artigo Retirado do blog do Noblat.
Atração fatal
A indignação que atos de repressão, cerceamento de liberdades, prisões arbitrárias e assassinatos por discordância a regimes autoritários provoca à maioria dos mortais parece pouco incomodar o governo do presidente Lula.
O vexame de Cuba nesta semana foi só mais um exemplo.
A postura de Lula, impassível e mudo, submisso aos absurdos de Raúl Castro quando este acusava os Estados Unidos pela morte de Orlando Zapata Tamayo – mais uma entre as centenas de vítimas do regime cubano -, e as declarações levianas do assessor para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia – “Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro” – traduzem tudo.
É o retrato do desatino da partidarização da política externa do Brasil, para arrepio de José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, formulador e patrono da até então tão consistente e respeitada diplomacia brasileira.
Antes de deixar a ilha, Lula até tentou dourar a pílula. Correu longe dos jornalistas de sua pátria e escolheu uma agência internacional de notícias (France Press) para lamentar a morte de Tamayo “por greve de fome”.
E tergiversou quanto à responsabilidade do regime cubano, limitando-se a declarar que é um defensor dos direitos humanos.
Mas qual o quê.
O Itamaraty de Lula parece ter uma opção preferencial por todo o tipo de ditaduras.
Defende como democráticos regimes travestidos como a Venezuela, que prende e arrebenta, fecha emissoras de rádio e TV, expatria e mantém na cadeia, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo menos 40 presos políticos.
Simplesmente porque ousaram criticar o governo “revolucionário” de Hugo Chávez.
Namora e afaga Irã, Sri Lanka, Coréia do Norte, Mianmar (ex-Birmânia) - um regime militar que se arrasta há 20 anos, condenado pela ONU por manter mais de dois mil presos de etnias minoritárias. A junta militar de Mianmar promete eleições para este ano e acena com a abertura de suas prisões.
Mas até agora pouco fez. Tem libertado presos a conta-gotas, não marcou data para o pleito e criou regras que impedem a participação ampla nas eleições.
Ainda assim, Lula já aprovou e vai instalar lá uma embaixada brasileira, o que também deve acontecer na Coréia do Norte.
Mesmo com todas as provas de fraudes nas eleições do Irã, apressou-se em legitimar o governo de Mahmoud Ahmadinejad, recebido em solo brasileiro como chefe de Estado e, portanto, merecedor de visita de retribuição.
“Gesto de confiança” que, inexplicavelmente, não se tem com Honduras. O novo presidente hondurenho, Porfírio Lobo, eleito por sufrágio universal, só não foi reconhecido pelo eixo “bolivariano” liderado por Chávez (Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba), pelo México e pelo Brasil.
Neste caso, talvez o Governo Lula só esteja dando tempo ao tempo para apagar a vergonha de ter sido constrangido por Chávez, permitindo que a embaixada brasileira de Tegucigalpa virasse residência e comitê político de resistência para Manoel Zelaya.
A boa vontade com regimes execráveis ultrapassa todos os limites, até o de se eximir sobre a condenação do sanguinário Sudão na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Uma omissão que corrobora com o genocídio de mais de 300 mil pessoas.
Pior ainda são os argumentos para justificar o injustificável. Com destreza impressionante, o governo Lula maltrata a inteligência dos brasileiros e tenta sempre inverter a lógica em seu favor.
Assim como transformou corrupção – caixa 2 de campanha, aliciamento e compra de votos - em prática cotidiana, com um simples “todo mundo faz”, não vê problema algum na violação de direitos humanos, já que isso acontece “no mundo inteiro”.
Diante desse cenário, o patético espetáculo de tietagem explícita, em que o presidente e seu ministro de Comunicação Franklin Martins se comportam como ginasianos nas fotografias ao lado do ditador Fidel, é só mais um episódio da atração fatal que o governo Lula tem por regimes que prendem e matam gente que deles discorda.
Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Contradições da política externa em um país contraditório.
Início Textos de terceiros 28/07 - Paradoxos da política externa
28/07 - Paradoxos da política externa
Por Ruy Fabiano - Jornal da Comunidade- Brasília
Há contradições que não resistem a uma rápida exposição dos fatos. Falam por si. É o caso do tema direitos humanos no âmbito do governo brasileiro – e da política externa de um modo geral.
O Programa Nacional de Direitos Humanos propõe reabrir a Lei de Anistia para punir os que torturaram presos políticos ao tempo da ditadura militar, há 40 anos.
Mas o mesmo governo que o redigiu faz vista grossa à ditadura cubana, que acaba de enterrar mais um preso político e possui outros 200 sob a rubrica de crimes de opinião.
Só o fato de Cuba figurar como único país das Américas a possuir gente presa por delitos de opinião já imporia algum tipo de restrição, sobretudo diante do rigor com que o Itamaraty tratou Honduras, em face da deposição constitucional de seu presidente.
Com Cuba, porém, o critério é mais elástico. O Brasil empenhou-se em recolocá-la na OEA, não obstante a cláusula democrática que a mantivera afastada por mais de quatro décadas.
Texto completo
Os presos políticos de Cuba não pegaram em armas. Apenas divergiram ou tentaram fugir para Miami. Cumprem, por isso, penas de décadas. Lula esteve em Havana no dia mesmo em que o operário Orlando Zapata Tamayo, condenado em 2003, a 25 anos e seis meses de prisão, morria, após greve de fome de 85 dias.
Não lhe ocorreu perguntar por que se submetera a tal suplício. Apenas condenou-o por “se deixar morrer”. Não deveria ter feito a greve. No entanto, Zapata a fizera para denunciar maus tratos a si e a seus companheiros de cadeia. Sua mulher afirma que foi torturado.
Grupos de anistia e direitos humanos informam que o governo não tomou a tempo providências médicas para evitar sua morte. Quando foi levado ao hospital, já era um paciente terminal.
Aqui, o governo indeniza os que foram molestados pela ditadura militar, incluindo entre os beneficiários gente que não sofreu nenhum dano físico, casos do escritor Carlos Heitor Cony e dos cartunistas Ziraldo e Jaguar, entre muitos outros, que recebem pensões vitalícias bem superiores ao teto da Previdência Social.
A ditadura militar aprisionou, ao longo de duas décadas, duas mil pessoas. Mais de 13 mil já foram indenizadas. E há outro tanto na fila. Muito justo que se indenizem as famílias de quem sofreu violências físicas ou foi assassinado depois de detido, embora o benefício até aqui se restrinja a ex-militantes de esquerda, quando se sabe que os “crimes de guerra” de então não se restringiram a eles.
Mas é flagrantemente paradoxal que quem diz se preocupar com direitos humanos, ao ponto de indenizar os que não tiveram os seus respeitados, encare com indiferença a violação em Cuba.
A contradição, porém, não se restringe a Cuba. A política externa brasileira está cheia delas. Exemplos? O Brasil condenou a Colômbia por ceder bases para os Estados Unidos. Mas nada disse da Venezuela, que ofereceu as suas à Rússia e ao Irã.
Condenou Honduras, sem ler sua Constituição, mas ignorou os protestos mundiais de fraude nas eleições iranianas e o tratamento truculento dispensado pela ditadura islâmica de Mahmoud Ahmadinejad, que trata a oposição a ponta de baioneta.
Sem falar nos louvores de Lula à “democracia” venezuelana de Hugo Chavez, que fecha jornais e canais de televisão; na indiferença às ações criminosas das Farcs, que trafica drogas e seqüestra inocentes; e no apoio sistemático, na ONU, a ditaduras sanguinárias africanas, como a do Sudão, de Omar Hassan al-Bashir, e da Líbia, de Muanmar Khadafi, que mataram alguns milhões.
A isso, o Itamaraty chama de “protagonismo externo” do Brasil. O nome mais adequado talvez seja outro. O leitor escolhe
COMENTO:
O Brasil é um país de contradições beirando a esquizofrenia com duplas menssagens.
Ao mesmo tempo que votou em Janio Quadros para presidente votou em João Goulart para vice em uma época que um voto era desvinculado do outro.
O vice de Fernando Collor foi Itamar Franco com visões diametralmente opostas.
O brasileiro pleiteia o cumprimentos das leis mas apenas para os outros.São várias as pesquisas que demonstram esse pensamento.
Enfim poderíamos citar várias características contraditórias do país mas uma coisa é importante.Se quisermos avançar no sentido da moralidade, ética e desenvolvimento é preciso resolver essa questão.
O problema é como resolve-la?
28/07 - Paradoxos da política externa
Por Ruy Fabiano - Jornal da Comunidade- Brasília
Há contradições que não resistem a uma rápida exposição dos fatos. Falam por si. É o caso do tema direitos humanos no âmbito do governo brasileiro – e da política externa de um modo geral.
O Programa Nacional de Direitos Humanos propõe reabrir a Lei de Anistia para punir os que torturaram presos políticos ao tempo da ditadura militar, há 40 anos.
Mas o mesmo governo que o redigiu faz vista grossa à ditadura cubana, que acaba de enterrar mais um preso político e possui outros 200 sob a rubrica de crimes de opinião.
Só o fato de Cuba figurar como único país das Américas a possuir gente presa por delitos de opinião já imporia algum tipo de restrição, sobretudo diante do rigor com que o Itamaraty tratou Honduras, em face da deposição constitucional de seu presidente.
Com Cuba, porém, o critério é mais elástico. O Brasil empenhou-se em recolocá-la na OEA, não obstante a cláusula democrática que a mantivera afastada por mais de quatro décadas.
Texto completo
Os presos políticos de Cuba não pegaram em armas. Apenas divergiram ou tentaram fugir para Miami. Cumprem, por isso, penas de décadas. Lula esteve em Havana no dia mesmo em que o operário Orlando Zapata Tamayo, condenado em 2003, a 25 anos e seis meses de prisão, morria, após greve de fome de 85 dias.
Não lhe ocorreu perguntar por que se submetera a tal suplício. Apenas condenou-o por “se deixar morrer”. Não deveria ter feito a greve. No entanto, Zapata a fizera para denunciar maus tratos a si e a seus companheiros de cadeia. Sua mulher afirma que foi torturado.
Grupos de anistia e direitos humanos informam que o governo não tomou a tempo providências médicas para evitar sua morte. Quando foi levado ao hospital, já era um paciente terminal.
Aqui, o governo indeniza os que foram molestados pela ditadura militar, incluindo entre os beneficiários gente que não sofreu nenhum dano físico, casos do escritor Carlos Heitor Cony e dos cartunistas Ziraldo e Jaguar, entre muitos outros, que recebem pensões vitalícias bem superiores ao teto da Previdência Social.
A ditadura militar aprisionou, ao longo de duas décadas, duas mil pessoas. Mais de 13 mil já foram indenizadas. E há outro tanto na fila. Muito justo que se indenizem as famílias de quem sofreu violências físicas ou foi assassinado depois de detido, embora o benefício até aqui se restrinja a ex-militantes de esquerda, quando se sabe que os “crimes de guerra” de então não se restringiram a eles.
Mas é flagrantemente paradoxal que quem diz se preocupar com direitos humanos, ao ponto de indenizar os que não tiveram os seus respeitados, encare com indiferença a violação em Cuba.
A contradição, porém, não se restringe a Cuba. A política externa brasileira está cheia delas. Exemplos? O Brasil condenou a Colômbia por ceder bases para os Estados Unidos. Mas nada disse da Venezuela, que ofereceu as suas à Rússia e ao Irã.
Condenou Honduras, sem ler sua Constituição, mas ignorou os protestos mundiais de fraude nas eleições iranianas e o tratamento truculento dispensado pela ditadura islâmica de Mahmoud Ahmadinejad, que trata a oposição a ponta de baioneta.
Sem falar nos louvores de Lula à “democracia” venezuelana de Hugo Chavez, que fecha jornais e canais de televisão; na indiferença às ações criminosas das Farcs, que trafica drogas e seqüestra inocentes; e no apoio sistemático, na ONU, a ditaduras sanguinárias africanas, como a do Sudão, de Omar Hassan al-Bashir, e da Líbia, de Muanmar Khadafi, que mataram alguns milhões.
A isso, o Itamaraty chama de “protagonismo externo” do Brasil. O nome mais adequado talvez seja outro. O leitor escolhe
COMENTO:
O Brasil é um país de contradições beirando a esquizofrenia com duplas menssagens.
Ao mesmo tempo que votou em Janio Quadros para presidente votou em João Goulart para vice em uma época que um voto era desvinculado do outro.
O vice de Fernando Collor foi Itamar Franco com visões diametralmente opostas.
O brasileiro pleiteia o cumprimentos das leis mas apenas para os outros.São várias as pesquisas que demonstram esse pensamento.
Enfim poderíamos citar várias características contraditórias do país mas uma coisa é importante.Se quisermos avançar no sentido da moralidade, ética e desenvolvimento é preciso resolver essa questão.
O problema é como resolve-la?
sábado, 27 de fevereiro de 2010
ZAPATA E A INVERSÃO DE VALORES
Vejam a inversão da realidade provocada pelos que aplicam o gramscismo, o politicamente correto e pela ideologia esquerdista.
Zapata foi transformado de vítima em réu pelo presidente Lula ao dizer que o próprio era o culpado de sua morte.
Já Raul Castro disse que a morte do dissidente é culpa dos EUA.
E o assassino de João Hélio se tranforma de réu em vítima por uma dessas ONGs.
É preciso tomar cuidado com o que se lê na mídia.Parem para raciocinar, reflitam , obedeçam uma lógica, sejam coerentes, ouçam outras versões e depois tirem suas conclusões.
Zapata foi transformado de vítima em réu pelo presidente Lula ao dizer que o próprio era o culpado de sua morte.
Já Raul Castro disse que a morte do dissidente é culpa dos EUA.
E o assassino de João Hélio se tranforma de réu em vítima por uma dessas ONGs.
É preciso tomar cuidado com o que se lê na mídia.Parem para raciocinar, reflitam , obedeçam uma lógica, sejam coerentes, ouçam outras versões e depois tirem suas conclusões.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
AL FATAH E CORRUPÇÃO
Oriente Médio retirado do blog http://orientemedio1.wordpress.com/
DA DURA VIDA DOS DIRIGENTES DO SOFRIDO POVO PALESTINO, by Mordechai Cano
fevereiro 26, 2010 por mordechaihayehudi
Faz algumas semanas um escandalo esta sacudindo a AP mas tem passado despercebido no resto do mundo. O canal 10 de televisao de Israel mostrou, num programa , Fami Shabaneh um alto comandante dos servicos de seguranca Palestinos, no grau de General. Shabaneh revelou uma vida cheia de prazeres mundanos que eh desfrutada pelos dirigentes da Autoridade Palestina.
Eu ate entendo, a vida de um Mujiahedin eh dura , viajar de pais em pais, se hospedar em hoteis 5 estrelas, comer nos melhores restaurantes, eh algo que somente seres humanos muitos fortes podem aguentar e, uma diversao de vez em quando, alivia o pesado fardo de ser membro de uma organizacao dedicada dar algum comforto ao sofrido povo palestino.
Shabaneh acusou todos os lideres do movimento Fatah e da Autoridade Palestina de roubar centenas de milhoes de dolares provindos de Paises e instituicoes da Europa, USA e de Paises Arabes. Este dinheiro eh, destinado pelos doadores a mitigar o sofrimento infinito que eh imposto ao povo Palestino pela mostruosa ocupacao do regime Sionista que usurpa Jerusalem para usa-la como Capital.
Fora da quantia incrivel de dinheiro desviado ( Shabaneh forneceu detalhes), foi mostrado um video beirando a pornografia , feito por ele mesmo ( assim eliminamos as teorias conspiratorias que acusariam Israel de ter montado uma armadilha) onde era mostrado o chefe de Gabinete de Mahmud Abbas , Rafik Al-Husseini tirando a roupa e depois de totalmente nu, deitar na cama chamando pela amada de plantao.
Sei que alguns dirao que a vida intima do dirigente arabe ( que pertence a uma das mais nobres familias de arabes Palestinos) nao eh da conta de ninguem e nesse ponto eu concordo mas a estoria eh um pouco mais macabra.
A Mulher ( que eh vista no video) preencheu um formulario para ter um emprego na administracao da AP. Ao ser etrevistada pelo Al-Husseini, este pediu favores sexuais em troca do trabalho. A moca disse que iria pensar na proposta, ligou para uma amiga que conhecia Shabaneh e decidiram fazer a filmagem do fato para mostrar a AP , o baixo nivel que tinha chegado a corrupcao na entidade.
Numa parte do video, antes da cena no quarto, a moca-vitima , puxa conversa com Al-Husseini a respeito da proposta de troca de favores sexuais e da corrupcao na AP e o que Al-Husseini responde e ainda mais curioso. Na maior naturalidade ele diz ” Arafat era um ladrao, o Abbas eh um ladrao, todos sao ladroes”.
Quando perguntado pelo entrevistador porque nao tinha dado tudo esse material a midia arabe, Shabaneh respondeu que a midia arabe nunca publicaria o que ele tinha em maos porque debilitaria a autoridade Palestina. Nao debilitou. Al Jazeera mencionou o assunto na edicao on line e as doacoes de dinheiro a autoridade Palestina continuam da mesma forma que continuaram depois que a revista Forbes listou Arafat como sendo mais rico do que a Rainha da Inglaterra.
Depois da bombastica denuncia e o video incontestavel o que aconteceu com Al-Husseini?. Foi suspenso temporariamente das funcoes ate a apuracao dos fatos e ja esta de volta ao seu gabinete despachando como se costume. Para coroar uma situacao absurda, Shabaneh foi preso pela Autoridade Palestina acusado de…corrupcao.
COMENTO:
Para mim não é novidade nenhuma.Sempre se mencionou a alta corrupção na Autoridade Palestina ,desde a época de Arafat que foi um dos grandes beneficiários.É só ver como vive sua ultima esposa em Paris e a luta pela herança entre ela e Abbas.
E tem gente que ainda o considera um Estadista.Não teve a grandeza de aceitar o plano de paz de Ehud Barak, estimulava a rebelião em árabe e em ingles mentia para o mundo.
A Europa ,EUA e várias entidades continuam mandando dinheiro para eles alimentando a corrupção.Pergunte quantas escolas e hospitais foram construídos com esse dinheiro?
E pergunte com que dinheiro compram armas.
Observem que esse assunto não é comentado na imprensa mas é um dos fatores que dificultam um acordo de paz.
Só uma mudança de mentalidade, educação séria e valorização da vida levará a um acordo de paz na região.Enquanto isso continua tudo na mesma e com uma corrida armamentista na região em virtude da ameaça iraniana.
DA DURA VIDA DOS DIRIGENTES DO SOFRIDO POVO PALESTINO, by Mordechai Cano
fevereiro 26, 2010 por mordechaihayehudi
Faz algumas semanas um escandalo esta sacudindo a AP mas tem passado despercebido no resto do mundo. O canal 10 de televisao de Israel mostrou, num programa , Fami Shabaneh um alto comandante dos servicos de seguranca Palestinos, no grau de General. Shabaneh revelou uma vida cheia de prazeres mundanos que eh desfrutada pelos dirigentes da Autoridade Palestina.
Eu ate entendo, a vida de um Mujiahedin eh dura , viajar de pais em pais, se hospedar em hoteis 5 estrelas, comer nos melhores restaurantes, eh algo que somente seres humanos muitos fortes podem aguentar e, uma diversao de vez em quando, alivia o pesado fardo de ser membro de uma organizacao dedicada dar algum comforto ao sofrido povo palestino.
Shabaneh acusou todos os lideres do movimento Fatah e da Autoridade Palestina de roubar centenas de milhoes de dolares provindos de Paises e instituicoes da Europa, USA e de Paises Arabes. Este dinheiro eh, destinado pelos doadores a mitigar o sofrimento infinito que eh imposto ao povo Palestino pela mostruosa ocupacao do regime Sionista que usurpa Jerusalem para usa-la como Capital.
Fora da quantia incrivel de dinheiro desviado ( Shabaneh forneceu detalhes), foi mostrado um video beirando a pornografia , feito por ele mesmo ( assim eliminamos as teorias conspiratorias que acusariam Israel de ter montado uma armadilha) onde era mostrado o chefe de Gabinete de Mahmud Abbas , Rafik Al-Husseini tirando a roupa e depois de totalmente nu, deitar na cama chamando pela amada de plantao.
Sei que alguns dirao que a vida intima do dirigente arabe ( que pertence a uma das mais nobres familias de arabes Palestinos) nao eh da conta de ninguem e nesse ponto eu concordo mas a estoria eh um pouco mais macabra.
A Mulher ( que eh vista no video) preencheu um formulario para ter um emprego na administracao da AP. Ao ser etrevistada pelo Al-Husseini, este pediu favores sexuais em troca do trabalho. A moca disse que iria pensar na proposta, ligou para uma amiga que conhecia Shabaneh e decidiram fazer a filmagem do fato para mostrar a AP , o baixo nivel que tinha chegado a corrupcao na entidade.
Numa parte do video, antes da cena no quarto, a moca-vitima , puxa conversa com Al-Husseini a respeito da proposta de troca de favores sexuais e da corrupcao na AP e o que Al-Husseini responde e ainda mais curioso. Na maior naturalidade ele diz ” Arafat era um ladrao, o Abbas eh um ladrao, todos sao ladroes”.
Quando perguntado pelo entrevistador porque nao tinha dado tudo esse material a midia arabe, Shabaneh respondeu que a midia arabe nunca publicaria o que ele tinha em maos porque debilitaria a autoridade Palestina. Nao debilitou. Al Jazeera mencionou o assunto na edicao on line e as doacoes de dinheiro a autoridade Palestina continuam da mesma forma que continuaram depois que a revista Forbes listou Arafat como sendo mais rico do que a Rainha da Inglaterra.
Depois da bombastica denuncia e o video incontestavel o que aconteceu com Al-Husseini?. Foi suspenso temporariamente das funcoes ate a apuracao dos fatos e ja esta de volta ao seu gabinete despachando como se costume. Para coroar uma situacao absurda, Shabaneh foi preso pela Autoridade Palestina acusado de…corrupcao.
COMENTO:
Para mim não é novidade nenhuma.Sempre se mencionou a alta corrupção na Autoridade Palestina ,desde a época de Arafat que foi um dos grandes beneficiários.É só ver como vive sua ultima esposa em Paris e a luta pela herança entre ela e Abbas.
E tem gente que ainda o considera um Estadista.Não teve a grandeza de aceitar o plano de paz de Ehud Barak, estimulava a rebelião em árabe e em ingles mentia para o mundo.
A Europa ,EUA e várias entidades continuam mandando dinheiro para eles alimentando a corrupção.Pergunte quantas escolas e hospitais foram construídos com esse dinheiro?
E pergunte com que dinheiro compram armas.
Observem que esse assunto não é comentado na imprensa mas é um dos fatores que dificultam um acordo de paz.
Só uma mudança de mentalidade, educação séria e valorização da vida levará a um acordo de paz na região.Enquanto isso continua tudo na mesma e com uma corrida armamentista na região em virtude da ameaça iraniana.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Escudos humanos.
Retirado de http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/africa-oriente-medio/taleban-usando-escudos-humanos/
Afeganistão
Taleban usando escudos humanos
...
Membros do grupo terrorista Taleban estariam cada vez mais recorrendo ao uso de escudos humanos contra tropas norte-americanas no conflito em Marja, no Afeganistão. Mulheres e crianças estariam sendo colocadas em telhados, e os terroristas estariam atirando detrás delas.
O conflito, que já entrou em seu quinto dia, levou ao deslocamento de 1.240 famílias que viviam na região. As táticas do Taleban estão obrigando os soldados a avançar com mais cuidado, para evitar mais mortes de civis.
COMENTO:
Já ouvi essa história em outro conflito!!!!! Ah sim foi em Gaza mas ninguém deu importancia a essa tática.Pelo visto fez escola e ninguém vai reclamar.
Afeganistão
Taleban usando escudos humanos
...
Membros do grupo terrorista Taleban estariam cada vez mais recorrendo ao uso de escudos humanos contra tropas norte-americanas no conflito em Marja, no Afeganistão. Mulheres e crianças estariam sendo colocadas em telhados, e os terroristas estariam atirando detrás delas.
O conflito, que já entrou em seu quinto dia, levou ao deslocamento de 1.240 famílias que viviam na região. As táticas do Taleban estão obrigando os soldados a avançar com mais cuidado, para evitar mais mortes de civis.
COMENTO:
Já ouvi essa história em outro conflito!!!!! Ah sim foi em Gaza mas ninguém deu importancia a essa tática.Pelo visto fez escola e ninguém vai reclamar.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Frase do dia
P O L I T I C A N D O
Os políticos e as fraldas, devem ser trocados constantemente pelo mesmo motivo
Os políticos e as fraldas, devem ser trocados constantemente pelo mesmo motivo
O que é o MST?
Retirado do http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/
O HOMEM, A TERRA, A LUTA. OU: POR QUE ELA INCOMODA TANTO
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 | 12:47
Caros, vamos lá. Será um pouco longo, mas vale a pena.
Sabem quantos hectares já foram destinados a assentamentos de “sem-terra” no Brasil nos governos Lula e FHC? 80 milhões! Trata-se de dado incontestável, técnico. Sabem quantos são destinados, no Brasil inteiro, à produção de grãos? 65 milhões.
Vocês entenderam direito. Há mais terras, hoje, sob os “cuidados” do MST no Brasil do que destinadas à produção de alimentos em larga escala. O que se planta naqueles 80 milhões? Ninguém sabe direito. Ou se sabe: mistificação, ideologia, leninismo caboclo. Nos outros, nada menos de 141 milhões de toneladas de comida! Deu pra entender?
O agronegócio brasileiro tem sido o ÚNICO setor superavitário da economia brasileira há muitos anos. É o responsável pelos US$ 240 bilhões de reservas de que Lula se orgulha tanto, como se fossem obra sua. Não obstante, o setor rural vive cercado pelo banditismo ideológico, pelo preconceito de certa imprensa que imagina que comida barata nasça no Carrefour e no Pão-de-Açúcar e, obviamente, pelo amarelão mental que separa o Brasil entre as “vítimas pobrezinhas” do MST e os “tubarões do agronegócio”.
Pois bem. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escreve hoje um artigo na Folha intitulado “A banalização das invasões”. Merece ser lido e mantido sempre à mão. Dá conta da realidade do campo e de certa loucura metódica que toma conta do país. Os nossos esquerdistas sempre tão dedicados ao estudo da “produção social da riqueza”, acreditam, por alguma razão, que O SETOR QUE GARANTE A ESTABILIDADE DA ECONOMIA não produz “riqueza social”. A comida mais barata do mundo — a brasileira!!! — parece ser obra de algum milagre, uma espécie de maná com que nos presenteia o Altíssimo, ou mesmo Lula, nem tão altíssimo assim.
O crime organizado que hoje cerca o campo é tratado como “movimento social”, e os produtores rurais, na imprensa, aparecem, muitas vezes, no papel de criminosos. TRATA-SE DE UM DELÍRIO MUITO TÍPICO DO ESQUERDISMO BOCÓ. As esquerdas são craques em transformar seus crimes em virtudes, e as virtudes alheias em crimes. Kátia Abreu, também presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), incomoda muito. Em vez da simples estridência do protesto, ela tem o mau gosto (para a militância obscurantista) de lidar com números. Segue o seu artigo, com um pequeno comentário meu ao fim de tudo.
*
O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no “Carnaval vermelho”, seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, “seria cômico se não fosse sério”. Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.
Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.
Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados “movimentos sociais”, que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.
Aliás, assim como a notícia do “Carnaval vermelho” escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas “privadas e sem fins lucrativos” de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.
O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o “aprofundamento” das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.
Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.
Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.
Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.
Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o “abril vermelho”, o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.
*
Encerro
Vamos lá, com a clareza habitual. Muitos perguntam neste blog e em toda parte: “Ela não seria uma ótima candidata a vice-presidente?” Eu acho que seria, claro! Por enquanto, entendem?
E vamos ver quanto tempo vai demorar para que mobilizem contra ela a máquina de enlamear reputações. A mesma lavanderia que transforma antigos “inimigos do povo” em flores do progressismo — a exemplo do que o PT faz com José Sarney ou Delfim Netto — também se mobiliza para sujar biografias. E a máquina é poderosa, com ramificações na Polícia Federal, no Ministério Público, no Legislativo, no Judiciário e, SEM DÚVIDA NENHUMA, na imprensa.
Na semana passada, um aiatolá do PT, Dalmo Dallari, já saiu atirando contra Kátia Abreu. Ele considera um absurdo que ela seja senadora e presidente da CNA. Mas acha muito normal que o governo Lula seja, na prática, conduzido pelos sindicalistas da CUT e que o Incra seja um aparelho do MST. Entenderam a lógica do gigante?
A luta é longa e renhida.
COMENTO:
O MST se caracteriza por uma organização criminosa,ideológica, sombra armada de um Governo, envolvido em corrupção(ver escandalo da transferencia de dinheiro público da FUNAI para orgãos ligados a esse "movimento")e que continua impune pelos crimes praticados.Aliás essa impunidade que reina no País da permissividade e ambiguidade é uma das grandes causas dos males que nos afetam.
O HOMEM, A TERRA, A LUTA. OU: POR QUE ELA INCOMODA TANTO
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 | 12:47
Caros, vamos lá. Será um pouco longo, mas vale a pena.
Sabem quantos hectares já foram destinados a assentamentos de “sem-terra” no Brasil nos governos Lula e FHC? 80 milhões! Trata-se de dado incontestável, técnico. Sabem quantos são destinados, no Brasil inteiro, à produção de grãos? 65 milhões.
Vocês entenderam direito. Há mais terras, hoje, sob os “cuidados” do MST no Brasil do que destinadas à produção de alimentos em larga escala. O que se planta naqueles 80 milhões? Ninguém sabe direito. Ou se sabe: mistificação, ideologia, leninismo caboclo. Nos outros, nada menos de 141 milhões de toneladas de comida! Deu pra entender?
O agronegócio brasileiro tem sido o ÚNICO setor superavitário da economia brasileira há muitos anos. É o responsável pelos US$ 240 bilhões de reservas de que Lula se orgulha tanto, como se fossem obra sua. Não obstante, o setor rural vive cercado pelo banditismo ideológico, pelo preconceito de certa imprensa que imagina que comida barata nasça no Carrefour e no Pão-de-Açúcar e, obviamente, pelo amarelão mental que separa o Brasil entre as “vítimas pobrezinhas” do MST e os “tubarões do agronegócio”.
Pois bem. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escreve hoje um artigo na Folha intitulado “A banalização das invasões”. Merece ser lido e mantido sempre à mão. Dá conta da realidade do campo e de certa loucura metódica que toma conta do país. Os nossos esquerdistas sempre tão dedicados ao estudo da “produção social da riqueza”, acreditam, por alguma razão, que O SETOR QUE GARANTE A ESTABILIDADE DA ECONOMIA não produz “riqueza social”. A comida mais barata do mundo — a brasileira!!! — parece ser obra de algum milagre, uma espécie de maná com que nos presenteia o Altíssimo, ou mesmo Lula, nem tão altíssimo assim.
O crime organizado que hoje cerca o campo é tratado como “movimento social”, e os produtores rurais, na imprensa, aparecem, muitas vezes, no papel de criminosos. TRATA-SE DE UM DELÍRIO MUITO TÍPICO DO ESQUERDISMO BOCÓ. As esquerdas são craques em transformar seus crimes em virtudes, e as virtudes alheias em crimes. Kátia Abreu, também presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), incomoda muito. Em vez da simples estridência do protesto, ela tem o mau gosto (para a militância obscurantista) de lidar com números. Segue o seu artigo, com um pequeno comentário meu ao fim de tudo.
*
O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no “Carnaval vermelho”, seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, “seria cômico se não fosse sério”. Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.
Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.
Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados “movimentos sociais”, que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.
Aliás, assim como a notícia do “Carnaval vermelho” escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas “privadas e sem fins lucrativos” de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.
O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o “aprofundamento” das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.
Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.
Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.
Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.
Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o “abril vermelho”, o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.
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Encerro
Vamos lá, com a clareza habitual. Muitos perguntam neste blog e em toda parte: “Ela não seria uma ótima candidata a vice-presidente?” Eu acho que seria, claro! Por enquanto, entendem?
E vamos ver quanto tempo vai demorar para que mobilizem contra ela a máquina de enlamear reputações. A mesma lavanderia que transforma antigos “inimigos do povo” em flores do progressismo — a exemplo do que o PT faz com José Sarney ou Delfim Netto — também se mobiliza para sujar biografias. E a máquina é poderosa, com ramificações na Polícia Federal, no Ministério Público, no Legislativo, no Judiciário e, SEM DÚVIDA NENHUMA, na imprensa.
Na semana passada, um aiatolá do PT, Dalmo Dallari, já saiu atirando contra Kátia Abreu. Ele considera um absurdo que ela seja senadora e presidente da CNA. Mas acha muito normal que o governo Lula seja, na prática, conduzido pelos sindicalistas da CUT e que o Incra seja um aparelho do MST. Entenderam a lógica do gigante?
A luta é longa e renhida.
COMENTO:
O MST se caracteriza por uma organização criminosa,ideológica, sombra armada de um Governo, envolvido em corrupção(ver escandalo da transferencia de dinheiro público da FUNAI para orgãos ligados a esse "movimento")e que continua impune pelos crimes praticados.Aliás essa impunidade que reina no País da permissividade e ambiguidade é uma das grandes causas dos males que nos afetam.
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