sábado, 26 de junho de 2010

Frase do dia

Há três tipos de políticos: os que turvam as águas; os que pescam em águas turvas; e aqueles mais bem dotados que turvam as águas para depois nelas pescar.
Arthur Schnitzler

VAMOS AJUDAR

Alagoas e Pernambuco precisam de nós

G1

* A Arquidiocese do Rio de Janeiro informou nesta sexta-feira (25) que está recolhendo alimentos, roupas e material de higiene para as vítimas da chuva no Nordeste. Segundo o vigário episcopal para a Caridade Social, padre Manuel Manangão, toda ajuda será bem-vinda.

De acordo com a Arquidiocese, as doações podem ser entregues na Catedral Metropolitana de São Sebastião, na Avenida Chile, no Centro. A ajuda também pode ser feita através de dinheiro.

Quem puder colaborar pode fazer o depósito pela conta da Cáritas, no Banco Bradesco (agência: 814-1, conta: 48500-4).

** Doações para desabrigados pelas enchentes em Alagoas podem ser feitas em agências dos Correios em todo o Brasil. Alimentos não perecíveis, roupas, toalhas, lençóis, calçados, tendas e barracas podem ser enviados para as vítimas.

Os donativos devem ser embalados em pacotes de até 30 quilos e levados até uma agência. O envio dos produtos para as vítimas é gratuito. Doações de remédios ou de dinheiro não são aceitas.

As encomendas devem ser endereçadas à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Alagoas, Rua Lavenere Machado, nº 80, Trapiche da Barra - Maceió/AL - CEP: 57010-383.

A realidade

Friday, June 18, 2010
A Morte de Saramago



Rodrigo Constantino, para o Instituto Liberal

Morreu aos 87 anos o escritor português José Saramago, prêmio Nobel de literatura. Saramago foi defensor do socialismo a vida toda, como ocorre com muitos intelectuais. Vários pensadores liberais já tentaram explicar esta atração que intelectuais sentem pela utopia socialista. Em Mente Cativa, outro prêmio Nobel de literatura, Czeslaw Milosz, descreve como foi a vida dos intelectuais na prática sob o regime que eles costumam defender de longe. O “socialismo real” é incompatível com o livre pensar, com a criação artística genuína. O intelectual se transforma numa máquina de proselitismo, num simples instrumento do partido.

Milosz cita o exemplo de Pablo Neruda para mostrar como bons poetas acabam escrevendo sobre aquilo que não conhecem. O exemplo poderia ter sido Saramago também. Em sua defesa, vale lembrar que ele rompeu com o regime cubano em 2003, após Fidel Castro mandar fuzilar três pessoas sem antecedentes, em julgamento sumário, pelo “crime” de tentar fugir da ilha-presídio. À época, o escritor disse: “Cuba não ganhou nenhuma batalha heróica com o fuzilamento desses três homens, mas sim perdeu minha confiança, destruiu minhas esperanças e decepcionou minhas ilusões”. Até então, Saramago era um entusiasta do regime e amigo do ditador. Um “pouco” tarde para descobrir a realidade por trás da retórica humanitária do sistema socialista!

Mas, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Esta declaração de Saramago ajuda a limpar um pouco sua imagem e seu legado. O poeta Ferreira Gullar, que fora um defensor do socialismo também, vem fazendo um admirável esforço de mea culpa, reconhecendo os erros do passado e o perigo do socialismo. Seria ótimo se cada vez mais intelectuais, escritores, poetas e pensadores de forma geral acordassem para o que é o socialismo na prática. Afinal, o que mais se vê por aí é intelectual esquizofrênico, do tipo que ama o socialismo, mas bem de longe. Foi Roberto Campos quem descreveu com perfeição este fenômeno:

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola...”

A velha política

26/06/2010

às 6:53

Governo admite falha em ações contra enchentes
Por Estelita Hass Carazzai, na Folha:

Um relatório do Ministério do Planejamento aponta que há “desarticulação” das ações do próprio governo federal no combate a inundações e alagamentos no Brasil. O texto cita o fato de obras antienchente estarem espalhadas por ministérios, a precariedade dos bancos de dados, a atuação da Defesa Civil -mais reativa do que preventiva- e a falta de planos de segurança de barragens.

O texto estava no site Portal do Planejamento, do governo federal, que saiu do ar dois dias depois de inaugurado, na semana passada, por ter criado desconforto com as críticas a ações de governo. O relatório é outra constatação negativa em relação à ação do poder público na prevenção de catástrofes como a que matou ao menos 51 em Alagoas e Pernambuco.

A Folha revelou que os dois Estados têm sistemas falhos de prevenção de enchentes, que incluem a falta de radares meteorológicos em Pernambuco e de Defesa Civil em cidades alagoanas. Além disso, o governo federal, em sete anos e meio, gastou mais com reconstrução e assistência às vítimas (R$ 5,8 bilhões) do que com prevenção (R$ 1,1 bilhão).

DIVISÃO
Segundo o texto, obras de drenagem urbana estão em três ministérios (Integração Nacional, Cidades e Saúde), o que cria problemas, já que nem sempre fica claro qual é o campo de atuação de cada órgão e quais são os critérios de seleção dos projetos. O texto cita a dificuldade de acesso a dados hidrometeorológicos, o que faz com que obras antienchentes sejam planejadas com base em informações defasadas.

Também há críticas às obras de drenagem, que privilegiam o rápido escoamento das águas da chuva, mas não levam em conta prejuízos nas cidades próximas, para onde são direcionadas

COMENTO:
A velha política de tratar as consequencias e não as causas.E coloca propaganda política em cima dando a entender que é o salvador.
E preciso evoluir muito nesse país.A falta de educação de qualidade impede o aperfeiçoamento da análise, da crítica, da visão da realidade, do pensamento elaborado construido em cima de fatos concretos.
O país permanece elegendo os mesmos que mudam para continuarem iguais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Karl Marx e o Oriente Médio

Um Oriente Mal Assombrado, como nos Filmes de Terror – por Herman Glanz

segunda-feira, junho 21, 2010

A “Questão do Oriente Médio” não é nova e “tem-se repetido constantemente, sua solução é sempre adiada, e nunca resolvida.” Assim falou ninguém menos do que Karl Marx, há 160 anos atrás. Toda essa questão do Oriente decorre do que hoje passou a se chamar “conflito de civilizações” em contraposição aos conceitos democráticos do Ocidente, aproveitado por ideologias totalitárias, como a nazifascista ou a esquerda predatória do Ocidente capitalista, desprezando e distorcendo valores e liberdades conquistadas.

A Questão Oriental (naquela ocasião entre a Europa e o Império Otomano, muçulmano), dizia Marx ao tratar da Guerra da Criméia, se resume na conciliação entre os valores do Ocidente e o fundamentalismo religioso da Turquia muçulmana, e “deve-se dizer”, é uma questão que se situa na base de todas as complicações do Oriente.”

Karl Marx explica que “O Alcorão, e a legislação islâmica que dele emana, reduz a geografia e a etnografia dos vários povos a uma simples e conveniente diferenciação entre duas nações e dois povos – a dos fiéis e a dos infiéis, se caracterizando como um estado de permanente hostilidade entre o muçulmano e o não-crente (no islamismo).” (…) “A legislação muçulmana estabelece que, se uma cidade se rende por capitulação” (ver adiante a definição de Marx a respeito), “e seus habitantes aceitam se tornar rayahs,” (ou dhimi), “isto é, submetidos a um Príncipe Muçulmano” (ou Califa), “sem abandonar o próprio credo, devem pagar o kharatch” (imposto de capitulação, além da zijiah), “quando firmam uma trégua com os fiéis” (que são os muçulmanos), “e assim não é mais permitido o confisco de suas propriedades nem tomar suas casas… Neste caso, as antigas igrejas formam parte das propriedades dos habitantes, com a permissão para nelas orar. Mas não é permitido levantar novas igrejas, nem ampliá-las (…) No caso de uma cidade ter sido conquistada pela força, os habitantes podem reter as suas igrejas, mas sem permissão para orações.” (…) “Deve-se entender que posse não significa, aqui, propriedade, que é negada aos cristãos pelo Alcorão, mas somente o direito de usufruto”. “Querendo suplantar o Alcorão por um código civil, acaba-se ocidentalizando toda a estrutura da sociedade bizantina.”, não sendo possível a conciliação do Ocidente com o Oriente islâmico, escreveu Marx. “Capitulações” são diplomas do Império Otomano ou cartas de privilégio, informou Marx, outorgadas pelo governo muçulmano a diferentes nações européias, autorizando aos seus respectivos cidadãos a entrada livre em países maometanos” (…) “Diferem de tratados num ponto fundamental”, (…), “as capitulações são concessões unilaterais, e podem ser revogadas ao bel prazer.”

Todos esses princípios constam, também, na Carta do Hamas, na Carta da OLP e do Fatah, na Carta do Hizbollah. A solução do conflito de Israel com os palestinos fica impossível, portanto, a não ser capitulando, aqui em todos os sentidos.

A mídia mundial, nazifascista ou da esquerda predatória, age uniformemente, e se aproveita do momento atual e da já antiga Questão do Oriente Médio, massacrando Israel e hostilizando, também, o Ocidente capitalista, que a esquerda tem como alvo substituir; lamentavelmente é seguida até pela esquerda israelense que, parece, sofrer de um complexo, que Freud explica, com medo de ser acusada de direitista se não acompanhar a esquerda mundial, o que se afigura um suicídio anunciado, devido ao antissemitismo, latente ou ostensivo, de uma esquerda, da direita nazista e do fundamentalismo. Mais lamentável é ser seguida pelos amigos da esquerda do nosso lado, com a mesma doença, sem terem aprendido a lição de que não serão poupados, como foi no Holocausto. E Ahmadinejad, falando no dia 16 passado, acusou o Ocidente de ter instigado judeus a ocuparem a Palestina islâmica.

Portanto, quando uma esquerda, que deveria se pautar nos textos de Marx, fala em desocupação de territórios, está apenas se aproximando do que pretendem a OLP, o Hamas ou o Hizbollah, a entrega dos territórios de Israel ao Islã, passando todos os seus habitantes a dhimmi, cidadãos de segunda classe, senão levando-os ao extermínio, num Holocausto anunciado. A falácia da mídia em todo o mundo que, no episódio recente da flotilha, repete e rotula de “ajuda humanitária” o que não houve, mas se constituiu apenas numa provocação para obter uma reação militar, abrindo uma nova e grave frente de hostilidades, uma verdadeira tempestade contra Israel, tudo para levar adiante sua “capitulação”. O problema da flotilha e de Gaza é o Hamas e não Israel, como já foi esclarecido por Karl Marx.

COMENTO:
Hoje vemos a associação das esquerdas com o fundamentalismo islamico para destruir os valores ocidentais.
Pelo visto tem muitos esquerdistas que não leram Marx.

domingo, 20 de junho de 2010

A matança continua e o mundo silencia.

Sobe para 26 os mortos no atentado em Bagdá

(Atualiza número de vítimas) Bagdá, 20 jun (EFE).- Ao menos 26 pessoas morreram hoje e outras 53 ficaram feridas pela explosão de dois carros-bomba no bairro de Al Mamun, no oeste de Bagdá, informou uma fonte do Ministério do Interior.

A fonte explicou à Agência Efe que os veículos explodiram às 11h na hora local (5h de Brasília), perto do Centro de Imigração e Passaportes e do Banco Comercial Al Jalich.

A detonação dos carros, que estavam estacionados, causou também grandes danos em vários prédios.

Com a explosão, uma espessa nuvem de fumaça se formou no local, para onde foram deslocadas as forças de segurança e várias ambulâncias para retirar as vítimas.

Na sexta-feira, ao menos 18 pessoas morreram, sendo seis soldados iraquianos, e cerca de cem ficaram feridas em vários atentados em diferentes pontos do Iraque, informaram à Efe fontes da Polícia e do Ministério do Interior.

Ontem, o porta-voz das operações de segurança em Bagdá, Qasem Ata, disse à imprensa local que "os grupos terroristas se centrarão em atacar lugares estratégicos e importantes na capital para exercer pressão sobre a opinião pública".

COMENTO:
Esse tipo de matança já foi banalizado pela mídia, pela ONU e ONGs pois não causa efeito nenhum na reação das pessoas.Ela continua e ninguém se manifesta contra.Não seria o caso de nomear uma comissão investigadora para esses atentados, para os bombardeios dos turcos em território estrangeiro ou para a matança étnica no Quirguistão?

Brasil e impostos

Retirado de http://www.imil.org.br/artigos/incompetencia-malicia-imposto-%E2%80%93-muito-imposto/

20/06/2010
Incompetência, malícia & imposto – muito imposto
Paulo Rabello de Castro

Não poderia ter sido mais oportuna a defesa acalorada dos impostos altos feita pelo presidente Lula em 1º de junho. O discurso a favor da carga tributária massacrante veio após a forte repercussão da reportagem de capa de ÉPOCA de 24 de maio, do repórter especial José Fucs, que esmiuçou para os leitores por que tudo é tão caro no Brasil (a resposta: impostos). Como gênio marqueteiro que é, o presidente dá ao brasileiro a oportunidade de pensar sobre como isso afeta a vida de cada um.
Lula disse que os impostos altos são condição para que um país seja forte e tenha boas políticas sociais. Só que os fatos conspiram contra a crença tributária do nosso presidente. Não podemos mais nos enganar com meras suposições. A carga fiscal brasileira é infame: quando somados os tributos (projeção de 36% do PIB) ao déficit público (mais 3% a 4% do PIB), chegamos perto de 40% do PIB do país, ou cerca de 140 dias por ano, em média, que cada brasileiro dedica apenas a sustentar a máquina pública. Isso é pouco ou muito? A resposta certa é: depende. Porque a maneira como se arrecada a gigantesca soma de tributos, de quem se toma essa enorme quantia e como se emprega o produto da arrecadação, pode fazer toda a diferença para justificar ou condenar uma estrutura tributária. A nossa, infelizmente, reúne todos os piores qualificativos: é injusta, ineficiente, maliciosa e incompetente.

Exagerei? Nem um pouco. Vamos ao defeito número um: impostos injustos. Você sabia que os pobres pagam muito mais que os ricos? Pesquisas do Ipea, órgão de pesquisa do governo (agora confirmadas por pesquisadores da Fipe, do IBPT e outros), mostram, desde os anos 90, que um trabalhador que ganha até dois salários mínimos entrega à União, aos Estados e municípios 40% ou mais de seu ganha-pão, em comparação a pouco mais de 10% de um cidadão no topo da pirâmide de renda. Como um governo popular não viu e corrigiu isso? Desonerar alimentos e remédios seria um caminho.



O sistema é pérfido: quem ganha menos pensa que não paga impostos e que recebe benefícios de graça

Defeito número dois: ineficiência na taxação. Talvez seja a pior qualidade, pois a ineficiência na arrecadação e a complexidade do sistema são um peso morto que rouba tempo e dinheiro do contribuinte sem levar vantagem para o poder público. Somos o campeão mundial em horas gastas pagando impostos e temos o sistema mais distorcido do mundo. Nossos brilhantes legisladores foram empilhando siglas novas de tributos, de suposta vocação social, além das tradicionais (renda, consumo e propriedade). Há IOF, Cide, Cofins, PIS, ICMS, ISS e IPI e outras, que poderiam ser aglutinadas num único tributo do tipo IVA (imposto sobre valor agregado), a ser repartido para os três níveis de governo, sem passeio de ida e volta a Brasília, onde boa parte da grana do contribuinte desaparece.
Terceiro defeito: malícia. Sim, os impostos são escondidos nos preços do que se compra. O resultado é pérfido. A maioria dos cidadãos das classes C, D e E pensa que não paga nada de impostos e ganha bolsas, subsídios e aposentadorias de graça dos políticos. É uma dissimulação que país democrático não merece (leia reportagem) .

Por fim, sofremos com o defeito da incompetência: a carga tributária alta demais enfraquece a economia. Como? Pense num condomínio em que a taxa é alta demais para os serviços prestados ao morador. O custo é sinônimo de fraqueza da administração, não de força. No país, provoca elevação dos juros e incentiva vazamentos e desperdícios da verba. Uma simples auditoria independente confirmaria isso. No ano passado, com todo o PAC, o governo central investiu apenas 1% do PIB em infraestrutura.

O próximo governo precisa fazer o Estado obeso perder peso e parar de remar contra. Se a carga baixar a 30% do PIB, gradualmente, em dez anos seremos um país desenvolvido ou quase isso. Lula já é um candidato sério ao Nobel da Paz. O próximo presidente, se fizer o que é certo, poderá nos trazer o caneco da Economia. Tomara!

COMENTO:
Veja como está o ensino público e a saúde pública no país e tire suas conclusões.
Não está satisfeito? Pegue as contas públicas como luz, gás e água e veja o que é imposto do total pago.
Depois é só refletir e pensar bem em quem votar.