12/06 - 16:25 , atualizada às 14:59 13/06 - Régis Bonvicino, especial para o Último Segundo
A Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura, que analisa pleitos de dinheiro através da Lei Rouanet, desacolheu o de Caetano Veloso, de 2 milhões de reais, para patrocínio de seu “Tour Caetano Veloso”, a turnê do trabalho “Zii e Zie”, lançado esse ano – mais um CD medíocre. A Comissão já havia negado pedido de Maria Bethânia ano passado, revertido pelo ministro, que tem poderes para tanto.
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Paula Lavigne, empresária de Veloso, pressionou, segundo a mídia, o titular da Pasta, com inúmeros telefonemas. Objetivo: quer que Juca Ferreira reverta, também, a recusa. Pela Lei Rouanet, a empresa que faz o patrocínio saca dinheiro diretamente do tesouro, ou seja, dinheiro do contribuinte, daquele que paga impostos – seu dinheiro. Essa lei deveria se destinar às artes eruditas e não à indústria do entretenimento, da qual Veloso faz parte, embora um dia – nos remotos anos 1960 e 1970 – tenha aspirado à cultura.
O patrocínio deve se voltar para a música erudita, abandonada no País, à pesquisa literária, à preservação do patrimônio histórico e arqueológico, ao teatro de autor, ao cinema de inovação, à arte digital, ao folclore, às festas populares etc. A Constituição, em seu artigo 215, não deixa dúvidas quanto ao sentido de cultura, para o Estado: “O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes de cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais”.
Como afirmei, Veloso não é manifestação cultural, mas, indústria do entretenimento. Só mesmo José Miguel Wisnik (USP), Eucanaã Ferraz (UERJ) e outros sabujos acreditam que Veloso seja “um poeta”, um autor importante para a cultura brasileira (já o foi há três décadas). O artigo da Constituição respeita a autodeterminação cultural do cidadão e, segundo Araujo e Nunes Junior, “atribui ao Estado o dever de democratizá-la”.
Como se vê, o ato de Veloso é atentatório ao conceito de democratização da cultura. Ele tem o direito de petição, todavia, peca do ponto de vista ético, do ponto de vista da moralidade pública, ao solicitar dois milhões de reais ao Poder Público, ao cidadão, para alavancar os lucros de sua turnê. Uma reles turnê! O salário mínimo é de R$ 465,00! Há uma depressão econômica no mundo. Veloso, um senhor de 67 anos, é, hoje, um milionário que, desde “Circuladô de Fulô” (início dos anos 1990), não produz um trabalho no mínimo decente: repete-se, dilui-se, fatura. De uns três anos para cá, tornou-se um tardo-roqueiro.
Façamos então a comparação dentro de seus parâmetros atuais e de sua própria geração. Imaginem Mick Jagger e os The Rolling Stones solicitando um milhão de dólares para a turnê “A Bigger Bang” à Rainha. Imaginem Bob Dylan requerendo ao NEA (o equivalente ao ministério da cultura nos Estados Unidos) um milhão de dólares para a turnê de “Together Trought the Life” recém lançado igualmente. Não é ridículo, porque, de acordo com Nelson Rodrigues, o ridículo é uma virtude. Prefiro não usar a palavra adequada.
O que significa esse “pleito” de Veloso? A ganância tomou o primeiro plano, sob o verniz, vagabundo, de “arte”, manipulada por “empresários” (sic). País patético com seus cantadores de boleros em declínio, sob todos os sentidos. O pedido em si é uma afronta ao próprio Veloso dos anos 1960 e 1970 e desvela a dinâmica da Tropicália, “movimento” (bancário?), que liderou, ao lado de Gilberto Gil – este um caso à parte, que não merece uma linha sequer de comentário.
Veloso, o velho, embora não seja mais cultura, é sintoma da cultura brasileira de hoje (de sujeito à sintoma) – de sua inversão total de valores, compartilhada pelo Estado, que, por várias vezes, patrocina indústria do entretenimento. Uma vez o poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999) – o maior poeta brasileiro ao lado de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) – me disse frase que ficou no meu subconsciente: “Artista subvencionado é mau artista”. Por isso, sou contra essa Lei Rouanet, que coopta mentes, que as transforma em ovelhas do Estado e cria uma arte obediente e não de afronta, uma arte “pós”.
O então Caetano falou uma vez, em 1967, de “linha evolutiva da canção” e, deduzo, dos costumes do País. Triste Afoxé! A canção (tipo Veloso) está morta desde os anos 1980 no Brasil. É fantasma a serviço da conta bancária. É hipócrita porque se pretende “arte”, “cultura”, quando não passa sequer de má indústria do entretenimento. Exemplo de boa indústria até cultural: Amy Winehouse.
O que Veloso quis dizer com linhas como "Não me amarra dinheiro não/ Mas a cultura”, de “Beleza Pura”? O presente diz do passado e a “produção” de Veloso, caindo nos palcos, com sua voz operística kitsch, necessita ser reavaliada diante de seus fiascos e de pedidos como esse. A Tropicália precisa ser reavaliada. Ao que tudo indica, foi mais importante pela presença do poeta Augusto de Campos, sóbrio e recolhido, do poeta Torquato Neto (1944-1972) e dos músicos eruditos como Júlio Medaglia e Rogério Duprat (1932-2006). Prefiro a Jovem Guarda de Roberto, Erasmo e Vanderléa, que nunca quis vender gato por lebre.
Veloso não seguiu o exemplo de Dorival Caymmi (1914-2008): não soube envelhecer. Não fala a língua do silêncio de João Gilberto. Não tem a força e a vitalidade de Jorge Bem Jor. Talvez lhe reste mesmo o papel de “pedir” dinheiro – indevidamente – ao Estado. E, caso Juca Pereira o libere – intensificar um escândalo chamado Caetanogate. Parabéns à Comissão
COMENTO:
O velho desejo da esquerda de confundir conceitos e mamar nas tetas do governo.
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Brasil: Causas de uma situação.
Ano VII Sábado, 13 de Junho de 2009 Número 166
Percival Puggina | 28 Abril 2009
Artigos - Cultura
Aceitar como válido que o erro de um sirva para justificar o erro de outro. Canonizar o deboche e debochar da virtude.
Em seu relatório de 2008, a International Transparency situa o Brasil em 80º lugar, com nota 3,5 sobre 10, no ranking da corrupção. Estamos nivelados com Burkina Faso, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia. Perdemos até para a Namíbia, Tunísia e Gana, países onde as práticas são consideradas mais corretas do que aqui. É constrangedor o que o mundo pensa de nós! Estou convencido, caro leitor, de que temos a obrigação moral de enfrentar essa pauta, refletindo sobre a realidade que os números refletem. É intenção deste artigo, portanto, identificar o que nos conduz a tão lamentável reconhecimento mundial.
Em contradição com a opinião de muitos, penso que o povo brasileiro é de boa índole. Nossa gente, em sua imensa maioria, tende a agir bem. Mas vem sendo submetida, essa boa gente, de modo sistemático, a uma estratégia perversora, cujo longo e tenebroso roteiro pode ser agrupado nos quatro conjuntos de ações que exemplifico a seguir, sem esgotar a pauta:
1. Ações pelo império do “politicamente correto”. Elas envolvem tolerar tudo, sempre, exceto a opinião do Papa. Combater a disciplina e jamais dizer “não” a si mesmo. Rejeitar a noção de limites. Inibir o exercício da autoridade nas famílias, escolas, instituições públicas e privadas. Abrandar as penas, tornar morosos os processos. Instaurar o império da impunidade. Assumir, como critério de juízo, a ideologia segundo a qual as vítimas da criminalidade são socialmente culpadas, ao passo que os bandidos são inocentes porque a sociedade os obriga a ser como são (tese do Marcola que coincide com o espírito da última Campanha da Fraternidade). Matreiro, Macunaíma, o herói sem caráter, piscará o olho.
2. Ações contra a identidade nacional. Elas envolvem reescrever a história do Brasil de modo a promover a cultura do ajuste de contas, da vingança e do resgate imediato de dívidas caducas. Denegrir o passado, borrar a imagem dos nossos grandes vultos, construir estátuas para bandidos e exibir, como novos modelos da nacionalidade, os peitos e bundas dos heróis e heroínas do BBB. Macunaíma esboçará um sorriso.
3. Ações contra a alma e a consciência das pessoas. Elas envolvem rejeitar, combater e, quando isso for inútil, tornar irrelevante a idéia de Deus. Sustentar que pecado é conceito medieval e que coisas como bem e mal são muito relativas, dependentes dos pontos de vista e da formação de cada um. Declarar obsoletos o exame de consciência, a coerência com a verdade e a retificação das condutas. Aceitar como válido que o erro de um sirva para justificar o erro de outro. Canonizar o deboche e debochar da virtude. Combater a Igreja desde fora, pela via do ateísmo militante, e desde dentro, invadindo os seminários com literatura marxista. Macunaíma rirá seu riso desalmado.
4. Ações contra a virtude. Elas envolvem atacar a instituição familiar, ambiente essencial à transmissão dos valores e assemelhá-la a uma coisa qualquer. Tornar abundante a vulgaridade. Servir licenciosidade e erotismo à infância e colocar a maior autoridade do país a distribuir camisinhas no carnaval. Evidenciar a inutilidade da Lei, tornando nítido, por todos os meios, que uns estão acima dela, que outros, sem quaisquer consequências, vivem fora dela e que outros, ainda, são credores do direito de a descumprir. Macunaíma, o herói sem caráter, rolará no chão, às gargalhadas.
COMENTO:
As causas da corrupção e violencia que assolam nosso país são várias.Não existe uma causa única.É uma doença multifatorial com amplo espectro de apresentação.
No texto estão citadas algumas delas mas idependente da quantidade de fatores, a educação de qualidade com transmissão de valores morais é sem dúvida , embora não única,a melhor maneira de combater esse mal que afeta nosso Brasil.
Percival Puggina | 28 Abril 2009
Artigos - Cultura
Aceitar como válido que o erro de um sirva para justificar o erro de outro. Canonizar o deboche e debochar da virtude.
Em seu relatório de 2008, a International Transparency situa o Brasil em 80º lugar, com nota 3,5 sobre 10, no ranking da corrupção. Estamos nivelados com Burkina Faso, Marrocos, Arábia Saudita e Tailândia. Perdemos até para a Namíbia, Tunísia e Gana, países onde as práticas são consideradas mais corretas do que aqui. É constrangedor o que o mundo pensa de nós! Estou convencido, caro leitor, de que temos a obrigação moral de enfrentar essa pauta, refletindo sobre a realidade que os números refletem. É intenção deste artigo, portanto, identificar o que nos conduz a tão lamentável reconhecimento mundial.
Em contradição com a opinião de muitos, penso que o povo brasileiro é de boa índole. Nossa gente, em sua imensa maioria, tende a agir bem. Mas vem sendo submetida, essa boa gente, de modo sistemático, a uma estratégia perversora, cujo longo e tenebroso roteiro pode ser agrupado nos quatro conjuntos de ações que exemplifico a seguir, sem esgotar a pauta:
1. Ações pelo império do “politicamente correto”. Elas envolvem tolerar tudo, sempre, exceto a opinião do Papa. Combater a disciplina e jamais dizer “não” a si mesmo. Rejeitar a noção de limites. Inibir o exercício da autoridade nas famílias, escolas, instituições públicas e privadas. Abrandar as penas, tornar morosos os processos. Instaurar o império da impunidade. Assumir, como critério de juízo, a ideologia segundo a qual as vítimas da criminalidade são socialmente culpadas, ao passo que os bandidos são inocentes porque a sociedade os obriga a ser como são (tese do Marcola que coincide com o espírito da última Campanha da Fraternidade). Matreiro, Macunaíma, o herói sem caráter, piscará o olho.
2. Ações contra a identidade nacional. Elas envolvem reescrever a história do Brasil de modo a promover a cultura do ajuste de contas, da vingança e do resgate imediato de dívidas caducas. Denegrir o passado, borrar a imagem dos nossos grandes vultos, construir estátuas para bandidos e exibir, como novos modelos da nacionalidade, os peitos e bundas dos heróis e heroínas do BBB. Macunaíma esboçará um sorriso.
3. Ações contra a alma e a consciência das pessoas. Elas envolvem rejeitar, combater e, quando isso for inútil, tornar irrelevante a idéia de Deus. Sustentar que pecado é conceito medieval e que coisas como bem e mal são muito relativas, dependentes dos pontos de vista e da formação de cada um. Declarar obsoletos o exame de consciência, a coerência com a verdade e a retificação das condutas. Aceitar como válido que o erro de um sirva para justificar o erro de outro. Canonizar o deboche e debochar da virtude. Combater a Igreja desde fora, pela via do ateísmo militante, e desde dentro, invadindo os seminários com literatura marxista. Macunaíma rirá seu riso desalmado.
4. Ações contra a virtude. Elas envolvem atacar a instituição familiar, ambiente essencial à transmissão dos valores e assemelhá-la a uma coisa qualquer. Tornar abundante a vulgaridade. Servir licenciosidade e erotismo à infância e colocar a maior autoridade do país a distribuir camisinhas no carnaval. Evidenciar a inutilidade da Lei, tornando nítido, por todos os meios, que uns estão acima dela, que outros, sem quaisquer consequências, vivem fora dela e que outros, ainda, são credores do direito de a descumprir. Macunaíma, o herói sem caráter, rolará no chão, às gargalhadas.
COMENTO:
As causas da corrupção e violencia que assolam nosso país são várias.Não existe uma causa única.É uma doença multifatorial com amplo espectro de apresentação.
No texto estão citadas algumas delas mas idependente da quantidade de fatores, a educação de qualidade com transmissão de valores morais é sem dúvida , embora não única,a melhor maneira de combater esse mal que afeta nosso Brasil.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Não sei de nada.
A tática do "não sei de nada" pelo visto está na moda.
Primeiro o Presidente da República, depois o Presidente do Senado.Quem será o próximo?
É o exemplo que vem de cima.
Todos conhecem os protagonistas mas continuam votando neles.Também não sabem de nada.É o contágio.
Só com educação de qualidade se melhora um país.Assim todos saberão e mudarão seus votos.
Primeiro o Presidente da República, depois o Presidente do Senado.Quem será o próximo?
É o exemplo que vem de cima.
Todos conhecem os protagonistas mas continuam votando neles.Também não sabem de nada.É o contágio.
Só com educação de qualidade se melhora um país.Assim todos saberão e mudarão seus votos.
domingo, 7 de junho de 2009
Decapitação.Voce leu em algum lugar?
Mais um decapitado.
Um refém britânico, Edwin Dyer, foi decapitado por integrantes de um grupo terrorista no Mali, país do Norte da África, informou a Fox News.
Edwin fazia parte de um grupo de 4 turistas europeus sequestrados no dia 22 de janeiro, quando voltavam de um festival de música.
O grupo de terroristas é ligado à al-Qaeda e opera nas fronteiras entre o Mali, a Argélia, o Níger e a Mauritânia.
Apesar dos esforços do governo britânico e do governo local os sequestradores reivindicaram a morte de Dyer, que foi sequestrado junto com um casal suíço e uma mulher alemã perto da fronteira com o Niger, após irem ver o Festival do Deserto, uma celebração de música e cultura nomade.
Os terroristas exigiam a libertação de Abu Qatada que está preso em Worcestershire, Inglaterra enquanto aguarda sua extradição para a Jordania onde está sendo acusado de terrorismo.
É mais um ocidental, portanto, a ser sequestrado e decapitado por terroristas islâmicos, coisa que a nossa imprensa nem publica. (falando nisto, que fim levou o caso do engenheiro mineiro sequestrado no início da guerra do Iraque?)
Um refém britânico, Edwin Dyer, foi decapitado por integrantes de um grupo terrorista no Mali, país do Norte da África, informou a Fox News.
Edwin fazia parte de um grupo de 4 turistas europeus sequestrados no dia 22 de janeiro, quando voltavam de um festival de música.
O grupo de terroristas é ligado à al-Qaeda e opera nas fronteiras entre o Mali, a Argélia, o Níger e a Mauritânia.
Apesar dos esforços do governo britânico e do governo local os sequestradores reivindicaram a morte de Dyer, que foi sequestrado junto com um casal suíço e uma mulher alemã perto da fronteira com o Niger, após irem ver o Festival do Deserto, uma celebração de música e cultura nomade.
Os terroristas exigiam a libertação de Abu Qatada que está preso em Worcestershire, Inglaterra enquanto aguarda sua extradição para a Jordania onde está sendo acusado de terrorismo.
É mais um ocidental, portanto, a ser sequestrado e decapitado por terroristas islâmicos, coisa que a nossa imprensa nem publica. (falando nisto, que fim levou o caso do engenheiro mineiro sequestrado no início da guerra do Iraque?)
Europa
Home > BBC > NotíciaTamanho do texto A A Partidos de centro-direita avançam em eleição europeia
07/06/2009 - 18:21 - BBC Brasil
ImprimirEnviarCorrigirFale ConoscoOs partidos de centro-direita ganharam terreno nas eleições para o Parlamento da União Europeia (UE) realizadas em 19 países neste domingo, segundo pesquisas de boca-de-urna. Os números preliminares sugerem também que esta eleição foi marcada pelo menor comparecimento já registrado, de 43,24% dos eleitores.
Ao todo, estão em jogo 736 cadeiras do Parlamento europeu.
Os primeiros resultados começaram a ser divulgados logo depois do fim da votação no início da noite. Além dos 19 países que votaram neste domingo, outros oito votaram nos dias anteriores, entre eles Grã-Bretanha e Irlanda.
Segundo a correspondente da BBC em Bruxelas Oana Lungescu, 375 milhões de pessoas nos 27 países da União Europeia estavam aptas a votar.
Lungescu acrescenta que o comparecimento dos eleitores vem caindo desde a primeira eleição direta para o Parlamento europeu, há 30 anos, mas este novo recorde na queda do comparecimento vai prejudicar a credibilidade do bloco e beneficiar os partidos menores.
Em 1979 o comparecimento ficou próximo dos 62% dos eleitores. Mas, em 2004, este número foi de 45,74%.
Estes partidos menores, de acordo com a correspondente, parecem ter se saído bem da Hungria à Holanda. Os partidos conservadores são os favoritos na França, Itália e Alemanha e os partidos de governo destes países parecem ter se saído relativamente bem.
Mas em países como Grécia e Hungria, os governos estão lutando contra a crise econômica e devem sofrer derrotas nesta votação.
Atividade
Segundo o editor da BBC para Europa Mark Mardell, o Parlamento em Bruxelas está vivendo dias de muita atividade.
Grupos de partidos quase literalmente estabeleceram suas "barracas" no caminho principal do prédio do Parlamento, junto com equipes de televisão em seus pequenos estúdios e outras, mais ricas, com grandes estúdios para transmissões.
Os eleitores escolheram representantes principalmente de seus partidos nacionais. Muitos deles então se juntarão a grupos maiores da União Europeia, que tenham ideias semelhantes, de outros países do bloco.
O maior grupo nos últimos cinco anos é o de centro-direita EPP (288 cadeiras), seguido pelo grupo de centro-esquerda PES (216 cadeiras) e o liberal ALDE (100).
Além do recorde no baixo comparecimento dos eleitores pelo bloco todo, alguns países também registraram os níveis mais baixos de participação em toda sua história, como foi o caso da França, com 40,5% de comparecimento, e da Alemanha, 42,2%.
Em Malta, por outro lado, é esperado o comparecimento de 80%. E, em Bruxelas, onde as longas filas foram registradas nos locais de votação, também se espera alto comparecimento.
Praias cheias
Na Grécia, as praias estiveram lotadas neste domingo, dando a impressão de que muitos preferiram ignorar o voto.
Os gregos estão entre os países em que se espera que os eleitores usem o voto para protestar contra o governo. A expectativa é de que isso aconteça também na Grã-Bretanha, na Espanha, na Hungria e na República Tcheca.
Os resultados do pleito é aguardado ansiosamente entre os britânicos, já que pode afetar a política nacional depois de semanas de crise no país.
A crise começou com o escândalo do reembolso de gastos pessoais de parlamentares, detonado pela publicação de relatórios de despesas apresentadas por integrantes do governo e da oposição.
Com isso, o partido do premiê britânico Gordon Brown, o Trabalhista, amargou derrotas nas eleições locais, enfrentou pedidos de renúncia e foi obrigado a realizar uma reforma ministerial.
COMENTO:
Sobre a Europa podemos dizer:
1- Trata-se de uma luta silenciosa entre a aliança islamico-esquerdista contra os partidos de centro direita.
2-Em questão de tempo e por motivos demográficos o continente terá maioria muçulmana.
3-Aumentará a xenofobia, o racismo e conflitos étnicos
4-Haverá piora da crise economica com desemprego fechando o ciclo vicioso do mal, portanto agravando os conflitos internos.
5-Não devemos esquecer que o velho continente continua cada vez mais velho seja em termos de idade, taxa de natalidade, bem como em suas práticas políticas.A postura de continente civilizado vai contra o que faz por trás dos panos.É só estudar história, geopolitica e economia que entenderá a hipocrisia européia.Não esqueçamos das guerras mundiais, balcãs, acordos não cumpridos,traições,venda de tecnologia nuclear......
07/06/2009 - 18:21 - BBC Brasil
ImprimirEnviarCorrigirFale ConoscoOs partidos de centro-direita ganharam terreno nas eleições para o Parlamento da União Europeia (UE) realizadas em 19 países neste domingo, segundo pesquisas de boca-de-urna. Os números preliminares sugerem também que esta eleição foi marcada pelo menor comparecimento já registrado, de 43,24% dos eleitores.
Ao todo, estão em jogo 736 cadeiras do Parlamento europeu.
Os primeiros resultados começaram a ser divulgados logo depois do fim da votação no início da noite. Além dos 19 países que votaram neste domingo, outros oito votaram nos dias anteriores, entre eles Grã-Bretanha e Irlanda.
Segundo a correspondente da BBC em Bruxelas Oana Lungescu, 375 milhões de pessoas nos 27 países da União Europeia estavam aptas a votar.
Lungescu acrescenta que o comparecimento dos eleitores vem caindo desde a primeira eleição direta para o Parlamento europeu, há 30 anos, mas este novo recorde na queda do comparecimento vai prejudicar a credibilidade do bloco e beneficiar os partidos menores.
Em 1979 o comparecimento ficou próximo dos 62% dos eleitores. Mas, em 2004, este número foi de 45,74%.
Estes partidos menores, de acordo com a correspondente, parecem ter se saído bem da Hungria à Holanda. Os partidos conservadores são os favoritos na França, Itália e Alemanha e os partidos de governo destes países parecem ter se saído relativamente bem.
Mas em países como Grécia e Hungria, os governos estão lutando contra a crise econômica e devem sofrer derrotas nesta votação.
Atividade
Segundo o editor da BBC para Europa Mark Mardell, o Parlamento em Bruxelas está vivendo dias de muita atividade.
Grupos de partidos quase literalmente estabeleceram suas "barracas" no caminho principal do prédio do Parlamento, junto com equipes de televisão em seus pequenos estúdios e outras, mais ricas, com grandes estúdios para transmissões.
Os eleitores escolheram representantes principalmente de seus partidos nacionais. Muitos deles então se juntarão a grupos maiores da União Europeia, que tenham ideias semelhantes, de outros países do bloco.
O maior grupo nos últimos cinco anos é o de centro-direita EPP (288 cadeiras), seguido pelo grupo de centro-esquerda PES (216 cadeiras) e o liberal ALDE (100).
Além do recorde no baixo comparecimento dos eleitores pelo bloco todo, alguns países também registraram os níveis mais baixos de participação em toda sua história, como foi o caso da França, com 40,5% de comparecimento, e da Alemanha, 42,2%.
Em Malta, por outro lado, é esperado o comparecimento de 80%. E, em Bruxelas, onde as longas filas foram registradas nos locais de votação, também se espera alto comparecimento.
Praias cheias
Na Grécia, as praias estiveram lotadas neste domingo, dando a impressão de que muitos preferiram ignorar o voto.
Os gregos estão entre os países em que se espera que os eleitores usem o voto para protestar contra o governo. A expectativa é de que isso aconteça também na Grã-Bretanha, na Espanha, na Hungria e na República Tcheca.
Os resultados do pleito é aguardado ansiosamente entre os britânicos, já que pode afetar a política nacional depois de semanas de crise no país.
A crise começou com o escândalo do reembolso de gastos pessoais de parlamentares, detonado pela publicação de relatórios de despesas apresentadas por integrantes do governo e da oposição.
Com isso, o partido do premiê britânico Gordon Brown, o Trabalhista, amargou derrotas nas eleições locais, enfrentou pedidos de renúncia e foi obrigado a realizar uma reforma ministerial.
COMENTO:
Sobre a Europa podemos dizer:
1- Trata-se de uma luta silenciosa entre a aliança islamico-esquerdista contra os partidos de centro direita.
2-Em questão de tempo e por motivos demográficos o continente terá maioria muçulmana.
3-Aumentará a xenofobia, o racismo e conflitos étnicos
4-Haverá piora da crise economica com desemprego fechando o ciclo vicioso do mal, portanto agravando os conflitos internos.
5-Não devemos esquecer que o velho continente continua cada vez mais velho seja em termos de idade, taxa de natalidade, bem como em suas práticas políticas.A postura de continente civilizado vai contra o que faz por trás dos panos.É só estudar história, geopolitica e economia que entenderá a hipocrisia européia.Não esqueçamos das guerras mundiais, balcãs, acordos não cumpridos,traições,venda de tecnologia nuclear......
sábado, 6 de junho de 2009
Educação
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