A açao da OTAN no Afeganistão já ocasionou a morte de vários civis.
Não vejo porém a imprensa, ONGs, ONU, e entidades de direitos humanos vociferarem que está havendo massacre.
Sabem porque?
Porque não é Israel que está envolvido.
Sempre julgamentos com pesos e medidas diferentes.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Frases para reflexão
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a se desanimar da virtude, rir da honra e ter vergonha de ser honesto.
Rui Barbosa
O sábio age sem nada querer em troca.
Lao Tsé
"Gerenciar é fazer direito as coisas; liderar é fazer as coisas certas".
Peter Drucker
Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.
Pitágoras
Do fanatismo á barbárie não há mais do que um passo.
Denis Diderot
Rui Barbosa
O sábio age sem nada querer em troca.
Lao Tsé
"Gerenciar é fazer direito as coisas; liderar é fazer as coisas certas".
Peter Drucker
Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.
Pitágoras
Do fanatismo á barbárie não há mais do que um passo.
Denis Diderot
sábado, 20 de fevereiro de 2010
A doença da burocracia.
> Eficiência Artigo retirado do site do Instituto Millenium
16/02/2010
Mal de Parkinson
Cristina Camargo
A “Carta ao Leitor” da “VEJA” desta semana comenta o inchaço da máquina estatal no governo Lula e defende a construção de um Estado eficiente:
“Uma reportagem desta edição de VEJA mostra que nada se expandiu tanto nos sete anos de governo Lula quanto a máquina estatal federal e seus privilégios. Com a economia crescendo zero em 2009 e estimando-se que a riqueza nacional suba 5% em 2010, Lula entregará a faixa ao sucessor com aumento médio anual do PIB de 3,7%. Em contraste, nos sete anos de seu governo até agora foram criados mais 150 000 cargos federais, uma elevação de quase 20%. Para efeito de comparação: o crescimento populacional do Brasil entre 2002 e 2009 foi de 12%. Um servidor do estado brasileiro ganha hoje, em média, o dobro de um trabalhador com cargo equivalente na iniciativa privada.
Não existe um parâmetro universal para determinar, em qualquer momento histórico, se um país tem mais funcionários públicos do que efetivamente precisa. Isso depende de diversas circunstâncias. Mas uma burocracia que cresce e enriquece mais do que o país que a sustenta, como é o caso da brasileira, já constitui evidência bastante convincente de desequilíbrio.
Se antes o gordo estado brasileiro teimava em não caber no figurino do PIB, a situação agora se tornou um caso de obesidade mórbida. Ou talvez o diagnóstico mais correto seja um ataque agudo do mal de Parkinson. Não a notória doença cerebral degenerativa diagnosticada pelo médico James Parkinson em 1817, mas a moléstia do crescimento incontrolável das burocracias estatais descrita admiravelmente por outro inglês, Cyril Northcote Parkinson, em 1955. Seus principais sinais:
1) O número de funcionários deve crescer sempre, ainda que o trabalho seja o mesmo ou até diminua.
2) Qualquer tarefa deve ser expandida até ocupar todo o tempo destinado a ela.
3) Todo funcionário precisa de mais subordinados e menos rivais.
4) É dever de um funcionário criar problemas que só outro funcionário pode resolver.
5) O imposto cria a despesa, e não o contrário.
Que a campanha eleitoral de 2010 escape da maldição do debate falso sobre “estado mínimo” versus “estado máximo”, para se concentrar na erradicação do mal de Parkinson da burocracia oficial e, assim, dar aos brasileiros que pagam toda essa farra a chance de ser servidos por um “estado eficiente”. É pedir muito?”
16/02/2010
Mal de Parkinson
Cristina Camargo
A “Carta ao Leitor” da “VEJA” desta semana comenta o inchaço da máquina estatal no governo Lula e defende a construção de um Estado eficiente:
“Uma reportagem desta edição de VEJA mostra que nada se expandiu tanto nos sete anos de governo Lula quanto a máquina estatal federal e seus privilégios. Com a economia crescendo zero em 2009 e estimando-se que a riqueza nacional suba 5% em 2010, Lula entregará a faixa ao sucessor com aumento médio anual do PIB de 3,7%. Em contraste, nos sete anos de seu governo até agora foram criados mais 150 000 cargos federais, uma elevação de quase 20%. Para efeito de comparação: o crescimento populacional do Brasil entre 2002 e 2009 foi de 12%. Um servidor do estado brasileiro ganha hoje, em média, o dobro de um trabalhador com cargo equivalente na iniciativa privada.
Não existe um parâmetro universal para determinar, em qualquer momento histórico, se um país tem mais funcionários públicos do que efetivamente precisa. Isso depende de diversas circunstâncias. Mas uma burocracia que cresce e enriquece mais do que o país que a sustenta, como é o caso da brasileira, já constitui evidência bastante convincente de desequilíbrio.
Se antes o gordo estado brasileiro teimava em não caber no figurino do PIB, a situação agora se tornou um caso de obesidade mórbida. Ou talvez o diagnóstico mais correto seja um ataque agudo do mal de Parkinson. Não a notória doença cerebral degenerativa diagnosticada pelo médico James Parkinson em 1817, mas a moléstia do crescimento incontrolável das burocracias estatais descrita admiravelmente por outro inglês, Cyril Northcote Parkinson, em 1955. Seus principais sinais:
1) O número de funcionários deve crescer sempre, ainda que o trabalho seja o mesmo ou até diminua.
2) Qualquer tarefa deve ser expandida até ocupar todo o tempo destinado a ela.
3) Todo funcionário precisa de mais subordinados e menos rivais.
4) É dever de um funcionário criar problemas que só outro funcionário pode resolver.
5) O imposto cria a despesa, e não o contrário.
Que a campanha eleitoral de 2010 escape da maldição do debate falso sobre “estado mínimo” versus “estado máximo”, para se concentrar na erradicação do mal de Parkinson da burocracia oficial e, assim, dar aos brasileiros que pagam toda essa farra a chance de ser servidos por um “estado eficiente”. É pedir muito?”
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Algumas frases.
A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos.
Montesquieu
"Faça o que puder, com o que tiver, onde estiver.
Theodore Roosevelt
"A melhor maneira de sermos enganados é julgar que somos mais espertos do que os outros.
La Rochefoucauld
Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê.
Monteiro Lobato
"O único lugar onde sucesso vem antes de trabalho é no dicionário.
Albert Einstein
A recompensa de uma coisa bem feita é tê-la feito.
Ralph Waldo Emerson
"O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito.
Albert Einstein
"O vitorioso tem muitos amigos, mas o vencido tem bons amigos.
Provérbio mongol
De fato, não fracassei ao tentar, cerca de 10.000 vezes, desenvolver um acumulador. Simplesmente, encontrei 10.000 maneiras que não funcionam.
Thomas A. Edison
"A experiência não é o que aconteceu com você, mas o que você fez daquilo que aconteceu.
Aldous Huxley
Por hoje é só.
Divirtam-se.
Montesquieu
"Faça o que puder, com o que tiver, onde estiver.
Theodore Roosevelt
"A melhor maneira de sermos enganados é julgar que somos mais espertos do que os outros.
La Rochefoucauld
Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê.
Monteiro Lobato
"O único lugar onde sucesso vem antes de trabalho é no dicionário.
Albert Einstein
A recompensa de uma coisa bem feita é tê-la feito.
Ralph Waldo Emerson
"O mundo é perigoso não por causa daqueles que fazem o mal, mas por causa daqueles que vêem e deixam o mal ser feito.
Albert Einstein
"O vitorioso tem muitos amigos, mas o vencido tem bons amigos.
Provérbio mongol
De fato, não fracassei ao tentar, cerca de 10.000 vezes, desenvolver um acumulador. Simplesmente, encontrei 10.000 maneiras que não funcionam.
Thomas A. Edison
"A experiência não é o que aconteceu com você, mas o que você fez daquilo que aconteceu.
Aldous Huxley
Por hoje é só.
Divirtam-se.
Impunidade
19/02/2010 Postado no site do Instituto Millenium.
Caso João Hélio: “A lei no Brasil é um incentivo à criminalidade”
Cristina Camargo
No Brasil, arrastar uma criança pelas ruas até despedaçá-la dá direito à Bolsa-Bandido do governo, com garantias de proteção, sustento e vida nova no exterior, tudo com o dinheiro dos contribuintes. Não é uma beleza? Não: é o Brasil, e a absurda lei que protege assassinos “menores” na idade e cada vez maiores na frieza, na desumanidade e na crueldade.
COMENTO:
Esse simples texto é para completar meu comentário anterior sobre o assunto.
Caso João Hélio: “A lei no Brasil é um incentivo à criminalidade”
Cristina Camargo
No Brasil, arrastar uma criança pelas ruas até despedaçá-la dá direito à Bolsa-Bandido do governo, com garantias de proteção, sustento e vida nova no exterior, tudo com o dinheiro dos contribuintes. Não é uma beleza? Não: é o Brasil, e a absurda lei que protege assassinos “menores” na idade e cada vez maiores na frieza, na desumanidade e na crueldade.
COMENTO:
Esse simples texto é para completar meu comentário anterior sobre o assunto.
Impunidade e ONGs
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2010/2/mp_nao_foi_consultado_na_inclusao_de_assassino_de_joao_helio_em_programa_de_protecao_65182.html
Vote nessa notícia
MP não foi consultado na inclusão de assassino de João Hélio em programa de proteção
Rio - Em razão das notícias veiculadas pela imprensa sobre a inclusão em programa de proteção de um dos responsáveis pela morte do menino João Hélio no ano de 2007, adolescente na época dos fatos, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro esclarece que em momento algum requereu ou concordou com a inserção do adolescente no aludido programa.
A nota esclarece ainda que a despeito de manifestação do MP, que pleiteava o esgotamento do prazo máximo de internação de três anos, o Juízo da Infância determinou a progressão para o sistema de semiliberdade.
"No dia seguinte da referida decisão, por solicitação da ONG Projeto Legal, o foi adolescente encaminhado por ordem judicial a programa de proteção, executado pela mesma ONG, presidida pelo senhor Carlos Nicodemos, também presidente do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente do RJ, sem o conhecimento prévio do Ministério Público", diz o documento.
Diante da irregularidade constatada, considerando que os autos não fornecem por enquanto elementos mínimos que indiquem a necessidade da referida inclusão no programa, o Ministério Público afirma estarem sendo adotadas as medidas cabíveis com vistas à revisão do ato judicial que incluiu o adolescente no programa em questão
COMENTO:
Essas ONGs politicamente corretas são assim mesmo.Ditas progressistas, impregnadas de viés ideológico de esquerda transformam a vítima em culpada e o culpado em vítima, percebem?
A culpa é da classe média burguesa que causa miséria e cria as vítimas assasinas.É uma das facetas do gramscismo em ação.Utiliza o sistema para destruí-lo e subverter a lógica racional das pessoas.Estão bem avançados nisso principalmente na mídia e nas organizações academicas.
Vote nessa notícia
MP não foi consultado na inclusão de assassino de João Hélio em programa de proteção
Rio - Em razão das notícias veiculadas pela imprensa sobre a inclusão em programa de proteção de um dos responsáveis pela morte do menino João Hélio no ano de 2007, adolescente na época dos fatos, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro esclarece que em momento algum requereu ou concordou com a inserção do adolescente no aludido programa.
A nota esclarece ainda que a despeito de manifestação do MP, que pleiteava o esgotamento do prazo máximo de internação de três anos, o Juízo da Infância determinou a progressão para o sistema de semiliberdade.
"No dia seguinte da referida decisão, por solicitação da ONG Projeto Legal, o foi adolescente encaminhado por ordem judicial a programa de proteção, executado pela mesma ONG, presidida pelo senhor Carlos Nicodemos, também presidente do Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente do RJ, sem o conhecimento prévio do Ministério Público", diz o documento.
Diante da irregularidade constatada, considerando que os autos não fornecem por enquanto elementos mínimos que indiquem a necessidade da referida inclusão no programa, o Ministério Público afirma estarem sendo adotadas as medidas cabíveis com vistas à revisão do ato judicial que incluiu o adolescente no programa em questão
COMENTO:
Essas ONGs politicamente corretas são assim mesmo.Ditas progressistas, impregnadas de viés ideológico de esquerda transformam a vítima em culpada e o culpado em vítima, percebem?
A culpa é da classe média burguesa que causa miséria e cria as vítimas assasinas.É uma das facetas do gramscismo em ação.Utiliza o sistema para destruí-lo e subverter a lógica racional das pessoas.Estão bem avançados nisso principalmente na mídia e nas organizações academicas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Leiam o livroO guia politicamente incorreto da História do Brasil
17, 2010 http://deslumieres.blogspot.com/2010/02/historia-politicamente-incorreta.html
História Politicamente Incorreta
O Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil é um livro irritante. Não para mim que o achei sobretudo divertido, mas para aqueles que gostam de usar e abusar de preconceitos e idéias arraigadas no inconsciente coletivo brasileiro.
Muita de nossa história foi escrita atendendo determinados pontos de vista, principalmente com aquela tentação típica da academia brasileira de fazer justiça social com a própria pena. O jornalista Leandro Narloch traz à tona alguns fatos que desmentem essas versões politicamente corretas, o que faz dele o cri-cri da hora para essa turma.
Narloch explica por exemplo que Zumbi dos Palmares longe de ser o líder solidário dos escravaos, era provavelmente ele próprio escravagista e aristocrata. Santos Dumont não inventou mesmo o avião. A Inglaterra tentou evitar que o Brasil entrasse em guerra com o Paraguai. O Paraguai não era um país justo e com desenvolvimento incipiente, era uma ditadura cruel, e o maior culpado pelo genocído paraguaio foi a estupidez do próprio Solano López. Os guerrilheiros da esquerda que hoje está no poder não lutavam pela democracia, lutavam por uma ditadura comunista. Os primeiro sambistas liam partituras européias, tocavam instrumentos clássicos e gostavam de jazz.
Mas para mim o primeiro capítulo é o mais interessante. Hoje anda muito em voga uma certa antropologia de miolo mole que quer cercar índios em reservas gigantes isolando-os da civilização. É uma idéia amplamente difundida a de que os índios viviam aqui em harmonia com a natureza até a chegada dos europeus que os exterminaram.
A coisa não foi bem assim. Para começar os índios no Brasil viviam ainda no Neolítico, com instrumentos de pedra e madeira, praticavam um aagricultura rudimentar e não domesticavam animais. Guerreavam-se e matavam-se o tempo todo. Promoviam queimadas homéricas na floresta tanto para abrir áreas para roças como para caçar animais que ficavam cercados pelo fogo. Quando a terra exauria-se, mudavam.
Quando os portugueses chegaram, entraram em contato com novas tecnologias, animais e plantas, como aço, cavalos, galinhas. Foram os índios os mais contentes com as novidades. Aproveitaram os portugueses para fazerem alianças e continuarem a guerrear contra seus inimigos. Participavam alegremente de excursões para escravizar outras tribos e derrubar pau-brasil. Os portugueses em muito menor número não conseguiriam nunca ter sucesso na colonização sem a ajuda dos índios. E enquanto Portugal promulgava leis de proteção ambiental, os índios queriam vender mais pau-brasil.
E se doenças trazidas pelos colonizadores mataram milhares de índios, o inverso também foi verdadeiro. Só a sífilis, levada das Américas à Europa por navegadores causou horrores na Europa. Se o álcool fez e faz miséria entre os índios, o tabaco, costume indígena levado à Europa, com certeza matou muito mais.
Alega-se que apopulação indígena tenha sido dizimada pelos colonizadores. Nessa contabilidade parcial, esquece-se de contar quantos índios miscigenaram-se formando a imensa população mestiça brasileira, e quantos descendentes de índios, hoje vivendo na costa brasileira (caiçaras) e em cidades como Campo Grande, Manaus ou Belém não declaram-se mais como índios nos censos.
O Guia chacoalha um pouco as idéias...
COMENTO:
O autor é o jornalista Leandro Narloch.O livro é todo baseado em documentos históricos e referenciados.
Vai incomodar muita gente principalmente nos assuntos referentes a Indios, escravos e sobre os comunistas no país.
Li todo o livro em poucas horas, vale a pena.
Nos mostra também a necessidade de uma reforma no ensino com mudanças de grade currícular e de livros que nos dão uma visão errada do passado e não nos permite questionamentos.
História Politicamente Incorreta
O Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil é um livro irritante. Não para mim que o achei sobretudo divertido, mas para aqueles que gostam de usar e abusar de preconceitos e idéias arraigadas no inconsciente coletivo brasileiro.
Muita de nossa história foi escrita atendendo determinados pontos de vista, principalmente com aquela tentação típica da academia brasileira de fazer justiça social com a própria pena. O jornalista Leandro Narloch traz à tona alguns fatos que desmentem essas versões politicamente corretas, o que faz dele o cri-cri da hora para essa turma.
Narloch explica por exemplo que Zumbi dos Palmares longe de ser o líder solidário dos escravaos, era provavelmente ele próprio escravagista e aristocrata. Santos Dumont não inventou mesmo o avião. A Inglaterra tentou evitar que o Brasil entrasse em guerra com o Paraguai. O Paraguai não era um país justo e com desenvolvimento incipiente, era uma ditadura cruel, e o maior culpado pelo genocído paraguaio foi a estupidez do próprio Solano López. Os guerrilheiros da esquerda que hoje está no poder não lutavam pela democracia, lutavam por uma ditadura comunista. Os primeiro sambistas liam partituras européias, tocavam instrumentos clássicos e gostavam de jazz.
Mas para mim o primeiro capítulo é o mais interessante. Hoje anda muito em voga uma certa antropologia de miolo mole que quer cercar índios em reservas gigantes isolando-os da civilização. É uma idéia amplamente difundida a de que os índios viviam aqui em harmonia com a natureza até a chegada dos europeus que os exterminaram.
A coisa não foi bem assim. Para começar os índios no Brasil viviam ainda no Neolítico, com instrumentos de pedra e madeira, praticavam um aagricultura rudimentar e não domesticavam animais. Guerreavam-se e matavam-se o tempo todo. Promoviam queimadas homéricas na floresta tanto para abrir áreas para roças como para caçar animais que ficavam cercados pelo fogo. Quando a terra exauria-se, mudavam.
Quando os portugueses chegaram, entraram em contato com novas tecnologias, animais e plantas, como aço, cavalos, galinhas. Foram os índios os mais contentes com as novidades. Aproveitaram os portugueses para fazerem alianças e continuarem a guerrear contra seus inimigos. Participavam alegremente de excursões para escravizar outras tribos e derrubar pau-brasil. Os portugueses em muito menor número não conseguiriam nunca ter sucesso na colonização sem a ajuda dos índios. E enquanto Portugal promulgava leis de proteção ambiental, os índios queriam vender mais pau-brasil.
E se doenças trazidas pelos colonizadores mataram milhares de índios, o inverso também foi verdadeiro. Só a sífilis, levada das Américas à Europa por navegadores causou horrores na Europa. Se o álcool fez e faz miséria entre os índios, o tabaco, costume indígena levado à Europa, com certeza matou muito mais.
Alega-se que apopulação indígena tenha sido dizimada pelos colonizadores. Nessa contabilidade parcial, esquece-se de contar quantos índios miscigenaram-se formando a imensa população mestiça brasileira, e quantos descendentes de índios, hoje vivendo na costa brasileira (caiçaras) e em cidades como Campo Grande, Manaus ou Belém não declaram-se mais como índios nos censos.
O Guia chacoalha um pouco as idéias...
COMENTO:
O autor é o jornalista Leandro Narloch.O livro é todo baseado em documentos históricos e referenciados.
Vai incomodar muita gente principalmente nos assuntos referentes a Indios, escravos e sobre os comunistas no país.
Li todo o livro em poucas horas, vale a pena.
Nos mostra também a necessidade de uma reforma no ensino com mudanças de grade currícular e de livros que nos dão uma visão errada do passado e não nos permite questionamentos.
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