quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A verdade


hamasrocketsEmbora Israel faça grandiosos esforços para reduzir as perdas dentre os civis, a tática do Hamas está projetada para maximizá-las.
Como disse Richard Kemp, um ex-comandante das forças britânicas no Afeganistão, o exército israelense faz “mais para salvaguardar civis do que qualquer exército já fez na história das guerras”.

À medida que os foguetes continuam a cair em Israel e em Gaza, é importante entendermos a tática do Hamas e como a comunidade e a mídia internacionais estão estimulando-a. A tática do Hamas é tão simples quanto criminosa e brutal. Seus líderes sabem que, ao dispararem repetidamente foguetes contra as áreas civis israelenses, eles não darão escolha a Israel a não ser revidar. A resposta de Israel vai ter como alvo os foguetes e aqueles que os dispararam. A fim de maximizar suas próprias perdas dentre os civis e, portanto, ganhar a simpatia da comunidade e da mídia internacionais, os líderes do Hamas deliberadamente disparam foguetes a partir de áreas civis densamente habitadas. Os atiradores do Hamas se escondem em bunkers subterrâneos, mas o Hamas se recusa a proporcionar qualquer tipo de abrigo para seus próprios civis, a quem usa como “escudos humanos”. Esta tática ilegal coloca Israel diante de uma escolha trágica: simplesmente permitir que os foguetes do Hamas continuem a alvejar cidades e vilarejos israelenses ou responder aos foguetes com inevitáveis perdas de civis dentre os “escudos humanos” palestinos.
Toda democracia se decidiria pela última alternativa se lhe fosse apresentada a escolha. Embora Israel faça grandiosos esforços para reduzir as perdas dentre os civis, a tática do Hamas está projetada para maximizá-las. A comunidade e a mídia internacionais devem entender isto e começar a culpar o Hamas, em vez de culpar Israel, pelos civis que são mortos pelos foguetes israelenses, mas cujas mortes são claramente parte da tática do Hamas.
Qualquer analista razoável concorda com o presidente Obama de que o Hamas começou esta batalha ao disparar milhares de foguetes contra civis israelenses. Qualquer analista razoável também concorda com o presidente Obama de que Israel tem o direito de defender seus cidadãos. Mas muitos comentaristas culpam Israel por causar perdas dentre os civis palestinos. No entanto, qual seria a opção de Israel a não ser simplesmente permitir que os foguetes sejam voltados para as suas próprias mulheres e filhos? Como observou o presidente Obama, quando foi a Sderot como candidato:
A primeira tarefa de qualquer nação é proteger seus cidadãos. Assim, posso assegurar-lhes que, se (...) alguém estiver atirando foguetes dentro da minha casa, onde minhas duas filhas dormem à noite, farei tudo o que estiver em minhas forças para parar com isso. E eu esperaria que os israelenses fizessem a mesma coisa.
Israel deveria continuar a fazer todos os esforços para reduzir as perdas dentre os civis, tanto porque isso é algo humano de se fazer quanto porque serve aos seus interesses. Mas, enquanto o Hamas continuar a disparar foguetes a partir de áreas densamente habitadas por civis, em vez de usar as muitas áreas abertas fora da Cidade de Gaza, esta tática cínica - que constitui um duplo crime de guerra - garantirá que algumas mulheres e crianças palestinas sejam mortas. E a liderança do Hamas se prepara para essa repulsiva certeza ao organizar a exposição dos bebês mortos diante da mídia internacional. Em um desses casos, os radicais palestinos postaram um vídeo de um bebê que, na verdade, havia sido morto na Síria pelo governo Assad; e, em outro caso, eles mostraram o corpo de um bebê que havia sido morto por um foguete do Hamas que detonou no lançamento, afirmando falsamente que ele havia sido vítima de um míssil israelense.
Como disse Richard Kemp, um ex-comandante das forças britânicas no Afeganistão, o exército israelense faz “mais para salvaguardar civis do que qualquer exército já fez na história das guerras”. Isto inclui espalhar folhetos, dar telefonemas e outros tipos de avisos aos civis residentes na Cidade de Gaza. Mas o Hamas se recusa a fornecer abrigo a seus civis, expondo-os deliberadamente aos riscos associados à guerra, enquanto abriga seus combatentes em bunkers subterrâneos.
A tática do Hamas também é projetada para impedir Israel de fazer a paz com a Autoridade Palestina. Mesmo os pacifistas israelenses estão preocupados porque, se Israel encerrar sua presença na Margem Ocidental, o Hamas tomará posse daquele território, assim como fez com Gaza logo depois que Israel retirou-se daquela área. A Margem Ocidental está muito mais próxima dos principais centros populacionais israelenses do que Gaza. Se o Hamas disparasse foguetes da Margem Ocidental para Jerusalém e Tel Aviv, Israel teria que responder militarmente, como tem feito em Gaza. Novamente, civis seriam mortos, provocando protestos internacionais contra Israel.
O que estamos vendo hoje é uma reprise do que aconteceu em 2008 e 2009, quando Israel entrou em Gaza para impedir o disparo de foguetes. O resultado foi o Relatório Goldstone, que colocou a culpa diretamente em Israel. Esse relatório simplório - condenado pela maioria das pessoas pensantes e, finalmente, também pelo próprio Goldstone - tem estimulado o Hamas a voltar à tática que resultou na condenação internacional de Israel. Esse procedimento persistirá enquanto a comunidade e a mídia internacionais continuarem culpando Israel pelas mortes de civis causadas por uma tática deliberada do Hamas. (Alan M. Dershowitz -www.gatestoneinstitute.org)
 


Alan M. Dershowitz
 é advogado, jurista e comentarista político. Desde 1967 é professor titular da Escola de Direito da Universidade Harvard.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mais um pouco de História


A difícil equação da Paz

por Herman Glanz – O historiador israelense, Benny Morris, um dos “novos historiadores”, grupo da linha da esquerda, em entrevista ao jornal Haaretz, de 20/09/2012, afirmou ser impossível um acordo de paz com os palestinos porque eles não aceitam a existência de um Estado de Israel no território da Palestina, que consideram englobar toda a área do Estado de Israel. Todo o conflito está centrado neste detalhe. Por esta razão, vê como impossível a solução de dois Estados. Devemos ter presente que Benny Morris escreveu livro sobre os chamados “refugiados palestinos” culpando Israel e que os “novos historiadores” chegaram a subverter toda a historiografia israelense; os livros escolares, por exemplo, não apresentavam fotografias de Herzl, Ben Gurion, Moshe Dayan, Golda Meir, mas de Gamal Abdel Nasser e Bourghiba. Tudo foi revisto.
Benny Morris explica suas conclusões, demonstrando que os árabes nunca abriram mão do território da Palestina, não havendo lugar para um Estado Judeu no local. Por outro lado, diz, a liderança judaica e sionista sempre se mostrou disposta a abrir mão de partes do território da Palestina, que fora destinada a constituir o Lar Nacional Judaico. Mostra que tal ocorreu em 1937, quando a Comissão Peel, em razão da violência árabe contra os judeus da Palestina, provocando massacres, propunha a partilha do território, (esclarecemos que já se tratava do território remanescente do Lar Nacional), mas os árabes não aceitaram, isto é, os países árabes, mas a liderança judaica e sionista aceitara. (deve ser observado que não havia povo palestino naquela ocasião, sendo a negativa pronunciada pelos países árabes). O mesmo voltou a ocorrer com a Partilha da Palestina promovida, desta vez, pela Assembleia-Geral da ONU, em 29 de novembro de 1947, aceita pela liderança judaica e sionista, e rejeitada pelos árabes (países árabes), observando-se, também, a inexistência de povo palestino em 1947.
Devemos lembrar da partilha imposta pela Inglaterra, Potência Mandatária, retirando quase 80% do território da Palestina para poder criar o Emirado da Transjordânia (hoje Jordânia), o que foi aceito pela liderança judaica e sionista, em julho de 1922, e que acabou motivando um cisma na Organização Sionista Mundial, com a renúncia de um dos seus dirigentes, Zeev Jabotinsky, contrário a essa perda de território, e cunhando um lema: “Duas margens tem o Rio Jordão – esta é nossa e a outra também. Tanto em 1922, quanto em 1937 e em 1947, a Organização Sionista tinha na direção Chaim Weizmann e David Ben Gurion. Os judeus sempre queriam um Estado, por menor que fosse, para viver em paz.
O Tratado de Paz com o Egito entregou todo o Sinai, tendo Menahem Begin afirmado que nunca o Sinai fora reivindicado pelos judeus, por isso não se opôs. Depois vieram os Acordos de Oslo, com Rabin, Shimon Peres, Ehud Barak e mesmo Natanyiahu, em governo anterior, entregando partes da Margem Ocidental em consequência dos Acordos, e, em 2005, Ariel Sharon entregou, unilateralmente, a Faixa de Gaza e mais partes da Margem Ocidental. Tudo visando a paz, num princípio de Terras por Paz, paz que nunca aconteceu.
Devemos acrescentar que outro fator que corrobora com Benny Morris é a determinação islâmica fundamentalista de que “uma vez conquistado um território, mesmo pela força, passa a constituir território islâmico perpétuo e nenhum muçulmano tem o poder de ceder tal território, no todo ou em parte”. Essa situação ficou evidente em duas ocasiões: a primeira, quando das discussões do Tratado de Paz com o Egito e existiam duas pequenas vilas no Sinai, junto da divisa com a Faixa de Gaza, levantadas logo depois de 1967 – Yamit e Sal-it. Os israelenses achavam que não haveria a menor dificuldade em mantê-las, até argumentando que quem faz a guerra e perde, paga com território e se tratava de área de tamanho insignificante.
Sadat se manteve firme, não podendo desprezar um centímetro de território e foi Begin quem cedeu. A segunda vez aconteceu com o Hotel Sonesta, em Taba, na fronteira com o Sinai, quando, por erro de locação, uma quina do prédio do hotel avançou uma insignificância sobre o Sinai – Israel cedeu tudo. Os muçulmanos nunca cedem território e quando são expulsos, se acham obrigados a retomá-lo, leve o tempo que for necessário. Esse é o caso de Al Andaluz, esperando os muçulmanos o retorno do Califado europeu.
Aliás, Mahmoud Abbas expressou isso com toda clareza, nesta semana, numa declaração na sua página oficial no Facebook. Lá ele declara francamente de que Israel está ocupando ilegalmente território palestino, não somente na Judeia e Samária, mas pelo contrário, “isso se aplica a todos os territórios que Israel ocupa de antes de junho de 1967.” E não devemos esquecer que nos Acordos de Oslo o finado Arafat disse aceitar Israel em carte à parte, não figurando nos textos da Declaração de Princípios e que a Carta da OLP, apesar dos Acordos, não foi emendada e continuam os artigos contrários à existência de Israel.
Entender uma afirmação de um historiador como Benny Morris nos mostra, sob um ângulo prático, quão difícil é a paz no Oriente Médio e não devemos esquecer, nos dias de hoje, que a Primavera Árabe nada tem a ver com Israel. O que temos permanentemente falado está agora, ao que parece, sendo entendido por outros de diferentes espectros. Devemos lamentar a situação e ter esperança de que os verdadeiros moderados surjam, e teremos paz.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


A Guerra Santa não Deixa de Ser Guerra

por Herman Glanz – Em 30 de agosto passado, num debate no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a guerra civil na Síria, que causara, só naquele mês de agosto, mais de 5000 mortes, o representante sírio, Bashar al-Jafari, culpava os países ocidentais pelo apoio aos rebeldes sírios, especialmente a França, que foi Potência Mandatária, por ter promovido uma mistura de etnias no seu país, o que levou à guerra atual.
O Ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, presente, respondeu que, ao se falar contra o Mandato francês, lembrava que o avô do atual Presidente sírio, em carta que se encontra no Ministério do Exterior, da qual poderia fornecer uma cópia ao representante sírio, pedira à França para não conceder independência à Síria. Esse documento, recebido na França em de 15 de junho de 1936, já foi publicado no jornal libanês Al-Nahrar e no jornal egípcio Al-Ahram, e o professor Dr. Mordechai Kedar, da Universidade Bar-Ilan, apresentou a tradução integral do mesmo; (comentários entre parêntesis). A carta faz um elogio aos sionistas e demonstra que a paz de Israel com os árabes muçulmanos se mostra impossível. Apresentamos, a seguir, tradução da referida carta:
“Prezado Sr. Leon Blum, Primeiro-Ministro da França
Diante das negociações que estão se desenrolando entre a França e a Síria, nós – os líderes Alawitas na Síria – respeitosamente submetemos os seguintes pontos à consideração Vossa Senhoria e ao seu Partido (Partido Socialista Francês):
1 – A Nação Alawita (sic) que se tem mantida independente durante anos por meio de muito sacrifício, zelo e mesmo submetida a ataques mortíferos, é uma nação diferente da Nação Muçulmana sunita na sua fé religiosa, costumes e história. Nunca houve ocasião em que a Nação Alawita (que vive nos montes da costa ocidental da Síria) estivesse sob domínio dos muçulmanos que governam as cidades do interior do país.
2 – A Nação Alawita recusa ser anexada à Síria muçulmana, porque a religião islâmica, passando a ser considerada a religião oficial do país, fará a Nação Alawita ser tida como herege pela religião islâmica. Em vista deste fato, solicitamos venha a levar em consideração o perigoso e terrível destino que aguarda os alawitas caso se vejam forçados a uma anexação à Síria quando do fim do Mandato (da França), de forma que os muçulmanos conquistarão o poder de impor as leis que derivam da sua religião. (de acordo com o Islã, quem professar culto herege tem a oportunidade de se converter ao islamismo ou sofrer a jihad).
3 –Conceder a independência à Síria e cancelar o Mandato seria um bom exemplo para os princípios socialistas da Síria, mas o significado de completa independência representará o domínio por algumas poucas famílias muçulmanas sobre a Nação Alawita na Cilícia, Askadron (a Faixa de Alexandreta, que a França destacou da Síria e anexou à Turquia, em 1939) e sobre os Montes de Ansariyya (os Montes da parte ocidental da Síria, que constituem uma continuação topográfica dos Montes do Líbano). Até mesmo a existência de um Parlamento e um governo constitucional não asseguram a liberdade dos cidadãos. Tal controle parlamentar é somente uma fachada, desprovido de qualquer valor, e a verdade é que será controlado pelo fanatismo religioso que subjugará as minorias. Desejam os líderes da França que muçulmanos controlem os alawitas e os atirem no fosso da miséria?
4 – O espírito de fanatismo e as estreitas ideias, cujas raízes se encontram profundamente entranhadas no coração dos árabes muçulmanos para com aqueles que não são muçulmanos, é o espírito que alimenta continuamente a religião muçulmana, e portanto não existe esperança de que a situação mudará. Caso o Mandato se encerre, o perigo de morte e destruição será uma ameaça constante para com as minorias na Síria, mesmo que ao se encerrar (o Mandato), se decrete liberdade de pensamento e religião. Isto porque observamos, hoje em dia, como os muçulmanos de Damasco forçam os judeus, que lá vivem sob seu mando, a firmar documento que os proíbem de enviar alimentos para os seus irmãos judeus que estão sofrendo uma catástrofe na Palestina (eram os tempos da Grande Rebelião Árabe de 1936/37, promovendo matança dos judeus), constituindo a situação dos judeus na Palestina a mais forte e concreta prova da importância que o problema religioso representa para os muçulmanos árabes para com aqueles que não pertencem ao Islã. Esses bons judeus, que trouxeram civilização e paz para os árabes muçulmanos, e distribuíram riqueza e prosperidade para a terra da Palestina, não prejudicaram ninguém, não tendo tomado nada pela força e, no entanto, os muçulmanos declararam a Guerra Santa contra eles e não hesitaram em promover uma carnificina contra mulheres e crianças, a despeito do fato da Inglaterra se achar na Palestina e a França na Síria. Por isso, um futuro negro aguarda os judeus e outras minorias se o Mandato for encerrado e a Síria Muçulmana vier a se unir à Palestina Muçulmana. Essa união é o objetivo final dos árabes muçulmanos..
5 – Muito apreciamos sua generosidade de espírito defendendo o povo sírio e o desejo de promover a sua independência, mas a Síria, no presente momento, está longe do elevado objetivo que aspiram para com ela, porque a Síria ainda se encontra amarrada ao espírito do feudalismo religioso. Achamos que o governo francês e o Partido Socialista Francês não concordarão com a independência da Síria, caso sua implementação cause a subjugação da Nação Alawita, colocando a minoria alawita em perigo de morte e destruição. Não pode ocorrer que Vossa Senhoria concorde com a exigência síria (nacionalista) de anexar a Nação Alawita à Síria, porque os elevados princípios de Vossa Senhoria – se comungam a ideia de liberdade – façam acatar uma situação na qual uma nação (a muçulmana) tenta bloquear a liberdade de outra (a alawita), forçando a anexação.
6 – A França pode incluir a garantia dos direitos dos alawitas e outras minorias no texto do Tratado (o Tratado Franco-Sírio, que define as relações entre os Estados), mas enfatizamos a Vossa Senhoria que tratados não têm valor para a mentalidade síria-islâmica. Já vimos tal fato anteriormente, com o Pacto firmado entre a Inglaterra e o Iraque, que proibia os iraquianos de maltratarem e assassinarem os assírios e yázidis.(curdos do norte do Iraque).
A Nação Alawita que nós, abaixo assinados, representamos, suplica em alto e bom som ao governo da França e ao Partido Socialista Francês, e requer que garantam a sua liberdade e independência dentro dos seus pequenos limites (vejam: um Estado Alawita independente!). A Nação Alawita deposita seu bem-estar nas mãos dos líderes do Partido Socialista Francês e espera encontrar amplo suporte para uma nação que demonstra grande amizade e que já prestou à França grande serviço e atualmente se encontra em perigo de morte e destruição.
Assinados: Aziz Agha al-Hawash, Mahmud Agha Jadid, Mahmud Bek Jadid, Suleiman Asad (avô de Hafez, o pai de Bashir), Suleiman al-Murshid, Mahmud Suleiman al-Ahmad.”
Nada poderia ser mais claro e, por outro lado, explica a fúria assassina de Bashar Assad, porque os alawitas sabem que, se os sunitas, ou xiitas, tomarem o poder já têm o exemplo do ocorrido com Khadafi da Líbia. O Ponto 6 da mesma carta, que fora dirigida a Leon Blum, então Primeiro-Ministro francês, do Partido Socialista, traz um esclarecimento contundente sobre o valor dos tratados com os muçulmanos.
Quando a Presidenta Dilma Rousseff, na abertura da Assembleia-Geral da ONU, dia 25 de setembro passado, falou em solução diplomática para a Síria, e contra solução militar, o avô de Bashar Assad, juntamente com outros alawitas, advertiam dos perigos e falava das desgraças e terrível destino que pairavam para os divergentes de um islã predominante. Os alawitas lutam com crueldade para não “perderem as cabeças”, literalmente, cometendo atrocidades, para se manterem vivos, pois, em caso de domínio sunita, (ou xiita), serão massacrados, caso não consigam uma situação separatista. No caso de Israel, portanto, deve-se lutar para sobreviver, mesmo que os bons judeus tenham trazido prosperidade e não tenham tomado nada pela força nem prejudicado ninguém. Os israelenses são vítimas da intolerância, do fanatismo, do radicalismo e do nazismo e têm de lutar para não se deixarem abater, vendo-se quão difícil fica conseguir a paz nas circunstâncias atuais e quanto se pode confiar nos Tratados.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A ONU de hoje e de ontem


A Síria e o fim da ONU

por Deborah Srour – Mais uma vez estamos diante de uma crise em que milhares de pessoas são massacradas e outra vez a ONU nos prova que está aí como um cabide de empregos de alta escala. A crise na Síria é só o mais recente caso de assassinato em massa em que a ONU decidiu não agir e não cumprir o mandato para o qual ela foi criada.
A Organização das Nações Unidas foi estabelecida em 1945 para impedir que os horrores do Holocausto se repetissem. Um dos seus documentos mais fundamentais é a Declaração Universal dos Direitos do Homem aprovada em 1948 que falava dos “atos bárbaros que escandalizaram a consciência da humanidade”. Junto com a Declaração, a Assembléia Geral adotou a Convenção Contra o Genocídio. Na época estava claro para todos que a ONU havia sido criada para prevenir que este tipo de assassinato em massa acontecesse outra vez.
Mas nos anos 90, a ONU provou ser completamente incompetente para impedir os atos de genocídio.
Em 1994, o comandante das forças da ONU em Rwanda, General Romeo Dallaire, enviou uma mensagem para a sede da organização em Nova Iorque dizendo que os Hutus estavam planejando um massacre dos Tutsis. Dallaire informou então que iria destruir os depósitos de armas das milícias Hutus. O chefe da força de paz da ONU na época era Kofi Annan e ele ordenou ao general não interferir. Nos três meses que se seguiram, nada menos que 800 mil Tutsis foram abatidos como gado.
Aí o Conselho de Segurança da ONU fez reuniões para decidir que ação tomar e no final não fez absolutamente nada. O cúmulo foi ter o representante do regime de Rwanda sentado no Conselho como parceiro legítimo dos debates.
Depois tivemos a Bósnia. Em 95 o Conselho de Segurança criou uma “area de segurança” para os muçulmanos da cidade de Srebrenica. O comandante das forças da ONU prometeu que nunca os abandonaria. Mas em Julho de 1995 o exército sérbio atacou e matou mais de 8 mil muçulmanos que viviam na cidade. O batalhão holandês da ONU que havia fugido dias antes, estava numa festa da cerveja em Zaghreb, capital da Croácia, durante os massacres.
A cada vez que foi testada, a ONU fracassou em sua missão. No ano passado, os conselheiros de Barack Obama disseram que se o ocidente não agisse na Líbia, Srebrenica iria parecer um passeio no parque na frente do que Khadafi iria fazer com Benghazi. E aí Obama acionou as forças da OTAN para fazer o trabalho.
Hoje o mundo está frente à uma nova Srebrenica. A revolução na Síria começou em Março de 2011. Todos os dias centenas de civis morrem enquanto o Conselho de Segurança continua a fazer reuniões que não levam a nada. Uma resolução proposta em outubro do ano passado foi vetada pela Russia e China. No final de maio deste ano, o Conselho de Segurança finalmente condenou o governo sírio pela morte de 108 civis em Houla. Mas nenhuma ação concreta foi aprovada.
Outra vez o gênio das forças de paz, Kofi Annan, foi nomeado como enviado especial da ONU e da Liga Árabe para lidar com a crise na Síria. Em março ele anunciou um plano de 6 pontos que resultou em nada! Mas enquanto Annan ia e vinha a Damascos, o ocidente tinha uma boa desculpa para lavar as mãos e não tomar qualquer medida concreta contra Bashar Al-Assad. Nesse meio tempo, 14 mil sírios perderam suas vidas. E mais uma vez, a ONU falhou no seu maior objetivo: prevenir o assassinato em massa de civis inocentes.
A razão pela qual a ONU fracassa a cada vez que tem que tomar uma atitude para evitar um genocídio é por que a organização perdeu foco de seu objetivo em favor dos interesses dos estados membros. A ONU se recusa a tomar qualquer posição moral firme condenando aqueles que cometem massacres ou impondo medidas efetivas contra eles – com exceção de Israel.
No caso da rebelião de Darfur que começou em 2003, quando os Estados Unidos pediram para a ONU agir contra o genocídio praticado pelo exército sudanês, ela simplesmente recusou reconhecer que estava ocorrendo um genocídio e deixou meio milhão de pessoas serem mortas nos oito anos que se seguiram.
Há duas lições para Israel aprender da falta de resposta da comunidade internacional para a crise na Síria: primeiro, o comportamento da organização prova mais uma vez, que Israel nunca deve comprometer sua doutrina de contar consigo própria quando sua segurança estiver em jogo e nunca deve contar com a proteção de forças internacionais.
Em 29 de maio, o Wall Street Journal acusou a organização de ser “cúmplice” do massacre de Houla. Isto pode ter sido uma crítica dura mas contém uma verdade que não pode ser ignorada: as Nações Unidas dizem que irão proteger as pessoas ameaçadas de extermínio, e ao final, não fazem absolutamente nada além de dar um assento de primeira fila às suas forças de paz para assistirem as agressões e massacres.
E esta é a segunda lição: Israel deve responder de modo diferente às constantes críticas que ela recebe de vários órgãos da organização.
Se a ONU é um corpo paralisado, que não pode tomar decisões sobre genocídios, que trata os agressores e suas vítimas da mesma forma, então Israel deve se recusar a aceitar julgamentos morais sobre o seu conflito com os palestinos. Quem são eles para emitirem dia após dia, declarações contra Israel?
A crise na Síria é só o último exemplo de como a ONU perdeu a autoridade moral que tinha quando foi fundada. De fato, ela perdeu qualquer função prática além de causar congestionamentos em Nova Iorque e empilhar multas de estacionamento dos seus diplomatas.
Acho que Israel precisa mudar sua atitude para com a ONU e responder à altura a próxima vez que for “condenada” por um outro funcionário de cabide

domingo, 25 de dezembro de 2011

A matança continua

Ataque suicida no Afeganistão deixa ao menos 15 mortos

Homem disparou explosivos durante funeral na
cidade de Taloqan.

Nova explosão atinge terceira igreja na Nigéria no domingo
de Natal
Porta-voz de grupo islâmico Boko Haram assumiu a autoria dos
atentados.País africano sofre com atentados que já deixaram pelo menos 25
mortos.
Confrontos de terça na Síria deixam ao menos 56 mortos,
diz oposição
Informação é do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, na
Grã-Bretanha.Mortes devido à repressão no país passam de 5 mil, segundo a
ONU.

sábado, 19 de novembro de 2011

América Latina fecha os olhos e a mídia também.

Especialista americano adverte: o terror islâmico já está no Brasil


Em entrevista ao jornalista Leonardo Coutinho publicada pela edição de VEJA que deixa hoje as bancas, o embaixador Roger Noriega, americano neto de imigrantes mexicanos nascido em Kansas e especialista em América Latina, descreve como o terrorismo islâmico está infiltrado no continente e chega ao Brasil: ”Rezo para que as autoridades brasileiras deixem de cometer o erro de ignorar o terrorismo”, diz ele. “O risco para o país é real e iminente”.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O Brasil não é imune a atentados


Nas últimas duas décadas, o embaixador americano Roger Noriega, de 51 anos, atuou na linha de frente na elaboração da política externa dos Estados Unidos em relação à América Latina. Trabalhou como consultor do Congresso americano e, no governo de George W. Bush, foi chefe da delegação dos EUA junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) por dois anos.


Em 2003, assumiu o cargo de secretário adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, do Departamento de Estado. Ficou no posto até 2005, quando deixou a vida pública para atuar no American Enterprise Institute for Public Policy Research, um centro de estudos em Washington que reúne pesquisadores das mais diversas áreas, principalmente as de segurança e políticas públicas.


Em outubro, uma semana antes da prisão do iraniano acusado de planejar um atentado contra o embaixador da Arábia Saudita em Washington, Noriega divulgou um artigo sobre as atividades do Irã e do grupo libanês Hezbollah na fronteira mexicana. Na entrevista a seguir, ele conta como foi capaz de antecipar a presença dos terroristas nas franjas do território americano e denuncia a escalada do terror na América Latina.


Como o senhor sabia que o Irã e o Hezbollah atuavam em consórcio com traficantes mexicanos?


Nossa investigação foi baseada em meses de estudos realizados por uma equipe de quatro pessoas que percorreu, além do México, muitos países vizinhos. Essa equipe entrevistou autoridades e fontes secretas nos grupos comandados pelo libanês Hezbollah na região. Nós juntamos os nomes, ligamos os pontos e revelamos uma realidade perigosa.


O Irã e o Hezbollah têm expandido suas bases na América Latina com o objetivo de promover atentados terroristas. Eles construíram uma estrutura operacional de recrutamento, treinamento e captação de recursos. Os fatos observados indicam que os terroristas compartilharam suas experiências com os cartéis do tráfico no México.


Além do relatório publicado a respeito no site do American Enterprise Institute for Public Policy Research, que antecipou as informações sobre essas ações extremistas, nós produzimos um documento confidencial compartilhado com autoridades e vários governos da região.


Por que os Estados Unidos demoraram a detectar essa movimentação em sua fronteira sul?


Gasto grande parte do meu tempo explicando aos políticos americanos que negligenciamos a América Latina.
Recentemente, apresentei no Congresso provas consistentes das atividades desses grupos terroristas no continente. Nossos investigadores identificaram pelo menos duas redes paralelas que colaboram entre si e crescem de forma alarmante na América Latina.


Essas redes são compostas de mais de oitenta extremistas instalados em doze países, concentrados sobretudo no Brasil, na Venezuela, na Argentina e no Chile. Nós não podemos enfrentar as ameaças transnacionais do tráfico de drogas e do terrorismo sem a cooperação de nossos amigos na região.
Por isso, os Estados Unidos precisam prestar mais atenção na região, estabelecer relações econômicas fortes e saudáveis para estimular o crescimento, a prosperidade e a estabilidade entre nossos vizinhos.


Qual tem sido o papel da CIA, a agência de inteligência americana, em relação a esse problema?

Praticamente, nenhum. Em paralelo com o nosso trabalho, que tornou pública a presença do Irã e do Hezbollah no México, o DEA (a agência antidrogas americana) já vinha investigando as ligações entre extremistas islâmicos e traficantes de drogas.

E eu acho que isso foi uma sorte, porque os integrantes do DEA estão acostumados a pensar além do que diz o manual. Eles não foram constrangidos pelo raciocínio convencional dos especialistas da CIA em Forças Quds (a unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã).

Na agência de inteligência, eles poderiam ter concluído que o modus operandi dos iranianos de contratação do cartel mexicano Zetas para executar o embaixador saudita em Washington era incomum demais para ser realidade — o que poderia ter sido fatal. Em vez disso, o DEA, extremamente ativo em investigações de vários tipos no continente, seguiu em frente e descobriu o plano para matar o embaixador Adel al Jubeir.

Quais são exatamente as conexões do Irã e do Hezbollah na América Latina?

Em 2007, um terrorista que tentou cometer um atentado no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, foi preso em Trinidad e Tobago quando se preparava para viajar a Caracas. Da capital venezuelana, ele seguiria para Teerã, onde, segundo alegou, faria um curso de religião.

Ele sabia para onde fugir em segurança. A Venezuela é uma base avançada do terrorismo islâmico na América Latina. Na Ilha Margarita, na costa venezuelana, funciona um dos mais movimentados centros de treinamento de terroristas fora do Líbano.

A Tríplice Fronteira, região entre a Argentina, o Brasil e o Paraguai, ainda preocupa por ser um centro de operações financeiras das mais diversas organizações terroristas. Mas é na Venezuela que esses grupos terroristas têm permissão oficial para adestrar-se e planejar ataques contra os Estados Unidos.

O senhor, então, acusa o governo venezuelano de dar suporte a terroristas?

Não resta dúvida de que o presidente Hugo Chávez usa a riqueza petrolífera de seu país para fortalecer o terrorismo islâmico, cujo alvo principal é o território americano. Isso é um escândalo.

Sinceramente, em qualquer lugar em que exista uma embaixada iraniana ou mesquita ou centro islâmico patrocinado pelo Irã, e na Venezuela praticamente todos o são, pode haver uma célula do grupo libanês Hezbollah.

Não estou sugerindo que toda mesquita seja um centro de terrorismo. Essa é uma suposição ridícula e perigosa. Entretanto, quando agentes iranianos patrocinam mesquitas e centros islâmicos nas Américas, eles o fazem com a finalidade explícita de radicalizar a comunidade muçulmana local. A missão básica desses emissários do terror é identificar alguns indivíduos com potencial para ingressar no Hezbollah ou nas Forças Quds.

Como esses extremistas islâmicos atuam na Venezuela?

Há uma rede que administra a captação de recursos, o recrutamento, o treinamento e a coordenação dos agentes do Hezbollah no país. Essa rede leva o nome de seu chefe, Ghazi Nassereddine. Ele é um venezuelano nascido no Líbano que exerce um cargo diplomático na Síria.

Em 2008, Nassereddine foi identificado pelo governo dos Estados Unidos como um dos fornecedores de suporte logístico e financeiro ao Hezbollah. Apesar de sua relevância, eu o considero menos perigoso que seus comparsas. Esses atuam mais discretamente em suas atividades de treinamento. Nossas fontes confidenciais nos trouxeram evidências de que, no ano passado, ativistas iranianos e do Hezbollah realizaram, na Ilha Margarita, um curso de técnicas terroristas para alunos de países da América Latina.

Como se não bastasse, a Venezuela foi utilizada como sede de uma reunião de líderes terroristas do Hamas, do Hezbollah e da organização palestina Jihad Islâmica. Esse encontro ocorreu em Caracas em 22 de agosto de 2010, com o aval de Hugo Chávez.



O presidente venezuelano é o único governante da região a apoiar terroristas?

O presidente da Bolívia, Evo Morales, hospeda uma academia de treinamento de milicianos patrocinada pelos iranianos. Essa escola foi inaugurada recentemente pelo infame ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, identificado como um dos arquitetos dos atentados contra alvos judaicos em Buenos Aires, nos anos 90.

Tanto a Bolívia quanto o Equador estão permitindo que o Irã realize movimentações supostamente comerciais em seus territórios. A mais preocupante delas é a exploração de minérios estratégicos, como urânio.

Essas operações suspeitas podem ser úteis para acelerar o programa nuclear iraniano. Além disso, o comércio entre a Argentina e o Irã aumentou dramaticamente nos últimos anos. Temo que, com o crescimento dos interesses comerciais, exista a possibilidade de que as preocupações com segurança esmoreçam.

A Justiça argentina ainda tenta prender e julgar os diplomatas iranianos autores de dois atentados no país. O senhor acha que esse comportamento pode mudar?

Os argentinos estão totalmente cientes das atividades do Irã em seu território. Os atentados contra a Embaixada de Israel e contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1992 e 1994, são prova disso.

Por isso, o Judiciário da Argentina pediu a emissão de um mandado internacional de prisão pela Interpol. Mas, francamente, algumas operações do governo argentino com o Irã são muito suspeitas. A principal delas é o acordo de cooperação na área nuclear assinado entre os dois países.

Espero que a descoberta pelo DEA de que poderia haver também outro ataque em Buenos Aires coloque a Casa Rosada em alerta.




Por que o Irã e o Hezbollah escolheram a América Latina como campo de operações?

A proximidade com os Estados Unidos torna a região atraente. O presidente Hugo Chávez, como já disse, também vem construindo uma aliança estreita com o Irã, como forma de fortalecer sua agenda antiamericana. Além disso, ele usou os petrodólares de seu país para abrir as portas da Bolívia e do Equador para o Irã.
Como se não bastasse, os serviços de inteligência locais são ineficientes e a América Latina tem baixa capacidade de aplicação das leis. Essa combinação transforma os países latino-americanos em solo fértil para terroristas globais. Diante dessas circunstâncias, o governo dos Estados Unidos precisa empenhar-se mais na cooperação com nossos vizinhos amigos e, desse modo, fortalecê-los.



O que o senhor pode dizer sobre o Brasil?

Há evidências claras de que Mohsen Rabbani, um agente das Forças Quds envolvido nos atentados perpetrados em 1992 e 1994, esteve no Brasil duas vezes nos últimos dois anos.
Embora proibido de sair do Irã, por causa de um mandado de prisão expedido contra ele pela Interpol, Rabbani se vale de documentos falsos para entrar no Brasil pela fronteira venezuelana. Isso tem de ser motivo de preocupação.

Relatórios oficiais dizem que Rabbani e seu irmão, Mohammad Baquer Rabbani Razavi, com residência fixa no Brasil, recrutaram dezenas de jovens pobres brasileiros para sua causa extremista. Sabemos que Razavi, apesar de ser xiita, uniu-se a líderes sunitas para dar suporte às operações do Hezbollah na Tríplice Fronteira.

Eu espero que as autoridades brasileiras parem de negar a existência de extremistas no país e passem a considerar a crescente atuação de organizações terroristas na América Latina. A própria segurança de cidadãos brasileiros está em jogo. O governo do Brasil não pode ignorar essa ameaça.

Qual é o risco para o Brasil?

Dentro em breve, o país será palco da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Obviamente, isso transforma o Brasil em alvo tentador. É um erro subestimar esse fato.

A presença de redes terroristas em território brasileiro obriga as autoridades responsáveis pela segurança a aumentar sua atenção. O Brasil, ou qualquer outra nação, não está imune a atentados. A comunidade internacional deu um voto de confiança ao Brasil e espera que o país não falhe em garantir a integridade física dos atletas e do público da Copa e dos Jogos Olímpicos.

Rezo para que as autoridades brasileiras deixem de cometer o erro de ignorar o terrorismo. O risco para o país é real e iminente.



Fonte: Revista Veja