeja destruir o planeta com fins pacíficos. De todo modo, regimes antidemocráticos acabam acumulando erros e falhas de gestão por não aceitarem ser esclarecidos pela crítica livre e criativa.
No Brasil se pode notar uma nítida tendência ditatorial ou autoritária do governo, bem expressa recentemente no Programa de Direitos Humanos elaborado por ministros de Lula da Silva, e que foi transformada em decreto devidamente assinado pelo presidente. Entre outras coisas, esse esboço de Constituição de Dilma Rousseff, a candidata do Lula da Silva, atenta contra a liberdade de expressão e a propriedade privada.
A tendência ditatorial do governo petista vai se estendendo com facilidade sem oposições partidárias e institucionais. O mínimo esboço de oposição, como foi o caso do artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, publicado no O Estado de São Paulo (07/02/2010) causou comoção nas hostes do PT. No entanto, diferente dos petistas, FHC critica com luvas de pelica, punhos de renda e maneiras diplomáticas, que diferem dos palavrões e ataques virulentos desferidos por Lula da Silva e seus companheiros. O PT sabe fazer oposição stalinista, rancorosa, violenta e não admite ser contestado, enquanto os tucanos, mornos, apáticos, condescendentes foram apoio muito mais fiel a Lula da Silva do que o de seus próprios correligionários.
Entretanto, as estatísticas do IBGE já demonstram que a melhora dos índices sociais e econômicos brasileiros é fruto de um processo de anos, iniciado ainda no governo Itamar Franco com o advento do equilíbrio fiscal e inflacionário. Tudo mudou depois dos ajustes do Plano Real. Quanto ao esboço do Programa “Bolsa Família” deu-se em Campinas em gestão do PSDB e seu desenvolvimento foi capitaneado, tempos depois, pela primeira dama Ruth Cardoso. O PT se apropriou dessa bandeira, inflando de forma brutal o “Bolsa Família”. O mesmo aconteceu em relação ao “Orçamento Participativo”, iniciado em Belo Horizonte pelo governo Pimenta da Veiga, na década de 80, o qual o PT também apresenta como realização sua. Fizeram o mesmo com o equilíbrio fiscal e com o controle monetário, chegando a cooptar o deputado do PSDB, Henrique Meirelles, que figura como o maior sustentáculo da política do governo Lula da Silva, no Banco Central.
Entretanto, durante todo o governo de FHC o PT foi oposição implacável contra todas as políticas que depois imitou e chamou de herança maldita. Mas o PSDB calado e tímido sustentou Lula da Silva não deixando que sofresse o impeachment quando do escândalo do “mensalão”. Tucanos, com honrosas exceções, foram omissos como oposição. E não contamos com nenhuma liderança, nenhum partido, nenhuma instituição, nenhum dos Poderes para se opor às deturpações, à corrupção, ao culto da personalidade de caráter autoritário do governo Lula da Silva. Estamos necessitando urgentemente de oposição, sem ela periga nossa frágil democracia.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br
www.maluvibar.blogspot.com

Preocupação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Lula teme que prisão de Arruda e provável intervenção no governo do Detrito Federal atrapalhem seu governo
Edição do Alerta Total - www.alertatotal.net
Leia também o Fique Alerta – www.fiquealerta.net (atualizado nesta sexta)

Por Jorge Serrão

Pouco importa se o motivo parece “justo e perfeito”, mas a inédita prisão preventiva do governador José Roberto Arruda, um grande amigo pessoal do chefão Lula da Silva, confirmou que o Brasil vive um “período de exceção”. Lula não ficou preocupado apenas porque um tsunami atingiu o mar de lama do Detrito Federal. Ele sabe que a ação contra Arruda, “vinda de fora”, pretende atingi-lo indiretamente, no curto prazo. Além disso, o risco de intervenção no desgoverno do DF afeta Lula – que também fica impedido de governar normalmente enquanto durar a excepcionalidade.

O espanto de Lula foi porque toda a operação, na Procuradoria Geral da República e no Superior Tribunal de Justiça aconteceu fora do controle da sua máquina nazipetralha – que agora corre o risco também ser vítima de “surpresa” semelhante. No suposto regime democrático pós-Constituição de 1988, foi a primeira vez que um governador é afastado e preso no exercício do mandato. Lula já tem medo que a “moda pegue”. E se pegar pode sobrar para ele e seus aliados mais chegados.

Eis o motivo pela qual Lula avaliou que a prisão do governador não será boa para o País nem para a política brasileira. Ontem, assim que soube da ordem do STJ para prender Arruda – que acabou se apresentando espontaneamente à Polícia Federal -, Lula recomendou todo cuidado para não expor seu amigo. A ordem expressa foi dada ao novo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e ao diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa.

Agora, o temor maior e imediato de Lula é com a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal permitir a intervenção no governo do DF. Considerado fora do controle do governo Lula, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi ao Supremo Tribunal Federal pedindo a decretação de intervenção federal no governo Arruda. O pedido só deve ser julgado no plenário do STF depois do carnaval. Se for aprovado, o STF requisitará a Lula para indicar um interventor para o Distrito Federal.

Arruda passou a noite na cadeia. A defesa dele protocolou ontem no Supremo Tribunal Federal um pedido de habeas corpus que será apreciado hoje pelo ministro Marco Aurélio de Mello. Os advogados de Arruda reclamam que o governador está sendo submetido a um "constrangimento ilegal" porque a decisão do Superior Tribunal de Justiça de mandar prendê-lo foi "açodada" e baseada "em uma investigação inconclusa". Envolvido no escândalo de um suposto esquema de pagamentos de propinas a políticos, Arruda foi preso sob acusação de tentar subornar uma testemunha do escândalo do “Mensalão do DEM”.

COMENTO:
Lula tem razão de estar preocupado.Se a moda pegar muitos políticos irão para a cadeia.
Na verdade a maior preocupação do Presidente deveria ser com a impunidade, um dos principais fatores de nossa pobreza moral e ética.
Em relação a prisão própriamente dita,nada mais correto:LUGAR DE LADRÕES É NA CADEIA.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A verdade

Retirado do blog Diplomatizzando

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
1328) Um general que vai provavelmente vestir o pijama...

...não sem antes falar as suas verdades:

A COMISSÃO DA "VERDADE?"?
General-de-Exército Maynard Marques de Santa Rosa
Chefe do Departamento-Geral do Pessoal
26 de janeiro de 2010

A verdade é o apanágio do pensamento, o ideal da filosofia, a base fundamental da ciência. Absoluta, transcende opiniões e consensos, e não admite incertezas.
A busca do conhecimento verdadeiro é o objetivo do método científico. No memorável "Discurso sobre o Método", René Descartes, pai do racionalismo francês, alertou sobre as ameaças à isenção dos julgamentos, ao afirmar que "a precipitação e a prevenção são os maiores inimigos da verdade".
A opinião ideológica é antes de tudo dogmática, por vício de origem. Por isso, as mentes ideológicas tendem naturalmente ao fanatismo. Estudando o assunto, o filósofo Friedrich Nietszche concluiu que "as opiniões são mais perigosas para a verdade do que as mentiras".
Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa.
A História da inquisição espanhola espelha o perigo do poder concedido a fanáticos. Quando os sicários de Tomás de Torquemada viram-se livres para investigar a vida alheia, a sanha persecutória conseguiu flagelar trinta mil vítimas por ano no reino da Espanha.
A "Comissão da Verdade" de que trata o Decreto de 13 de janeiro de 2010, certamente, será composta dos mesmos fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos, como meio de combate ao regime, para alcançar o poder.
Infensa à isenção necessária ao trato de assunto tão sensível, será uma fonte de desarmonia a revolver e ativar a cinza das paixões que a lei da anistia sepultou.
Portanto, essa excêntrica comissão, incapaz por origem de encontrar a verdade, será, no máximo, uma "Comissão da Calúnia".

COMENTO:
Só posso dizer uma coisa:A verdade dói né!

VERGONHA

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Gripe suína - H1N1 - a dúvida continua...
Artigo no Fique Alerta – www.fiquealerta.net

Por Célio Pezza

Em Julho de 2009 fizemos uma crônica sobre a famigerada crise de gripe suína, denominada Influenza A (H1N1), colocando em dúvidas se era uma pandemia real ou não. Na época comentamos alguns fatos interessantes a respeito de quem estava por trás dos grandes laboratórios farmacêuticos e de seus ganhos astronômicos com a venda de vacinas por eles fabricadas. Para rever o artigo completo, ver blog.cpezza.com.

Na época, eu disse que o tempo nos daria as respostas e agora, decorridos alguns meses, temos algumas notícias interessantes para continuar este assunto. Vejamos:

Segundo dados oficiais da OMS (Organização Mundial da Saúde), a gripe comum mata só nos EUA entre 30-40 mil pessoas por ano. Já a gripe suína matou no mundo todo desde Março de 2009 até Janeiro de 2010, perto de 14.800 pessoas.

O médico alemão Wolfgand Wodarg, presidente do Conselho Europeu de Saúde foi contundente e disse, em Janeiro de 2010, que a “falsa pandemia decretada pela OMS foi um dos maiores escândalos da medicina do século” e sugeriu que os “grandes laboratórios forçaram a decisão da OMS”. Continua suas acusações dizendo que “um grupo de pessoas ligadas à OMS está ligado intimamente com a indústria farmacêutica” e recebem alguns milhões de dólares desta indústria. Finaliza solicitando uma rigorosa apuração da influência da indústria farmacêutica nas decisões da OMS.

Também o epidemiologista inglês Tom Jefferson, que trabalha na Fundação Cochrane, um grupo de cientistas dedicados a saúde pública afirmou que não havia razões para a OMS decretar uma pandemia e que havia uma indústria à espera dela.

A OMS saiu a campo logo em seguida afirmando que é “essencial uma cooperação do setor privado de vários setores para manter os avanços das melhorias na saúde pública de hoje e do futuro” (leia-se receber fundos das indústrias farmacêuticas) e que suas decisões seguem rigorosos padrões técnicos. Bem, essa briga ainda vai render alguns capítulos, mas vamos continuar com mais alguns fatos:

A França informou neste início de 2010 que quer cancelar o fornecimento de 50 milhões de doses de vacinas, dos 90 milhões que tinha encomendado, pois menos de 10% da população está disposta a ser vacinada mesmo depois da milionária campanha francesa a favor da vacinação. Isto cria um enorme estoque de vacinas que será perdido após a data de sua validade e um tremendo prejuízo para os cofres públicos franceses.

Na Suíça, a situação é curiosa, pois 85% da população se recusa a ser vacinada e o próprio governo colocou algumas restrições à vacinação de mulheres grávidas, após a morte de duas mulheres causadas pela vacina. O fato é que o governo suíço procura compradores para as vacinas que já foram pagas e que fatalmente irão estragar por falta de uso.

Alemanha também tem um corte de 50% nas vacinas adquiridas e culpa a OMS pela precipitação em classificar a gripe como pandemia. O mesmo está acontecendo na Holanda, Espanha e outros países da Europa.

O fato é que diversos países compraram muitas vacinas e agora querem cancelar o que não foi recebido e achar uma saída para o que já foi pago e está estocado sem previsão de uso, pois a população não quer ser vacinada.

Revendo algumas cifras da própria OMS, ONU e UNICEF, morrem por ano em todo o mundo perto de 60 milhões de pessoas (pouco menos de 1% da população mundial); deste total, temos aproximadamente 7,5 milhões de doenças cardíacas, 6,0 milhões de derrames, 2,0 milhões de AIDS, 1,7 milhões por tuberculose e perto de 500 mil por problemas ligados a gripe comum e suas complicações e assim por diante.

Um dado da ONU diz que temos aproximadamente 9,0 milhões de pessoas que morrem de fome ou de doenças derivadas da fome por ano no mundo. Deste total, 75% são crianças com idade abaixo de 5 anos. Isto significa que morrem 6,7 milhões de crianças por “falta de comida” por ano no mundo, aproximadamente 18.000 por dia ou 5 a cada segundo!

Se classificarmos a FOME como uma doença, com certeza será uma pandemia, porém com uma grande diferença: ela é combatida facilmente e pode ser eliminada do mundo civilizado simplesmente com um pouco de comida. Entramos em 2010 com esta vergonha cósmica a manchar nosso planeta. Imaginem se alguém comentasse com vocês que existe um mundo onde deixam morrer de fome cinco de suas crianças por segundo e, o pior é que sabem disto e que existem até relatórios oficiais sobre esta situação. O que você iria dizer deste local? Com certeza teria vergonha de dizer: é verdade! Eu moro lá!

Célio Pezza é escritor, autor dos livros: A nova Terra, o Conselho dos Doze, As Sete Portas, Ariane e A Palavra Perdida.

COMENTO:
Não esqueçam também o esquema de corrupção na ONU com um país europeu e o Iraque no programa de troca de petróleo por alimentos.Envolvia até o filho do secretário geral da ONU.Tal fato caiu no esquecimento.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Conversa com Irã.

O Irã determina produção de urânio enriquecido a 20%

AE-AP - Agencia Estado

TEERÃ - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, determinou à agência nuclear do país que eleve a 20% o grau de enriquecimento do urânio iraniano.

A orientação, transmitida neste domingo pela TV estatal iraniana, veio em meio a discussões entre Teerã e o Ocidente sobre uma proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) pela qual o Irã exportaria urânio para enriquecimento em outros países.

Durante reunião com autoridades iranianas, Ahmadinejad dirigiu-se ao chefe do programa nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, e ordenou que o país comece a enriquecer urânio a um nível mais alto. "Salehi, comece a produção (de urânio enriquecido) a 20%", disse o presidente. Ahmadinejad não estabeleceu uma data para o início da produção.

Na semana passada, Ahmadinejad havia dito que estaria disposto a aceitar o plano de exportar urânio para enriquecimento no exterior. O comentário de hoje, no entanto, deve aumentar o ceticismo internacional quanto às intenções do Irã em relação ao urânio enriquecido.

A comunidade internacional teme que o urânio venha a ser utilizado pelo Irã para a produção de armas nucleares. Teerã, no entanto, afirma que seu programa tem fins pacíficos.

Atualmente, o Irã usa centrífugas para enriquecer urânio a até 4,5% para uso em sua primeira usina nuclear, que está sendo construída com auxílio da Rússia e que deverá iniciar operações ainda este ano. As informações são da Associated Press.

COMENTO:
Gostaria de saber como andam as conversações entre Obama e o Governo do Irã?
Enquanto isso...................o tempo não para.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Gramscismo: Como é atual.

Gramscismo


Antonio Gramsci: novas táticas adicionadas aos velhos métodos comunistas de tomada do poder.

28/04 - O socialismo proposto por Gramsci não passa pelos proletários e camponeses, e sim pela cultura e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação, buscando, através de métodos persuasivos, mudar a mentalidade vigente em uma sociedade.


O pensamento de Gramsci
por Carlos I.S. Azambuja em 28 de abril de 2005

© 2005 MidiaSemMascara.org
O italiano Antonio Gramsci, um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, foi o primeiro teórico marxista a compreender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos. Nesse sentido, ofereceu um novo “Que Fazer” ao Ocidente desenvolvido. Aquilo que ele chamou de “sociedade civil” – rede de instituições educativas, religiosas e culturais que disseminam modos de pensar – era, na Rússia, incapaz de fornecer uma doutrinação moral e intelectual de caráter unitário, uma vez que o Estado czarista fundamentava-se na ignorância, na apatia e na repressão, e não no consentimento voluntário dos súditos. Na ausência de uma articulação complexa da “sociedade civil” em condições de absorver a insatisfação, a única defesa da velha ordem era constituída pelo aparelho do Estado, que Gramsci denomina de “sociedade política”. O conjunto difuso da “sociedade civil”, que propaga a ideologia da classe dominante, não existia na Rússia.

Segundo Gramsci, o objetivo da batalha pela mudança é conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social e sindicatos), uma vez que os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis.

Dessa forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica.

Segundo a linguagem colorida de Gramsci, o proletariado precisa transformar-se em força cultural e política dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o Partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário.

Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “sociedade civil” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “revolução do espírito”, toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.

Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano das idéias religiosas, filosóficas, científicas, artísticas, etc. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletários de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mao-Tsetung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação social, buscando, através de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudar a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores ateus e materialistas.

O comunismo de Gramsci é a “versão ocidental” do comunismo, e ao proclamar o diálogo e aceitar o debate, próprios dos sistemas verdadeiramente democráticos, trabalha sobre todas as formas de expressão cultural, atuando sob a cobertura do pluralismo, com a contribuição de todos aqueles que por compartilhar a ideologia marxista, por snobismo, por conveniência ou por negligência, se somam voluntária ou involuntariamente a essa nova expressão do “frentismo”, chamando “fascistas” ou “retrógados” aqueles que se opõem a essa forma de pensar e atuar.

Nessa confusão de idéias, chega-se a substituir a contradição hegeliana de “burguês – proletário” (tese e antítese) pela de “fascista – anti-fascista”. O inimigo não é patrão e sim o fascista. Assim surge o mito do fascismo, que nada tem a ver com o fascismo histórico, sem dúvida questionável.

Quem quer que defenda os valores tradicionais da cultural ocidental é tachado de “fascista” e considerado genericamente como “um mal”. O grande erro dos comunistas, segundo Gramsci, foi o de crer que o Estado se reduz a um simples aparato político. Na verdade, o Estado atua não apenas com a ajuda do seu aparato político, como também por meio de uma ideologia que descansa em valores admitidos que a maioria dos membros da sociedade têm como supostos. A referida ideologia engloba a cultura, as idéias, as tradições e até o sentido comum. Em todos esses campos atua um poder no qual também se apóia o Estado: o poder cultural.

A necessidade de uma reforma intelectual e moral para lograr uma mudança de mentalidade nas sociedades ocidentais que foram constituídas por convicções, critérios, normas, crenças, pautas, segundo a concepção cristã da vida, é de suma importância para o triunfo da revolução mundial.

Porém, nesse propósito de formação de uma nova consciência proletária, o gramscismo encontra um obstáculo: a religião. De acordo com os estudos de Gramsci, a Igreja Católica, encarada como inimiga irreconciliável do comunismo, utiliza elementos fundamentais e comuns na sociedade, chegando a toda população, tanto urbana como rural. O catolicismo, segundo Gramsci, é uma doutrina geral simplificada a fim de ser entendida por todos. Analisando esse fato, Gramsci chegou à conclusão que uma das chaves da sobrevivência do catolicismo ao longo dos séculos foi o fato de que em seu seio conviveram harmonicamente humildes e elites, sentenciando que “a Igreja romana sempre foi a mais tenaz em impedir que oficialmente se formem duas religiões: a dos intelectuais e a das almas simples”.

Concluiu que é a Igreja Católica que inspira a formação desse sentido comum cristão e, por conseguinte, era preciso erradicá-lo mediante uma ação não violenta já que essa via seria repelida pelas sociedades ocidentais, onde influi e gravita o consenso e a vontade das maiorias. Gramsci afirmou que “os elementos principais do sentido comum são ministrados pelas religiões e, por isso, a relação entre o sentido comum e a religião é muito mais íntima do que a relação entre o sentido comum e os sistemas filosóficos dos intelectuais”. “Então - prossegue Gramsci – todo o movimento cultural que tenda a substituir o sentido comum e as velhas concepções do mundo deve repetir incansavelmente os próprios argumentos, variando suas ‘formas’”.

Dessa forma, as novas concepções se difundem utilizando sofismas, dando novas interpretações a fatos históricos e chegando a parafrasear o Evangelho em alguns casos, mostrando distintos “ensinamentos” de determinadas passagens bíblicas, tal como a expulsão dos mercadores do Templo de Deus, utilizando-os como argumentos para justificar a violência e fortalecer a imagem do “Cristo guerrilheiro”, criada pelos “cristãos revolucionários”.

Essas concepções, porém, não deverão ser apresentadas em formas puras, uma vez que o povo não as aceita na medida que provoquem uma mudança traumática. Para isso, devem ser apresentadas como combinações, explorando “a crise intelectual e a perda da fé na concepção que se deseja mudar”.

Por isso, diz Gramsci, não se deve enfrentar frontalmente a Igreja Católica, e sim criar os enfrentamentos em seu seio. Enfrentamentos que não sejam apresentados como provocados por causas exógenas e sim endógenas.

Acrescente-se que o marxismo de Gramsci se apresenta como uma interpretação “filosófica” distinta do marxismo conhecido. Não há filosofia e práxis; existe uma igualdade entre pensamento e ação ao ponto em que tudo é considerado ação. Em conseqüência, a “filosofia da práxis” deve ser elaborada partindo de uma equivalência entre filosofia e política, e deverá ser construída como ciência da história, posto que filosofia e história são indissociáveis. Diz Gramsci que “a filosofia da práxis supera as precedentes, por isso é original, especialmente porque abre uma via completamente nova, ou seja, renova totalmente o modo de conceber a filosofia mesma”.

Quanto ao papel dos intelectuais, ele deixa claro que a tarefa de agente da mudança na nova concepção de mundo não pode ser desenvolvida pelos intelectuais burgueses, considerados “o elo mais débil do bloco burguês”. Devem surgir “novos” intelectuais da massa do povo. Dessa forma, a tarefa a ser desenvolvida por essa “nova” elite será a de formar uma vontade coletiva e lograr a reforma moral e intelectual, agregando que uma reforma cultural que eleve os extratos submersos da sociedade não pode ocorrer sem uma prévia reforma econômica e uma mudança na sua posição social. Por isso, afirmou que “uma reforma intelectual e moral tem que ser vinculada forçosamente a um programa de reforma econômica”

COMENTO:
Estudem, reflitam e tirem suas conclusões.Será que aí está a origem do políticamente correto?
Será que a mídia já dominada por essa ideologia não está levando os leitores a terem uma visão distorcida do fatos?
E o que acontece nos meios academicos?Não estão impregados e proporcionando uma lavagem cerebral?
E os que a mídia nos indica como intelectuais?Serão mesmo?