terça-feira, 9 de março de 2010

Ponto de vista para sua diversão

Enviado por Maria Helena - 8.3.2010| 18h30m
Enviado por Leila Alves
Atenção!


Um dia, Deus, muito insatisfeito com a humanidade e os seus pecados, decidiu pôr fim a tudo.

Deus reuniu então todos os líderes mundiais para comunicar-lhes pessoalmente sua decisão de acabar com a humanidade em 24 horas.

- Deus disse: - Reuni-vos aqui para comunicar que extinguirei a humanidade em 24 horas.

E todos disseram: - Mas, Senhor...

- Nada de MAS, este é o limite, a humanidade vai abandonar a Terra para todo o sempre! Portanto, voltem aos respectivos Países e digam ao Povo que estejam preparados. Têm 24 horas!



O primeiro a reunir seu povo foi Obama.

Em Washington, através de uma mensagem à nação, ele disse:

- Americanos, eu tenho uma boa notícia e uma má notícia para dar. A boa notícia é que Deus existe e que ele falou comigo. Mas, claro, já sabíamos disso. A má notícia é que esta grande Nação, o nosso grande Sonho, só tem 24 horas de existência. Este é o desejo de Deus".




Fidel Castro reuniu todos os cubanos e disse:

- Camaradas, povo Cubano, tenho duas más notícias. A primeira é que Deus existe... sim, eu o vi, estava mesmo à minha frente!!! Estive enganado este tempo todo... A segunda má notícia é que em 24 horas esta magnífica Revolução pela qual tanto temos lutado, vai deixar de existir.



Finalmente, no Brasil, Lula dá uma conferência de imprensa:

- Brasileiros, hoje é um dia muito especial para todos nós. Tenho duas boas notícias. A primeira boa notícia é que eu sou um enviado de Deus, um mensageiro, porque conversei com ele pessoalmente. A segunda boa notícia é que, conforme constava do Programa do Governo, em apenas 24 horas, serão erradicados para sempre o desemprego, o analfabetismo, o tráfico de drogas, a corrupção, a pedofilia, os problemas de transporte, água e luz, habitação, de burocracia, e, o mais espectacular de tudo: todos os impostos vão acabar, assim como a miséria e a pobreza neste País!! É o Governo cumprindo tudo o que prometeu!!!

Frase do LULA

Se uma mulher é capaz de parir um político, por que também não é capaz de parir uma administração mais competente do que o político que ela conseguiu colocar no mundo?

Lula

COMENTO:
Eu heim!!!!!!
Alguém entendeu alguma coisa?

segunda-feira, 8 de março de 2010

Conflito na Nigéria:muçulmanos x cristãos

Nigeria: Autoridades contam 500 mortos nos confrontos étnicos de Jos


As autoridades nigerianas reviram hoje em alta para os 500 mortos o balanço de vítimas dos confrontos étnicos do fim-de-semana na região de Jos, capital do estado do Plateau, Centro do país.Na noite de sábado para domingo, grupos de homens armados da etnia muçulmana Hausa-Fulani desceram ao planalto e invadiram três aldeias da etnia cristã Berom, “atacando as populações indiscriminadamente”.

“Foi um acto abominável”, condenou o responsável pelos serviços de comunicação do Plateau, Dan Majang, citado pela agência noticiosa francesa AFP. A mesma fonte adiantou que foram presas 95 pessoas com envolvimento no massacre.
Outras fontes locais fazem um balanço menos pesado, como a organização não governamental de defesa dos direitos humanos em Jos: “Segundo as nossas últimas contas, há 202 cadáveres”, indicou o dirigente, Shamaki Gad Peter. Um outro activista dos direitos humanos na cidade referiu a existência de 250 mortos.
Todos indicam consensualmente, porém, que as vítimas – incluindo muitas mulheres e crianças – foram mortas à catanada. Muitas casas das três aldeias foram incendiadas, de acordo com testemunhas no local. Os ataques foram lançados de forma coordenada durante a noite e, fontes locais, asseveram que constituíram uma represália de anteriores conflitos entre estas duas etnias: os nómadas Fulani, maioritariamente muçulmanos, e os sedentários Berom, maioritariamente cristãos.
Desde ontem à noite foi decretado o estado de alerta máximo em vários estados da zona central da Nigéria pelo Presidente interino, Goodluck Jonathan. Foram mobilizadas “todas as forças de segurança do Plateau e estados vizinhos” de forma a “impedir que este último confronto alastre”.

COMENTO:
Este conflito é antigo mas não chama a atenção de ninguém.Onde estão as ONGs, a ONU e organizações de direitos humanos?Não houve massacre?500mortos sendo muitos mulheres e crianças?
Em outros países também existem alguns conflitos mas da mesma forma não há manifestações dessas organizações.
Temos conlfitos na Tailandia entre muçulmanos e budistas,nas Filipinas e Indonésia entre muçulmanos e cristãos.
Na verdade como não é com Israel, para o mundo não tem importancia.É assim que as coisas funcionam.

domingo, 7 de março de 2010

O poder corrompe?

06/03/2010 - 00:30 - Atualizado em 06/03/2010 - 00:31
“O poder revela quem somos”

Um pesquisador americano diz como o poder nos torna mais corruptos, mesquinhos e hipócritas

ISABEL CLEMENTE
Dizer que o poder corrompe é um antigo chavão. A novidade é que esse velho axioma acaba de ser comprovado cientificamente em um trabalho de pesquisadores da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos. Após uma série de testes comportamentais com voluntários, eles demonstraram como o poder costuma, em geral, mudar as pessoas para pior. Em testes, os poderosos não só trapaceavam mais, como se mostravam mais hipócritas ao se desculpar por atitudes que condenavam nos outros. “Os poderosos acreditam que devem ser excluídos de certas regras”, afirma o psicólogo social Adam Galinsky, professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management e um dos autores do estudo.

QUEM É
Americano de 41 anos, é Ph.D. em psicologia social pela Universidade Princeton

O QUE FAZ
Professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos

O QUE PUBLICOU
Mais de 75 artigos científicos. É coautor do estudo Power increases hypocrisy (O poder aumenta a hipocrisia)


ÉPOCA – O poder corrompe?
Adam Galinsky – Sim, corrompe. Basicamente, apesar de o poder deixar as pessoas no centro das atenções, de estarmos todos olhando para as autoridades, os poderosos se sentem psicologicamente invisíveis. E, por causa dessa sensação de invisibilidade, eles se permitem agir de maneiras imorais, ao passo que outras pessoas não agiriam assim por medo de punição. É como se ficassem à vontade para preencher suas mais íntimas necessidades. Uma das comparações de que gosto de fazer é a história do Senhor dos Anéis. No momento que ele põe o anel, fica invisível e age mal. O poder é esse anel.

ÉPOCA – Como o senhor constatou isso?
Galinsky – Fizemos vários experimentos. Um deles foi com um jogo de dados. Dividimos os voluntários para a experiência em dois grupos: os muito poderosos e os pouco poderosos. Isolamos os grupos em um cubículo. Dissemos a cada um que eles ganhariam bilhetes para uma loteria conforme os pontos obtidos ao jogar os dados, que poderiam variar de 0 a 100. A média esperada era de 50 pontos. O grupo pouco poderoso anunciou ter obtido um resultado de 59 pontos, enquanto o grupo muito poderoso disse ter obtido 70 pontos. A conclusão é que o grupo pouco poderoso pode ter trapaceado com os dados, mas o muito poderoso trapeceou muito mais para conseguir mais bilhetes de loteria.

ÉPOCA – O senhor diria que a melhor s maneira de testar a identidade moral de um indivíduo é dar poder a ele?
Galinsky – Sim, porque o poder não apenas muda a pessoa, mas revela quem ela é de verdade. Podemos afirmar, a partir dessa pesquisa, que a experiência do poder provoca certas mudanças no ser humano – e a maior é torná-lo hipócrita.

ÉPOCA – A pesquisa chega a essa conclusão a partir de questões que envolvem superfaturar despesas de viagem ou ultrapassar o limite de velocidade. Quem faz isso está mais propenso a se tornar corrupto se chegar ao poder?
Galinsky – Em média, muitas pessoas, quando investidas de poder, tornam-se mais mesquinhas, afrouxam seus padrões éticos. Você está me fazendo uma pergunta diferente: se as pessoas que agem sem ética provavelmente se corromperiam no poder. “Provavelmente”, é a minha resposta.

"Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: ‘Eu nunca agiria
dessa forma’. Mas a verdade é que, no poder, muitos mudam"

ÉPOCA – Por que o senhor afirma que os poderosos, quando flagrados, mostram-se pouco arrependidos?
Galinsky – Por causa de um processo psicológico mostrado na pesquisa: os poderosos acreditam, de fato, que eles devem ser excluídos de certas regras e padrões aplicados aos demais. Ou então eles apresentam justificativas psicológicas para ter agido como agiram.

ÉPOCA – Executivos e políticos mostram-se incomodados quando o senhor comenta com eles esse tipo de comportamento?
Galinsky – Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: “Eu nunca agiria dessa forma”. Temos a tendência de acreditar que não temos a mesma vulnerabilidade e que não corremos os mesmos riscos dos outros. Mas a verdade é que, investidos de poder, muitos mudam. Somos suscetíveis. A pesquisa mostra, sistemática e cientificamente, que não só as pessoas
agem imoralmente quando podem, como elas se tornam hipócritas. Defendem padrões comportamentais mais rígidos para os outros do que para si mesmas. Foi o caso do governador de Nova York, Eliot Spitzer, que traiu a mulher com uma prostituta. Veio à tona depois que ele, como procurador-geral do Estado, combatia a prostituição. É nesse ponto que os poderosos caem do pedestal e a sociedade se revolta. Se eles apenas agissem mal, seria ruim, mas ainda por cima pregar o contrário do que fazem... A hipocrisia revolta. Vocês, por exemplo, têm um governador preso por obstruir a Justiça (José Roberto Arruda, governador afastado do Distrito Federal). Um governador é alguém que defende leis e comportamentos para a sociedade. Quando um político age assim, é mais revoltante do que executivos de empresas – porque executivos não necessariamente posam de modelo comportamental para os outros.

ÉPOCA – Nessa era de Big Brothers, em que câmeras revelam até gestos das autoridades em lugares onde elas pensam estar protegidas, não é mais difícil agir de forma hipócrita?
Galinsky – Não é uma questão de ser vigiado, mas de se sentir conectado à coletividade e obrigado a prestar contas aos outros. Mera vigilância nem sempre é eficaz e tende a dissipar seu efeito com o tempo, porque não é um processo que internaliza no indivíduo essa noção de que ele deve se explicar.

ÉPOCA – No Brasil existem cortes judiciais e celas especiais nos presídios para políticos, pessoas com nível universitário e autoridades. Isso reforça a crença de que os poderosos são pessoas diferentes?
Galinsky – Essa é uma questão mais complicada. Se as cortes especiais forem mais lenientes, daí você reforça o problema do tratamento especial. Se esses julgamentos forem mais rápidos e defender altos padrões éticos e legais para os poderosos, podem servir para reforçar que ninguém está acima da lei. É muito fácil para as pessoas que conquistaram certos postos atuar pelo bem delas mesmas, em vez de trabalhar pela coletividade, que as colocou lá. Costumo dizer em minhas aulas que é preciso criar algemas para os honestos: como podemos garantir que ninguém se sinta tentado a trapacear? Por isso eu nunca dou provas para fazer em casa. A tentação para fazer consultas é enorme.

ÉPOCA – A punição é capaz de conter essa tendência humana de agir mal?
Galinsky – O melhor caminho é fazer com que os poderosos tenham de prestar contas. O Congresso tem de fiscalizar seus políticos, o governo e dividir o poder com eles. Os processos decisórios têm de ser transparentes. Os políticos têm de estar na vitrine da sociedade, bem visíveis. No mundo dos negócios, os altos executivos também têm de ser monitorados pela diretoria, pelos conselhos. Se a diretoria for uma rede formada por “mais dos mesmos”, ou seja, por indivíduos poderosos com o mesmo padrão comportamental, aí ela não exerce sua função de controlar o presidente, que se sente, por isso, invisível para os demais. Isso resulta em histórias parecidas com as da Enron e da World Com (empresas que faliram em 2001 em meio a graves escândalos de corrupção). O combate à falta de ética e à imoralidade passa pela divisão de poder. O Executivo tem de precisar do Legislativo, porque aí há um equilíbrio quase natural de forças.

ÉPOCA – O senhor ficou surpreso com algum resultado de suas experiências?
Galinsky – Não, mas, se num experimento comportamental em que o poder não é uma força real acontece isso, imagine no mundo real, onde as pessoas lidam com o poder de verdade?

COMENTO:
O poder realmente é uma provação onde a maioria é reprovada.É um excelente teste para nosso aprimoramento moral onde devemos exercer a paciencia,humildade,compaixão e combatermos aquilo que há de pior em nosso interior:EGOISMO E ORGULHO.

MAIS CORRUPÇÃO ENVOLVENDO FAMÍLIA SARNEY

BOI BARRICA: CHINESES ENTREGAM O FILHO DE SARNEY, FLAGRADO COM GRANA NO EXTERIOR

O governo brasileiro obteve documentos que comprovam que o filho do presidente do Senado, José Sarney, movimentou dinheiro no exterior sem declará-lo à Receita Federal.

Autoridades da China informaram ao Ministério da Justiça que o empresário Fernando Sarney opera pessoalmente uma conta num paraíso fiscal, em nome de uma empresa "offshore" com sede no Caribe.

No começo de 2008, Fernando usou esse canal financeiro para transferir US$ 1 milhão para uma agência do banco HSBC em Qingdao, na China. A autorização da transação contém a assinatura dele.

Recursos no exterior não informados ao fisco podem ser fruto de sonegação de tributos, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Empresas da família Sarney, que vão de emissoras de rádio e TV a shopping center, são investigadas pela Receita e pela Polícia Federal sob acusação desses crimes.

A operação policial, que levava o nome de Boi Barrica e depois foi rebatizada de Faktor, já indiciou Fernando Sarney sob acusação de formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Ele nega as irregularidades.

A remessa para a China é alvo da Faktor. Em 2009, Fernando negou a movimentação em entrevista à Folha. Laudo enviado pelo governo chinês para o Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça contradiz a versão do empresário.

A partir de autorização assinada por Fernando, autoridades chinesas rastrearam a origem do dinheiro e confirmaram que os recursos foram creditados na conta da Prestige Cycle Parts & Accessories Limited (pelo nome, uma empresa de acessórios de bicicleta), conforme ordem bancária.

Os investigadores brasileiros ainda não sabem qual a finalidade desse depósito. Acordos multilaterais permitem ao governo solicitar bloqueio e a repatriação de recursos enviados ilegalmente para fora do país.

Procurado pela reportagem, Fernando disse que não se pronunciaria sobre o assunto por orientação de seus advogados, alegando que o inquérito policial está sob segredo de Justiça.

Conforme a Folha publicou em 2009, as empresas da família Sarney passam por uma devassa feita pela Receita, iniciada a partir do trabalho da PF. Os auditores detectaram indícios de crimes contra a ordem tributária, como remessa ilegal de recursos para o exterior, falsificação de contratos de câmbio e lavagem de dinheiro.

Segundo a reportagem apurou, não há nas declarações à Receita das pessoas físicas e jurídicas ligadas à família a menção a nenhuma conta corrente em paraíso fiscal no Caribe.

Durante a Faktor, a PF interceptou com autorização judicial e-mails de Fernando, seus familiares e amigos. Em várias dessas mensagens havia referências ao envio de US$ 1 milhão para a China. Foi numa delas, entre Ana Clara e Teresa Sarney, filha e mulher de Fernando, que a PF capturou a autorização assinada por ele.

Os policiais levantaram também indícios de que Fernando contava com a ajuda do empresário Gianfranco Perasso (chamado por ele de "China" ou "Chinaboy") para operar contas no exterior em seu nome.

Perasso é apontado pela Polícia Federal como integrante do esquema comandado por Fernando que teria desviado dinheiro de obras e projetos do governo federal. Do jornal Folha de São Paulo deste domingo

Postado por Aluizio Amorim às 3/07/2010 02:56:00 AM 0 comentários Links para esta postagem

COMENTO:
Como disse anteriormente, se fuxicar vai achar.É um mar de lama.
É preciso expurgar nossa sociedade desses vilões, não importando quem seja.
Cadeia neles.

Rapidinhas.

Reportagem de hoje no jornal O Globo mostra ditador da Guiné Equatotial negociando compra de triplex em Ipanema estimado em 10 milhões de dólares.O mesmo é investigado nos EUA por corrupção.A reportagem mostra o presidente Lula apertando a mão do ditador.
COMENTO:Mais um amigo do Lula.Ele deveria escolher melhor seus amigos.

Quebra de sigilo bancário do tesoureiro do PT é solicitado pelo Ministério Público em virtude do desvio de dinheiro da Bancoop para financiamento de campanhas.
COMENTO:Novidade.Onde fuxicar vai achar.

Metade da bancada do Rio responde a ação na justiça.Mais de 70 Deputados estaduais devem explicações á justiça.
COMENTO:Outra novidade.Um dos meus critérios de escolha de candidato é nunca ter sido eleito antes.

sábado, 6 de março de 2010

AEROPORTOS E ESTATISMO

Artigos
06/03/2010
Lógica do atraso
Carlos Alberto Sardenberg
Considerem aeroportos - é tudo estatal, um setor que só depende do governo. As tarifas de embarque e operação são caras, para passageiros e para as companhias aéreas, mas os serviços estão longe de eficientes. É preciso ampliar os aeroportos existentes e construir novos, mas os investimentos atuais, públicos, do PAC, mal dão para um quebra-galho, e atrasado, em algumas unidades. Há muito filé mignon, operações lucrativas ou que poderiam sê-lo, mas a Infraero, estatal que administra o setor, não consegue fazer aí o dinheiro necessário para melhorar as carnes duras.

Em resumo, trata-se de um fracasso, cada vez mais evidente na medida em que o país cresce e aumenta a demanda de passageiros e carga. Com a aproximação da Copa e das Olimpíadas, a situação é simplesmente crítica.

E o que faz o governo Lula? Não sabe. Por uma mistura de ideologia e incompetência mesmo, a coisa não anda. Por exemplo: o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que manda na Aeronáutica, dona da Infraero, havia anunciado planos de abrir o capital da estatal, vender ações em bolsa, e assim levantar o dinheiro necessário para novos investimentos.

Era uma ideia interessante, mas ficou por aí. Pelo que dizia o ministro, os papéis da Infraero estariam no mercado em… fevereiro de 2009. Também parecia, em um dado momento, que a privatização - pelo sistema de concessão a empresas privadas de aeroportos atuais ou a construir - era uma hipótese bem-vista na assessoria de Jobim. O governador do Rio, Sérgio Cabral, pediu esse tipo de privatização, e urgente, para o Galeão.

Mas também não andou. Aqui houve uma curiosa mistura de doutrina de segurança militar e ideologia estatizante. Para oficiais da Aeronáutica, a aviação, sendo estratégica para a defesa, pois o país pode ser alvo de um ataque aéreo, tem que ser controlada pela Força Aérea. Para um certo pensamento político, a aviação é estratégica para a economia local, por isso tem que estar em mãos nacionais e estatais.

Os dois pontos de vista são atrasados. O fato de um aeroporto ser administrado por uma companhia privada não impede que a Aeronáutica cumpra suas funções de segurança. Mesmo que o controle do tráfego aéreo seja civil e terceirizado, nada impede que a Força Aérea controle o espaço nacional com seus jatos e satélites.

Na verdade, falando francamente, o pessoal da Aeronáutica e do governo em geral quer conservar a Infraero por razões corporativas. É mais uma fonte de poder, cargos e oportunidades de negócios.

E se o setor é estratégico para a economia nacional, como é, não se conclui daí que tenha de ser estatal, mas eficiente. De onde se tira a conclusão que transportar passageiros e cargas é função do Estado? A segurança é atribuição do Estado, mas o governo não precisa ser dono e operador de um aeroporto para colocar ali os seus policiais.

Na verdade, um aeroporto bem administrado por uma companhia privada até colocaria mais recursos à disposição da segurança.

Por outro lado, a experiência internacional mostra que há aeroportos privatizados, de diferentes maneiras, que funcionam muito bem. Companhias brasileiras assumem obras de aeroportos em outros países e poderiam perfeitamente administrá-los por aqui. E certamente haveria competição na disputa das concessões, inclusive com a entrada de empreiteiras estrangeiras - o que melhoraria o preço a ser cobrado pelo governo na outorga da concessão. Poderia, por exemplo, cobrar isso em dinheiro ou em serviços em outros aeroportos não atraentes para a iniciativa privada.

Segundo informações obtidas com fontes do governo Lula, essa opção está por enquanto afastada por causa das eleições. Em um momento em que o presidente está entusiasmado com a criação de novas estatais e numa campanha em que o investimento público via PAC é uma bandeira, como justificar a privatização de um setor tão importante?

O que nos conduz a um absurdo. Temos um setor inteiramente estatal que é um fracasso, um obstáculo ao crescimento do país, uma ameaça à Copa e às Olimpíadas, mas que não pode ser privatizado para não atrapalhar o quê? Mais estatização!

COMENTO:
E a copa chegando.
Ainda temos estradas, portos,transporte,saúde,hotéis......